The Player Who Can’t Level Up é um manhwa (o equivalente ao mangá no Japão, só que na Coreia do Sul) de grande sucesso que, assim como Solo Leveling, recentemente recebeu uma adaptação para os videogames. Desenvolvido pela Tripearl Games, estreante no mercado, este webtoon ganhou vida nos games através de um roguelite de ação que chega ao mercado ainda em 2026 no PS5, Xbox Series, Switch 2 e PC.
A convite do estúdio, o Combo Infinito teve a oportunidade de jogar antecipadamente uma demonstração, que recentemente ficou disponível na Steam, e na qual eu irei compartilhar todas as minhas impressões neste preview.
Mas sobre o que se trata?
Na webtoon (termo usado para os manhwas publicados online), The Player Who Can’t Level Up conta a história de Kim Gigyu, que desperta como jogador aos 18 anos, mas fica preso no Nível 1 por 5 anos, enquanto o mundo ao seu redor evolui. Contudo, Kim descobre como subir de nível através de duas espadas sencientes com personalidades próprias, chamadas de “Egos”. El (espada branca/anjo) foca em defesa, enquanto Lu (espada negra/esqueleto) foca em ataque. Após tal descoberta, Gigyu busca subir a Torre e fechar Portais, enquanto descobre os mistérios desta torre e seus segredos pessoais.
No game, é contada toda essa introdução de Kim ser um jogador que não consegue evoluir, porém os eventos acontecem após ele já ter em posse suas duas espadas em um “novo capítulo” e em uma nova história, onde Kim busca subir uma nova torre após o surgimento de um novo portal. Além disso, a narrativa do jogo conta com a colaboração dos autores originais da webtoon.


Nos momentos fora do gameplay, as cinemáticas são apresentadas no estilo de manhwas, e confesso que há carisma nisso. As artes em preto e branco evocam a essência da obra como ela veio ao mundo. Outro ponto interessante é a interação dos Egos, El e Lu, durante o gameplay, onde sempre estão dialogando com Kim.
De tudo que esteve disponível sobre a narrativa, esta adaptação tem como intuito expandir o universo para os fãs e ser uma porta de entrada para a obra original sem precisar ter algum conhecimento prévio. Por fim, a demonstração estava localizada em nosso idioma nativo nas legendas e interface, uma raridade para uma demo, o que indica que no lançamento teremos uma experiência totalmente traduzida para o nosso idioma.
Um roguelite que precisa ser lapidado
Concebido como uma experiência roguelite, The Player Who Can’t Level Up traz todos os elementos característicos do gênero. Sua jornada começa em um hub onde você poderá evoluir seus Egos, habilidades e vantagens, como também será onde você terá acesso à Torre. Conforme você avança, haverá escolhas de habilidades e vantagens, como em todo e velho roguelike. Porém, aqui há um elemento que colocará mais desafio conforme você avança. Conforme você progride, um status negativo cai sobre o personagem, diminuindo de forma gradativa seu HP. Mas isso pode ser contornado.
Saindo de tudo que faz do título um roguelite, seu combate é o grande chamativo. Seus golpes coreografados e cheios de estilo demonstram a identidade da obra. Além dos ataques leves e pesados, há ataques especiais (um modo fúria) e habilidades de proteção ou que deixam os inimigos lentos, por exemplo. Minha única ressalva vai para a mecânica de esquiva. A esquiva possui uma barra de carregamento, logo, usá-la é algo que exigirá estratégia.


Ressalvas
Contudo, para a dinâmica de combate rápida que o jogo oferece, usar este método de esquiva prejudicou demais minha experiência. Tudo piora com a quantidade de estamina que a esquiva consome. Só é possível esquivar duas vezes. Tentar uma terceira esquiva, caso o combate lhe obrigue a fazer, é a certeza de um golpe na certa. Embora haja vantagens para diminuir o tempo de recarga da esquiva, o alto consumo da barra não muda.
Enquanto todo o arsenal de Kim parece interessante e cheio de nuances, os inimigos que ele enfrenta não têm o mesmo destaque. Os inimigos se repetem e não possuem um design tão marcante, além de alguns inimigos mais fortes e chefes serem “esponjas” e não reagirem aos ataques, com exceção dos inimigos menores.


Os cenários, por sua vez, parecem se repetir na maioria das vezes. Não há muito carisma. Claro, é uma demonstração de uma fatia do que o jogo é. Contudo, essa fatia que experienciei me transpareceu isso.
Conclusão
The Player Who Can’t Level Up chega aos videogames com a promessa de expandir sua narrativa com uma história inédita em relação à que foi contada originalmente. Quanto à proposta de ser um roguelite, essa abordagem funciona e orna muito bem com o que a obra original evoca, em comparação ao que vimos com Solo Leveling nos games. Entretanto, ainda há muito a lapidar, fazer ajustes e tornar o loop dentro do game algo cativante com seus cenários e inimigos, algo que não consegui ver nesta demo.
Por fim, comente o que você achou do anúncio. Além disso, compartilhe com os amigos e não deixe de acompanhar nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.











