O Combo Infinito conversou com Mikael Kasurinen, diretor criativo de Control Resonant, durante a Gamescom Latam. No encontro, o desenvolvedor explicou como a sequência busca expandir o Remedy Connected Universe (RCU) de maneira profunda. Além das inovações mecânicas, o foco da nova jornada está na construção de uma identidade sólida e emocional para o novo protagonista, Dylan Faden.
Questionado sobre como diferenciar Dylan de sua irmã, Jesse, Kasurinen destacou que o personagem já possui uma base estabelecida no primeiro game. No entanto, o objetivo agora é humanizá-lo. O diretor afirmou: “E, no segundo jogo, eu também queria encontrar uma história muito humana. Algo com que todos possam, pelo menos em algum nível, se relacionar”. Essa abordagem visa transformar a percepção do jogador sobre a figura complexa que Dylan representa.
Motivações e a busca por conexão
A narrativa de Control Resonant mergulha nas razões que impulsionam as ações do protagonista. Segundo Kasurinen, é preciso entender a origem de suas vontades. “Tipo, o que move Dylan? Por que ele quer ajudar? De onde vem esse desejo? Tudo isso está conectado ao passado dele, aos próprios erros que ele cometeu e ao desejo de encontrar um senso de conexão com sua irmã perdida, Jesse”, explicou o diretor durante a entrevista.
Dessa forma, o jogo deixa de ser apenas sobre fenômenos paranormais para focar na reconstrução de laços familiares. A culpa pelos erros do passado atua como o motor que guia Dylan através dos novos desafios no Departamento. Certamente, essa camada emocional trará um peso maior para as decisões tomadas ao longo da trama. Enfim, a Remedy parece decidida a entregar uma história que ressoa não apenas pelo espetáculo visual, mas pela verdade de seus personagens.
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