Team Ninja evolui o jogo com ninja e exploração
Com lançamento marcado para 6 de fevereiro, por enquanto para PlayStation 5 e PC, chega Nioh 3, e ele chega com peso. Não só porque Nioh tem história no mundo dos games, mas porque aqui no Combo Infinito a franquia já é velha conhecida. Jogamos a demo, cobrimos o jogo por um bom tempo e agora dá para cravar se esse novo capítulo entrega o que promete.
A gente jogou no PlayStation 5 base, que foi a versão recebida para avaliação.
História e contexto


A história coloca a gente na pele de Takechiyo Tokugawa, mas o ponto é: existe um grande problema político e familiar. No jogo, o irmão de Takechiyo se alia a forças sombrias para destruir e conquistar, enquanto o protagonista usa o poder de um espírito guardião para atravessar eras e tentar consertar o estrago.
É o pacote clássico de Nioh, com mitologia, fantasia e aquela liberdade criativa em cima de figuras históricas. E isso continua funcionando bem.
Desempenho e parte técnica no PS5


Aqui tem um ponto importante. No PS5 base, acontece sim uma queda de desempenho, principalmente quando o jogo abre os mapas que possuem mais elementos pesados. Não chega a destruir a experiência, mas existe, e merece atenção.
E tem outra coisa: a Team Ninja ainda parece presa em um motor que já não acompanha o que o mercado entrega hoje. Nioh 3 não é feio, tem cenários legais e combate com efeitos muito bem feitos, mas dá para sentir que podia ter mais primor visual. O lado bom é que o jogo também parece estar numa fase de transição, e as mudanças que eles fizeram aqui são grandes, então existe um “custo” nesse processo.
Gameplay: onde Nioh 3 voa


Se tem um lugar onde esse jogo brilha é no gameplay. Nioh sempre foi bom nisso, mas aqui eles deram um passo importante que muda a franquia.
A grande sacada é a possibilidade de alternar entre Samurai e Ninja. E não é só cosmético. São dois estilos de jogo completos, com ritmo, ferramentas, builds e mentalidade diferentes.
O Samurai é o Nioh tradicional, com as posturas, armas pesadas, cadência mais firme, defesa mais presente. Só que agora ele vem com melhorias, artes novas e uma sensação de refinamento no que já funcionava.
O Ninja adiciona uma camada deliciosa. Ele é mais ágil, mais leve, joga com escape, com mobilidade, com ninjutsus e técnicas que mudam a lógica da luta. Tem desde golpe de longa distância até habilidade que te deixa intangível por um instante, algo que vira ouro quando o jogo começa a apertar.
E o mais importante: alternar não é só possível, é natural. Em várias lutas, a escolha do estilo muda completamente como você resolve o problema. Tem inimigo que pede Samurai, tem inimigo que pede Ninja, e perceber isso no meio do combate é parte da graça.
Campos abertos e evolução do level design


Outra mudança enorme é a estrutura de “campos abertos”. Não é um mundo aberto no sentido clássico, mas tem características disso, e a exploração fica muito mais gostosa.
A Team Ninja finalmente deu um passo que era necessário: melhorar o level design. Nos jogos anteriores, havia aquela repetição e aquela sensação de missão em missão com layouts parecidos demais. Aqui ainda existe repetição de inimigos e assets, isso continua sendo um ponto fraco, mas o jogo melhora bastante na sensação de progressão, rota, atalhos, retorno e exploração com propósito.
Explorar em Nioh 3 é prazeroso. Você encontra batalhas relevantes, acha coisa para fazer, mestres, segredos, e aquele pacote tradicional de Nioh, como Kodamas e benefícios, só que com uma estrutura que flui melhor.
Chefes, parry e o combate mais completo da série


As lutas de chefe continuam fortes, e o novo sistema de parry entra como um tempero muito bem-vindo. Além do parry normal, existe um “super parry”, aquele momento em que o golpe vem marcado em vermelho e, se você acerta o timing, troca o estilo e uma punição pesada no chefe, drenando estamina e abrindo espaço para ataque.
É um sistema que recompensa leitura e coragem. Dá para jogar só no escape, só na cautela, mas quando você aprende a usar esse recurso, o jogo abre de um jeito diferente.
Somado a isso, tem as habilidades de guardião, árvores separadas para Ninja e Samurai, árvores por cada arma, título, assim sendo, upgrade para todo lado. É um ecossistema enorme de construção de personagem, e o jogo faz isso funcionar.
Repetição e o que ainda pode melhorar


O bestiário ainda repete, e os cenários também reutilizam layouts mais do que deveriam. Isso não some. Só que o peso disso diminui porque o jogo finalmente faz a exploração e o level design serem mais interessantes.
Outro ponto mais pessoal, mas que a gente gostaria de ver mais: cutscenes. Quando aparecem, são bonitas e ajudam a dar impacto, mas dava para valorizar mais a narrativa com esse recurso.
Veredito


Nioh 3 é um jogo excelente. Ele evolui o que já era forte e, principalmente, adiciona coisas que a franquia precisava para ter futuro, alternância entre Ninja e Samurai, combate mais versátil e campos abertos que melhoram o flow da progressão.
Ainda existe espaço para polir desempenho e dar uma variada maior em inimigos e assets, mas o coração do jogo, que é gameplay e combate, está em altíssimo nível. E quando Nioh acerta nisso, é difícil largar.
Nioh 3: Nioh 3 aprimora a base da franquia com combate mais versátil, alternância entre Ninja e Samurai e mapas mais abertos que melhoram o ritmo da progressão. Ainda há pontos a polir, como desempenho e variedade de inimigos, mas o foco em gameplay continua excelente e, quando o combate engata, é difícil parar de jogar. – Alepitekus
Recebemos Nioh 3 gratuitamente para review e agradecemos à publisher pela confiança.










