Shadow Labyrinth Review I Análise – Um PAC-Man diferente

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Shadow Labyrinth

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PAC-Man foi lançado originalmente em 1980 para os fliperamas (arcade), com uma experiência baseada em fases dentro de labirintos, onde você deveria comer o maior número de pontos e evitar o contato com quatro fantasmas coloridos. O sucesso foi tanto que rendeu diversas sequências e sua expansão para PCs e consoles. No entanto, a franquia passou por um grande hiato. Após anos de ausência, sendo mantida apenas com versões remasterizadas, a Bandai Namco resolveu trazer PAC-Man de volta com uma abordagem diferente. Shadow Labyrinth é uma releitura do clássico dos anos 80 que traz um senso desafiador típico de um bom Metroidvania, ao mesmo tempo que honra suas origens e expande um universo que antes parecia tão simplista.

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Com lançamento previsto para o dia 18 de julho nas plataformas PS5, Xbox Series, Switch 1 e 2, e PC, o Combo Infinito teve a oportunidade de jogar o título antecipadamente, graças à Bandai Namco e à Theogames.

O retorno de PAC-Man aos holofotes foi uma grata surpresa, especialmente pela forma como a Bandai Namco decidiu explorar a franquia sem medo de se arriscar. E o resultado: é um dos melhores Metroidvania que já joguei. Seja pelo seu desafio, seu senso de exploração ou pelas batalhas contra chefes — que são puro suco dos grandes clássicos da velha guarda — além de seu visual. PAC-Man voltou com tudo.

O retorno de PAC-Man

Para contextualizar a história de Shadow Labyrinth, tudo começa no episódio de PAC-Man presente em uma série de animações da Amazon chamada Secret Level, que estreou em dezembro de 2024. Nela, vimos o icônico PAC-Man como uma criatura que consome coisas e usa aliados para fugir de um planeta inóspito. Shadow Labyrinth dá continuidade a esses eventos, onde o jogador controla o Espadachim nº 8, despertado por uma esfera amarela flutuante chamada PUCK (nome pelo qual PAC é conhecido no Japão), em um planeta misterioso repleto de relíquias de guerras passadas. Você é escolhido para se tornar o instrumento da vontade de PUCK.

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Seguindo suas ordens, o jogador enfrentará desafios, descobrirá segredos e conhecerá as origens dessa esfera que busca cumprir sua missão a qualquer custo.

A narrativa de Shadow Labyrinth pode parecer confusa e fora de tom em alguns momentos. Contudo, conforme você avança, tudo começa a fazer sentido, e o universo apresentado ajuda o jogador a se familiarizar com os personagens. Mesmo com uma linguagem densa por se tratar de um sci-fi, o jogo é eficiente em construir um mundo repleto de mitos, culturas, raças e povos distintos. Além disso, há arquivos de soldados que expandem ainda mais essa trama cheia de mistérios.

Por fim, toda essa abordagem complexa entrega uma experiência instigante e cheia de referências a jogos clássicos e personagens que marcaram a franquia.

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Uma releitura que homenageia o passado

Uma das maiores surpresas de Shadow Labyrinth foi sua abordagem ao gênero Metroidvania. Convenhamos, há muitos jogos do tipo no mercado, e ver mais um pode causar certa saturação. Contudo, esse não é o caso aqui. O senso de exploração é espetacular e segue à risca o que se espera do gênero. A todo instante você se verá indeciso entre seguir para a esquerda, direita, baixo ou cima. Essa confusão de rotas, sem indicações claras, é a magia do gênero — e Shadow Labyrinth executa isso de forma sublime.

Cada local oferece desafios com inimigos, batalhas contra chefes e recompensas. Além disso, o jogo presta homenagens ao legado de PAC-Man com cenários inspirados nos clássicos labirintos, embora sem os icônicos fantasmas. Os inimigos, agora, são outros.

Conforme você avança, habilidades e vantagens são adquiridas, ajudando tanto nos combates quanto na exploração. No entanto, há um ponto crítico: em certos momentos de plataforma — como ao pular entre estruturas ou se pendurar — os controles não respondem bem. Ações simples, como se agarrar a uma beirada, se tornam um teste de paciência. Achei que fosse falta de habilidade minha, mas o problema está nas mecânicas de plataforma e na baixa responsividade dos botões. Isso também afeta o combate: por exemplo, mesmo apertando o botão de esquiva, o personagem simplesmente não responde.

Apesar disso, o combate é divertido. Embora o início seja bem desafiador, novas habilidades melhoram (mas não facilitam) a experiência. Há parry, escudo, ataques especiais, além do golpe básico. Toda essa estrutura brilha nas batalhas contra chefes — uma verdadeira ode aos clássicos.

Entretanto, notei um certo desbalanceamento. Alguns chefes tiram apenas uma barra de vida, enquanto inimigos comuns retiram duas. Isso não faz sentido. Além disso, os recursos de combate à disposição do jogador são limitados diante do nível de dificuldade. Ter apenas um ataque básico, um especial que consome estamina e uma esquiva com cooldown pode te colocar em desvantagem. Mas nada que a persistência não resolva.

Um universo cativante

O mundo de Shadow Labyrinth apresenta uma dualidade entre tecnologia avançada e elementos arcaicos. Esse contraste é o grande charme do jogo. De um lado, temos estruturas futuristas com linguagem condizente; do outro, tribos que vivem em florestas e seguem tradições pagãs. Essa identidade visual é riquíssima. Cada cenário representa muito bem sua proposta: em áreas tecnológicas, o design de som reforça a sensação de estar em um futuro distante. Quando desbloqueamos uma nova habilidade, o som te transporta para um momento épico.

Já em ambientes naturais, como florestas vivas, os sons da natureza invadem seu fone com cantos de animais e ruídos tribais. Tudo isso ganha ainda mais imersão com o ciclo de dia e noite presente no jogo. É um recurso já visto em jogos como Ori, Bloodstained, Hollow Knight e Dead Cells, mas executado de forma competente aqui.

Enquanto a direção de arte brilha, senti falta de trilha sonora durante os momentos de exploração. Ela aparece apenas em momentos-chave da narrativa ou em lutas contra chefes — o que é uma pena, pois, sendo um Metroidvania, boa parte da experiência se dá na exploração.

Outro ponto: o jogo possui uma boa variedade de inimigos que se encaixam nos cenários, mas é perceptível o uso de reskins — inimigos repetidos com visuais diferentes —, algo feito claramente para inflar a quantidade de oponentes ou elevar a dificuldade.

Mas afinal, Shadow Labyrinth é tudo isso mesmo?

Após anos de hiato, PAC-Man retorna em uma releitura ousada que expande seu universo e respeita seu legado. Quem ama Metroidvania e aprecia um bom desafio vai se encantar com Shadow Labyrinth. Mesmo com algumas ressalvas, é uma experiência envolvente. Fico ansioso para o próximo capítulo dessa jornada tão promissora.

VEREDITO: Shadow Labyrinth é uma releitura corajosa e criativa de PAC-Man, que transforma o clássico dos fliperamas em um Metroidvania cheio de personalidade. A história se passa depois dos eventos da série animada Secret Level, fazendo o jogador se envolver em uma aventura sci-fi, com um visual impressionante que mistura alta tecnologia e culturas antigas. O combate também é empolgante, principalmente nas lutas contra chefes, mas esbarra em alguns problemas de controle e equilíbrio. Ainda assim, a jornada vale a pena. Uma grata surpresa e uma nova fase brilhante para o PAC-Man. João Antônio

8
von 10
2025-07-18T16:51:28-03:00

Nós recebemos Shadow Labyrinth (versão de PS5) gratuitamente para review e agradecemos à Theogames e à Bandai Namco pela confiança.

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