PlayStation pode abandonar exclusividade e mudar tudo o que conhecemos – Opinião

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PlayStation

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Em meio aos novos passos da PlayStation, que pode realmente virar uma empresa com cara de multiplataforma (ou até mesmo multiplataforma 100%), há uma entrevista que foi dada recentemente e que poucas pessoas perceberam na época, mas que agora ganhou destaque. E é sobre ela que quero falar hoje.

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Em um recente vídeo em nosso canal do YouTube, comentamos sobre como esses planos parecem realmente seguir para um caminho mais aberto. A gente já vem falando disso há pelo menos um mês, talvez um pouco mais, acompanhando rumores e vagas de emprego que sugerem movimentações estratégicas dentro da PlayStation. Ainda não há nada totalmente concreto, mas, aparentemente, pode sim haver um plano para levar mais jogos para outras plataformas. Um exemplo claro é Helldivers 2, um título desenvolvido para o PlayStation, mas que também chegou ao PC e será lançado no Xbox em breve. Isso fez muita gente perceber que algo está acontecendo nos bastidores.

A entrevista em questão não é exatamente recente (tem quase um mês), mas ajuda a esclarecer alguns pontos. Na verdade, trata-se de uma apresentação criada pela própria Sony, onde líderes da PlayStation conversam com outros executivos da empresa. Não foi uma entrevista aberta para veículos como IGN ou Eurogamer. É um conteúdo mais fechado, parecido com o que a Xbox fez no seu podcast. Essa apresentação estava hospedada em um site corporativo da Sony, pouco acessível ao público geral. Isso explica por que o vídeo demorou a ganhar atenção. No último fim de semana, ele começou a repercutir no Twitter.

A possível mudança no modelo de negócios

No vídeo, vemos Hideaki Nishino, Hermen Hulst e Lin Azar falando sobre a experiência PlayStation e o futuro da marca. Eles destacam que, há mais de 30 anos, a empresa busca ser o melhor lugar para jogar e publicar, com uma comunidade dedicada de 124 milhões de jogadores e mais de 4 mil criadores. Ressaltam que o valor do console PlayStation permanece, mas também exploram novas maneiras de levar franquias para além do console, sempre de forma cuidadosa e deliberada, especialmente no caso de títulos single-player, que são diferenciais importantes para o hardware.

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PlayStation 6

Um ponto curioso: Hermen Hulst parece estar lendo de um teleprompter durante toda a fala, o que tira um pouco da naturalidade. Isso foi comentado por outras pessoas nas redes sociais. Ainda assim, o mais importante é o conteúdo do que foi dito. E, para mim, a mensagem é clara: existe uma forte intenção da PlayStation de levar mais jogos para plataformas concorrentes como Xbox e Nintendo, além do PC. Inclusive, há rumores de que o tempo entre o lançamento no PlayStation e no PC pode cair para apenas seis meses.

Minha visão é que, se a PlayStation seguir por esse caminho sem uma estrutura sólida (como a que o Xbox tem para atuar de forma multiplataforma), pode enfrentar problemas sérios. Quando um console deixa de ter o exclusivo como diferencial, o apelo diminui. Nesse cenário, muitos jogadores podem optar por investir em um bom PC, que ofereça acesso a praticamente tudo. Isso não significa que o hardware vá desaparecer, mas o mercado pode estar caminhando para um modelo em que o console seja cada vez mais um “aplicativo”, algo que você possa acessar em qualquer dispositivo, como TV, tablet ou PC, seja via instalação local ou nuvem.

Um futuro que pode chegar mais rápido do que pensamos

Claro que existem limitações técnicas para que isso aconteça, mas já superamos tantas barreiras tecnológicas que não é absurdo pensar nesse cenário para daqui a 10 anos. A Microsoft, por exemplo, já tem uma estrutura muito mais robusta para viabilizar algo assim. A PlayStation, por outro lado, precisaria não apenas preparar a tecnologia, mas também “catequizar” seu público para essa mudança, cuidando de pontos sensíveis como a biblioteca de jogos já adquiridos. Esse detalhe, aliás, é crucial: se o jogador perder acesso ao que comprou, a insatisfação será inevitável.

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Outro desafio é que, ao levar sua loja (PSN) para o PC, a PlayStation entraria em um campo dominado pelo Steam e pela Microsoft Store, que geralmente oferecem preços mais competitivos. No console, isso não pesa tanto porque o jogador está preso ao ecossistema. Mas no PC, ele terá opções, e, com isso, a Sony teria que competir de igual para igual.

No fim das contas, acredito que estamos vendo os primeiros passos de uma transformação inevitável: a exclusividade, como conhecemos, está mudando. Já mudou para a Microsoft e, em parte, para a PlayStation. Jogos como Spider-Man e God of War já chegaram ao PC, e a tendência é que mais títulos sigam esse caminho. A questão é se a Sony vai conseguir executar essa estratégia de forma sustentável e, principalmente, vantajosa para o jogador. Porque, no final, é isso que mantém a indústria saudável: a concorrência. E, quando há concorrência, nós, jogadores, ganhamos, seja em preço, qualidade ou criatividade.

Comente o que você achou dessa possibilidade da PlayStation adotar de vez uma postura multiplataforma, compartilhe com os amigos e não deixe de acompanhar nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.

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