Jogamos novamente Onimusha: Way of the Sword
A Capcom continua nos surpreendendo com Onimusha: Way of the Sword, um título que vem chamando a atenção pela sua altíssima qualidade técnica e fidelidade artística. Durante o Summer Game Fest em Los Angeles, o Combo Infinito teve a oportunidade de vivenciar três experiências distintas com o projeto. O cronograma incluiu o acesso a uma apresentação técnica com os desenvolvedores, uma sessão de jogabilidade prática e uma entrevista exclusiva com os produtores que será publicada em breve.
É importante ressaltar que existem três versões diferentes de demonstrações rodando simultaneamente no momento. A primeira delas é a demo aberta ao público, que os jogadores no Brasil e no mundo á estão aproveitando livremente nos consoles e PC. A segunda demonstração apresentada a portas fechada para a imprensa e uma versão jogável que testei trazendo conteúdos completamente inéditos e distintos da build pública. Durante o painel hands-off, um membro da equipe da Capcom jogava em tempo real para exibir novas habilidades, armas transformáveis e tipos inéditos de inimigos e subchefes.
Luz, sombra e o sistema de névoa corruptiva
A apresentação fechada chamou a atenção por adotar uma abordagem visual única, focando fortemente no contraste entre luz e sombra. No cenário exibido, o protagonista precisava avançar por territórios tomados por uma névoa de corrupção sombria. Para sobreviver nesse ambiente hostil, o guerreiro utilizou um item místico semelhante a uma pulseira, que garante imunidade temporária contra os efeitos nocivos do ar. Com efeito, mesmo equipado com o acessório protetor, o personagem continuava recebendo danos graduais como se estivesse sob o efeito de um veneno constante.


Essa mecânica exige que o jogador aja com extrema velocidade para enfrentar os monstros locais e destruir o núcleo da névoa corruptiva. Os oponentes dessa área demonstraram um nível de força e resistência muito superior àqueles vistos na build pública. Ao final dessa seção, os desenvolvedores exibiram o confronto contra um chefe inédito. Apesar de o jogador da Capcom quase ter sido derrotado após receber dois golpes massivos, a batalha serviu para destacar o arsenal de habilidades inéditas do protagonista.
Os mistérios filosóficos da narrativa
A demonstração jogável apresentou uma estrutura focada em uma das missões principais da campanha. O objetivo central consistia em explorar os cenários para coletar três estátuas específicas necessárias para reunir um total de oito. Diversas criaturas inéditas patrulhavam os arredores para interromper o progresso, exigindo combates intensos para limpar as rotas de exploração. Após recolher os artefatos, o jogo introduz uma cena pré-batalha fantástica, carregada de elementos filosóficos e uma atmosfera que remete diretamente ao terror psicológico japonês.
A narrativa exibe o encontro com um ser demoníaco de aura negativa que tenta se passar por um benfeitor espiritual. Na cena, uma entidade espiritual busca a libertação de seu sofrimento, mas descobre que para isso precisa realizar um sacrifício bizarro de uma parte de si mesma.


O monstro oferece uma falsa sensação de alívio ao protagonista, propondo cortar o braço do guerreiro caso ele queira se livrar da gauntlet mística. Contudo, a própria manopla reage de forma imediata para alertar o herói contra a armadilha psicológica do demônio, dando início ao confronto direto na arena.
O poder do parry e o design bizarro do chefe
A batalha de chefe se provou uma das experiências mais divertidas e desafiadoras de toda a nossa cobertura. O sistema de combate deixa evidente que o novo Onimusha será um jogo fortemente baseado na mecânica de parry. O adversário desfere ataques pesados capazes de arrancar grandes porções de vida ou quebrar instantaneamente a barra de postura e estamina do herói. Visualmente, a criatura apresenta um design grotesco repleto de múltiplos olhos espalhados por uma pele estranha, permanecendo conectada a estruturas demoníacas nos cenários. O comportamento do monstro traz traços zombeteiros e ferozes que lembram lendas clássicas como o Sun Wukong, combinando agilidade com violência bruta.
Durante a luta, o chefe arremessa projéteis de carne e executa saltos colossais que causam danos massivos caso o jogador não desvie a tempo. Consegui derrotar o inimigo rapidamente na primeira tentativa, os promotores liberaram mais quinze minutos para enfrentarmos o chefe novamente. Na segunda rodada, pude observar as transformações de fase da criatura, que ganha novos padrões de movimento, ataques rasantes e habilidades de telecinese para arremessar árvores e pedaços de casas. O combate exige foco total no “timing” dos movimentos. Além disso, acertar uma esquiva perfeita concede a vantagem de desferir contra-ataques que quebram drasticamente a postura do monstro, provando que o game sabe unificar todas as mecânicas aprendidas ao longo da missão em um grande desafio.


Veredito


A nova demonstração de Onimusha: Way of The Sword focou no domínio do timing, transformando o parry e a esquiva perfeita nos pilares fundamentais para a sobrevivência contra chefes. Com uma atmosfera pesada que une o terror folclórico japonês a discussões filosóficas profundas na missão inédita, a Capcom demonstra total capacidade de revitalizar a marca com modernidade e respeito às suas origens. A variedade de inimigos e as mecânicas de cenários corruptivos indicam que teremos um dos melhores e mais desafiadores títulos de ação dos últimos anos.
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