Call of Duty: Black Ops 7 chegou ao mercado com muita expectativa, porém começou a enfrentar críticas poucas horas após o lançamento. Jogadores analisaram vários itens cosméticos e perceberam detalhes estranhos nas artes internas, o que reacendeu a discussão sobre o uso cada vez maior de inteligência artificial pela Activision.
A situação ganhou força rapidamente, já que a franquia sempre apresentou um padrão visual alto. Mesmo assim, algumas imagens chamaram atenção pela falta de consistência. Muitos jogadores notaram elementos desalinhados, mãos com dedo extra e traços que pareciam sem definição. Esses sinais reforçaram a suspeita de que parte dos assets não recebeu o cuidado artístico esperado.
No momento em que as críticas começaram a se espalhar, a comunidade resgatou informações que apontavam o uso de IA no processo de criação. A própria página de Black Ops 7 no Steam confirma que ferramentas generativas foram usadas no desenvolvimento de alguns elementos visuais. O mesmo aviso já aparecia em Black Ops 6. Essa constatação alimentou ainda mais o debate sobre a qualidade das artes encontradas no novo jogo.
O desconforto da comunidade aumentou quando surgiram imagens da campanha que também exibiam características similares. Embora não seja possível determinar quais artes foram feitas por humanos, por IA ou por uma mistura dos dois, os jogadores argumentam que o resultado final deixa clara a falta de revisão. Além disso, banners e recompensas que deveriam motivar o jogador parecem pouco inspirados.
Treyarch responde e tenta explicar as inconsistências
Depois da repercussão, declarações antigas começaram a circular novamente. Em agosto, Miles Leslie, diretor associado da Treyarch, reconheceu o uso de ferramentas de IA, porém garantiu que todos os conteúdos passariam pelas mãos da equipe antes de entrarem no jogo. Ele classificou artes problemáticas vistas em Black Ops 6 como “acidentes”. No entanto, a repetição de problemas em Black Ops 7 enfraquece esse argumento e levanta dúvidas sobre o quanto essas ferramentas estão sendo supervisionadas.
A Activision também divulgou um comunicado curto, reforçando que usa IA apenas como apoio. A empresa afirma que artistas humanos continuam responsáveis pelo resultado final. No entanto, a comunidade não recebeu bem a justificativa, já que as imagens suspeitas não parecem ter passado por qualquer revisão cuidadosa. Dessa forma, cresce a percepção de que a empresa está adotando IA de forma acelerada, mesmo diante de falhas visíveis.
A polêmica coloca um holofote desconfortável sobre o jogo. Além disso, ela alimenta o debate sobre o uso de IA em uma indústria que costuma valorizar o trabalho artístico humano. Players esperavam que Black Ops 7 evitasse problemas antigos, já que o jogo marca um novo ciclo dentro da franquia. Agora, no entanto, o lançamento começa a ser lembrado por uma discussão que poderia ter sido evitada com um processo de revisão mais cuidadoso.
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Fonte: Twitter/X










