EXCLUSIVO! Criadores de AGNI: Village of Calamity revelam inspirações em Silent Hill e evolução da clássica câmera fixa

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AGNI: Village of Calamity

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AGNI: Village of Calamity foi oficialmente anunciado durante o evento do ID@Xbox em outubro deste ano, e de cara despertou o interesse de muitos jogadores, principalmente para os amantes do survival horror. Desenvolvido pelo estreante estúdio indonésio Separuh Interactive, AGNI possui muitas inspirações de clássicos como Twin Peaks e Silent Hill, revelou o estúdio em um recente entrevista ao Combo Infinito.

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Em uma recente conversa com o estúdio descobrimos mais sobre este novo survival horror que promete representar bem o gênero survival horror em 2026. Em resumo, AGNI: Village of Calamity nasce de várias ideias, mas com uma identidade única que aposta em técnicas da velha escolha, mas com modernidade.

Portanto, você pode conferir tudo isso e muito mais em nossa entrevista completa abaixo.

AGNI: Village of Calamity foi o grande destaque do evento ID@Xbox em outubro. Além dos elementos de horror, o jogo carrega uma forte identidade cultural da Indonésia. Quando surgiu a ideia do projeto e como essa cultura está presente de forma consistente ao jogo?

A ideia inicial surgiu entre 2023 e 2024, numa época em que a empresa ainda não havia sido formalmente estabelecida. Era apenas um grupo de amigos, a maioria trabalhando em seus próprios projetos, que se reuniu para explorar como poderíamos criar conteúdos animados curtos inspirados em Resident Evil, Silent Hill e Alan Wake, mas com um toque local. À medida que desenvolvíamos o roteiro, o mundo e o lore, uma nova ideia surgiu: por que manter o conceito apenas como animação, e não torná-lo interativo? Essa decisão se tornou a base para seguir com um jogo de survival horror.

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Nosso objetivo é adotar uma abordagem fortemente cinematográfica para que os jogadores sintam como se estivessem jogando um filme de terror indonésio. O jogo também funciona como uma carta de amor ao cinema indonésio de slasher, thriller e horror psicológico. Queremos dar ao jogo uma identidade cultural clara, mas sem exageros – mantendo a essência de um survival horror sólido, ao mesmo tempo em que oferecemos uma porta de entrada acessível ao cenário de filmes de terror da Indonésia. Em resumo: não queremos mergulhar o jogador tão profundamente na cultura local a ponto de afastá-lo, mas sim apresentar algo novo e distintivo dentro do gênero.

Com câmeras fixas, é claro que o projeto se inspira em clássicos como Resident Evil. O que os jogadores podem esperar desse estilo de câmera na era moderna, e que elementos contemporâneos vocês estão trazendo para o gameplay?

Internamente chamamos essa abordagem de Dynamic Cinematic Camera System. Embora inclua câmeras fixas, também possui câmeras que seguem o personagem, com algumas sequências assumindo uma perspectiva em terceira pessoa dependendo das cenas e da tensão pretendida. Ao misturar esses estilos, buscamos entregar uma experiência mais cinematográfica que simule composição de quadros e enquadramentos usados no cinema.

AGNI parece ter um forte apelo cinematográfico, algo evidente no trailer. Além de construir essa atmosfera com cenas roteirizadas, os jogadores encontrarão escolhas que levam a finais alternativos?

Sim. Um de nossos pilares principais é “Um Problema, Múltiplas Soluções”, que se conecta diretamente ao nosso tema de consequências. O jogo apresenta múltiplos finais baseados nas ações do jogador ao longo da experiência. Nosso sistema de salvamento rastreia diversas variáveis que são avaliadas ao final do jogo, incluindo alguns finais secretos para quem explorar mais profundamente.

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A narrativa acompanha uma investigadora que chega a uma vila indonésia onde enfrentará seus piores pesadelos físicos e psicológicos. Poderiam contar mais sobre essa história, seus elementos-chave e as inspirações que guiaram a criação desse horror psicológico?

Antes de ingressar na DESKUPAN – sigla para Detasemen Khusus Paranormal, a Unidade Especial de Polícia Paranormal – Agni era apenas uma policial comum, trabalhando como investigadora criminal. Ela foi designada para um caso envolvendo um culto mortal, que terminou em fracasso e deixou traumas profundos. Após o incidente, ela foi transferida para a DESKUPAN.

Um dia, um caso importante em Desa Purba chama a atenção da unidade. Como “torre de vigilância” de anomalias paranormais na Indonésia, a DESKUPAN detecta uma atividade incomum na vila. Lila, a mais nova integrante da equipe, viaja sem autorização para investigá-la por conta própria, na tentativa de provar seu valor. Vendo nela uma versão mais jovem de si mesma — e sendo sua mentora — Agni sente a responsabilidade por sua atitude impulsiva e parte para resgatá-la.

O que Agni encontra em Desa Purba está muito além do que ela imaginava, forçando-a a reviver traumas passados. Sua sobrevivência dependerá exclusivamente das decisões do jogador.

Os elementos centrais do jogo incluem uma atmosfera constantemente desconfortável, consequências significativas baseadas nas ações do jogador, forte foco em exploração e investigação para resolver problemas, além de experiências cinematográficas integradas ao gameplay. Esperamos que esses elementos criem algo memorável e imersivo.

Nossas inspirações principais vêm do cinema de horror: Twin Peaks, The Thing, The Shining e obras de John Carpenter. Também somos fortemente influenciados por filmes indonésios de horror, thriller e slasher com temas cósmicos – especialmente os de Joko Anwar e Kimo Stamboel – além de muitos tropos clássicos de terror indonésio. Silent Hill é nossa referência mais forte, principalmente em sua abordagem de conflitos internos e na interconexão entre mundo e temas.

AGNI: Village of Calamity é, provavelmente, o projeto principal do estúdio. Imagino que o objetivo seja atingir o máximo de jogadores possível. Existe a intenção de incluir localização para o português do Brasil?

Com certeza. Se jogadores do Brasil e da América Latina receberem bem o jogo, queremos expandir para o maior público possível e apresentar nosso universo ao público brasileiro. O apoio de vocês é extremamente importante para nós – mostrar que existe demanda no Brasil certamente ajudará a priorizar a localização para a região.

O jogo parece combinar gameplay clássico de survival horror com uma narrativa cinematográfica e trilha sonora marcante. Em média, quanto tempo de campanha os jogadores podem esperar?

Os jogadores podem esperar cerca de oito horas de conteúdo principal, mais aproximadamente duas horas de conteúdo adicional, além de múltiplos segredos e vários tipos de conquistas. O jogo foi pensado especialmente para quem gosta de fuçar e descobrir conteúdos ocultos.

Há algo que vocês queiram mencionar ou destacar?

Muito obrigado pela entrevista. Gostaríamos de enviar um agradecimento especial aos jogadores brasileiros e convidá-los a apoiar o projeto adicionando o jogo à wishlist na Steam e seguindo nossas redes sociais. Adoraríamos ouvir suas opiniões e descobrir como podemos apoiar ainda mais a comunidade.

Por fim, comente o que você achou da posição da Netflix sobre a WB Games. Além disso, compartilhe com os amigos e não deixe de acompanhar nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.

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