Pragmata Review: Capcom acerta unindo um gameplay diferente com uma história densa

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Pragmata

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Um sci-fi que mistura emoção, gameplay e boas surpresas

A Capcom se propôs a criar algo diferente com Pragmata. Desde a primeira vez que vimos o jogo, ficou claro que existia ali uma proposta mais ousada, misturando ficção científica com uma pegada mais emocional e mecânicas que fugiam do padrão. Mas, como sempre acontece nesses casos, a dúvida ficava no ar: será que essa mistura toda realmente funciona?

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Depois de jogar o game completo, dá para dizer que Pragmata não só funciona, como consegue se destacar justamente por apostar em algo fora do comum. Ele não é perfeito, mas entrega uma experiência bastante consistente e, em muitos momentos, surpreendente. Vamos aos detalhes em nosso review. Jogamos no PC na RTX 5080 e deu para perceber o quanto a RE Engine vem evoluindo.

Uma história que começa simples e muda completamente

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Pragmata começa com uma premissa relativamente direta. Hugh está em uma base lunar, realizando seu trabalho, quando tudo sai do controle com robôs e inteligências artificiais hostis tomando conta do local. É nesse cenário que ele encontra Diana, uma figura essencial para tudo que acontece dali pra frente.

No início, a história parece seguir um caminho previsível. Existe aquela sensação de que você já entendeu o rumo da narrativa, como se fosse mais uma história sci-fi tradicional. Só que, conforme o jogo avança, isso muda. E muda bastante.

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A narrativa vai ganhando peso, trazendo revelações e mudanças de tom que quebram completamente essa primeira impressão. Existem vários plot twists ao longo da jornada, alguns mais impactantes que outros, mas o suficiente para manter o jogador curioso até o final.

A relação entre Hugh e Diana é o grande destaque

Jogos de abril

Se tem algo que realmente sustenta Pragmata, é a relação entre os dois protagonistas.

Diana começa como uma aliada importante no gameplay, especialmente pelo seu papel no hackeamento. Mas rapidamente fica claro que ela é muito mais do que isso. Existe uma construção gradual dessa relação, que vai ficando cada vez mais próxima e mais emocional.

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Hugh, ao longo da jornada, deixa de enxergar Diana como apenas uma ferramenta e passa a tratá-la como algo muito mais próximo de humano. E isso é transmitido de forma natural, sem exageros.

A própria Diana ajuda muito nisso. A forma como ela se comporta, fala e reage lembra bastante uma criança, e isso cria um contraste interessante dentro de um cenário tão hostil. É fácil se apegar a ela, e isso faz diferença na forma como você enxerga a história.

Pragmata trabalha temas atuais dentro do sci-fi

Pragmata

Além da narrativa principal, Pragmata também explora conceitos que são extremamente atuais.

A presença de inteligência artificial e o uso de impressão 3D dentro do jogo não são apenas elementos estéticos. Eles fazem parte da construção do mundo e também do gameplay. Tudo gira em torno dessas ideias, desde a criação de armas até o funcionamento dos sistemas do jogo.

Isso dá uma identidade muito forte para Pragmata. Ele não parece apenas mais um sci-fi genérico. Existe um cuidado em conectar esses temas com o que o jogador está fazendo o tempo inteiro.

O sistema de hackeamento é o coração do gameplay

Pragmata

O gameplay de Pragmata gira em torno de uma mecânica principal: hackear para vencer.

A lógica é simples no começo. Você precisa hackear os inimigos para expor seus pontos fracos e só então causar dano real com suas armas. Sem isso, o combate simplesmente não funciona de forma eficiente.

Só que essa mecânica evolui bastante ao longo do jogo. O hackeamento vai ganhando novas possibilidades, com upgrades que aumentam velocidade, potência e adicionam efeitos como stun e outros tipos de debuff.

E o mais interessante é que isso não fica repetitivo. Pelo contrário. Conforme você desbloqueia novas opções, o jogo passa a exigir decisões. Você escolhe como quer jogar, quais habilidades levar e como montar sua abordagem para cada combate.

Combate com armas mantém o jogo dinâmico o tempo todo

Pragmata

Enquanto o hackeamento dita o ritmo, as armas trazem a execução.

Pragmata oferece um arsenal bem variado, com armas que vão desde opções mais tradicionais até equipamentos mais tecnológicos. Mas existe um detalhe importante aqui: a maioria dessas armas quebra.

Isso muda completamente a forma como você joga. Você não pode simplesmente escolher uma arma e usar até o fim. É preciso se adaptar constantemente, pegar novas armas durante o combate e ajustar sua estratégia.

Isso deixa tudo mais dinâmico. Cada encontro pode ser diferente, dependendo do que você tem disponível naquele momento.

Progressão constante deixa o jogo mais acessível

Pragmata trabalha muito bem a sensação de evolução.

A cada trecho do jogo, você coleta recursos que permitem melhorar praticamente tudo. Vida, eficiência de armas, hackeamento, tudo pode ser evoluído. E isso impacta diretamente o gameplay.

Os checkpoints têm um papel importante nisso. Sempre que você volta para a base, pode recuperar recursos, melhorar seu personagem e voltar mais forte para a próxima área.

Isso cria um ciclo interessante. Você avança, encontra dificuldade, melhora e tenta novamente. E isso acontece de forma natural, sem parecer punitivo demais, na verdade o oposto, o jogo acaba ficando fácil até demais.

Exploração e desafios complementam bem a experiência

O jogo também incentiva bastante a exploração.

Existem áreas escondidas, itens opcionais e momentos de backtracking que fazem sentido dentro da proposta. Você volta para áreas anteriores com novas habilidades e consegue acessar coisas que antes não eram possíveis.

Além disso, existem desafios específicos, como as portas vermelhas, que funcionam como arenas mais difíceis. Esses momentos são mais intensos e recompensam bem o jogador, principalmente com itens importantes para evolução.

Tudo isso ajuda a dar mais longevidade ao jogo e mantém a experiência interessante até o final.

Gráficos e som mostram o auge da Capcom

Pragmata

Tecnicamente, Pragmata é um jogo muito sólido. Como mencionado anteriormente, jogamos no PC com a RTX 5080 e utilizando todos os recursos que a Nvidia possui hoje no mercado: Ray Tracing, DLSS e Path Tracing. Com tudo no ultra, conseguimos manter os FPS em mais de 100, o que foi muito satisfatório visto que Pragmata exige respostas rápidas. A Capcom e a Nvidia trabalharam muito bem juntas para entregar um produto realmente de nova geração.

A RE Engine mostra mais uma vez sua força, com excelente qualidade visual, bons efeitos de iluminação e personagens muito bem construídos. A Diana, em especial, chama atenção pelo nível de detalhe e expressividade.

Já a parte sonora complementa bem a experiência. A trilha sonora funciona nos momentos certos e a dublagem, principalmente da Diana, é um dos pontos altos do jogo.

Mas afinal, Pragmata tudo isso mesmo?

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Pragmata é um jogo que não tenta agradar todo mundo, mas acerta muito naquilo que se propõe a fazer.

Ele entrega um gameplay diferente, que evolui ao longo do tempo, uma narrativa que cresce e surpreende e uma relação entre personagens que realmente funciona. Pode ter alguns momentos estranhos ou escolhas discutíveis, mas o conjunto é muito forte.

No fim das contas, é aquele tipo de jogo que se destaca por tentar algo novo e, principalmente, por conseguir fazer isso dar certo na maior parte do tempo.

É tudo isso mesmo?: Pragmata é uma experiência que foge do convencional e não tenta agradar a todos, mas justamente por isso se destaca. O jogo apresenta um gameplay que evolui de forma consistente ao longo da jornada, além de uma narrativa que cresce e surpreende com o passar do tempo. Embora existam alguns momentos estranhos e decisões discutíveis, o conjunto funciona muito bem. No fim, é um título que se diferencia por apostar no novo. Alepitekus

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2026-04-12T12:00:00-03:00

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