Movimento sindical pressiona pela saída do CEO da Ubisoft
Grandes editoras raramente expõem seus conflitos internos, mas, de vez em quando, a tensão transborda. Nos últimos meses, decisões estratégicas, cortes de custos e mudanças estruturais começaram a mexer com o clima dentro da Ubisoft, gerando um efeito dominó que saiu dos bastidores e chegou ao debate público.
Entre reestruturações, estúdios fechados e projetos cancelados, o ambiente ficou cada vez mais delicado. Além disso, a empresa adotou novas diretrizes de organização, como a divisão em Creative Houses focadas em franquias específicas e uma política de retorno obrigatório aos escritórios. Essas medidas, embora pensadas para reorganizar a produção, aumentaram o desgaste entre desenvolvedores e equipes internas.
Agora, dois representantes sindicais afirmaram abertamente que o CEO Yves Guillemot deveria deixar o cargo. Em entrevista ao site Game Developer, Marc Rutschlé e Chakib Mataoui responsabilizaram diretamente a liderança pelos problemas recentes e defenderam uma troca no comando para reconstruir a confiança dos funcionários.
Segundo eles, o nível de rejeição interna ao executivo dificulta qualquer tentativa de reconciliação sem uma mudança na gestão.
Ubisoft vive onda de cortes e cancelamentos


Nos últimos meses, a companhia cancelou diversos projetos importantes, incluindo Prince of Persia: The Sands of Time Remake. Ao mesmo tempo, promoveu demissões, fechou estúdios e reorganizou times inteiros. Como resultado, muitos profissionais passaram a questionar a estabilidade da empresa.
Rutschlé afirmou que a rejeição ao atual CEO se tornou tão forte que uma reconstrução de confiança parece inviável sem sua saída. Já Mataoui reforçou que prefere ver a Ubisoft sob comando de alguém que tenha o aval dos trabalhadores, alguém capaz de restabelecer diálogo e transparência.
Além disso, Mataoui foi além e sugeriu até a substituição do conselho administrativo. Para ele, a cultura interna baseada em gestores que evitam questionamentos já demonstrava problemas antigos, evidenciados inclusive nos escândalos de assédio sexual que vieram à tona anos atrás.
CEO não deve sair no momento
Apesar da pressão, não há sinais concretos de mudança imediata. A empresa ainda não comentou oficialmente as declarações dos sindicatos, e também não existem indícios de que Guillemot pretenda renunciar.
Portanto, o cenário segue indefinido. Enquanto isso, funcionários aguardam respostas mais claras.
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Fontes: GameSpot










