O gênero de terror psicológico ganhará um novo e intrigante capítulo em breve. Intitulado Dead Take, o jogo é uma produção da Pocketpair Publishing em parceria com a Surgent Studios, de Tales of Kenzera: ZAU. E para aumentar ainda mais as expectativas, o título contará com vozes bastante reconhecíveis pelos fãs de RPGs recentes.
O novo jogo já se destaca pela presença de dois grandes nomes da dublagem nos videogames: Neil Newbone, de Baldur’s Gate III, e Ben Starr, protagonista de Final Fantasy XVI. Ambos assumem os papéis principais na narrativa sombria e envolvente do novo título.
A revelação veio de Abubakar Salim, diretor do jogo, que compartilhou a importância emocional do projeto. Segundo ele, os atores envolvidos ajudaram a moldar a essência da obra com base em histórias reais do meio artístico. “Nos momentos mais difíceis, trocamos histórias de terror que acabaram influenciando a base do jogo. Não é apenas talento — é autenticidade”, disse Salim.
Dead Take se passa em uma mansão luxuosa e isolada nas colinas de Hollywood. O jogador assume o papel de um ator em busca de um amigo desaparecido após uma festa glamourosa. Ao explorar a casa, é preciso resolver quebra-cabeças ao estilo escape room e recuperar vídeos corrompidos que revelam os segredos mais obscuros do local.
Além disso, durante a jornada, o ambiente ganha vida — ou parece ganhar. Há algo de estranho nas paredes, nas luzes e nos sussurros. “A casa está observando”, alerta a sinopse oficial. Cada pista descoberta expõe uma faceta sombria da indústria do entretenimento: a ganância, as fofocas, os bastidores tóxicos e as figuras influentes capazes de destruir carreiras com uma palavra.
Uma crítica velada à indústria do entretenimento
A proposta do jogo vai além do susto. Ele mergulha em reflexões profundas sobre o peso psicológico enfrentado por atores, as pressões do estrelato e a linha tênue entre sucesso e ruína. A ambientação, segundo os desenvolvedores, foi pensada para provocar desconforto — e ao mesmo tempo fascínio.
Em meio a fitas quebradas, câmeras abandonadas e memórias corrompidas, o jogador é desafiado a montar o quebra-cabeça da noite anterior. O tempo passa, mas seu amigo ainda não atende o telefone. E a única forma de seguir em frente é alimentar a verdade. Mesmo que ela doa.
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