Entre a evolução visual e as dúvidas do gameplay solo
Joguei Turok Origins mais uma vez. Pude testar uma build inédita e totalmente diferente da que joguei no ano passado na Gamescom, e agora vou contar em detalhes tudo o que presenciei.
O jogo em si traz uma releitura e uma bela reimaginada daquele clássico absoluto do passado. A equipe de desenvolvimento trouxe o projeto para a modernidade com características bem interessantes, e a principal delas é a flexibilidade: dá para jogar completamente sozinho ou fechar um time em modo cooperativo com até três pessoas. Esse fator coop funciona muito bem. No meu teste, joguei acompanhado estávamos conectados em uma call por voz, o que ajudou demais na comunicação direta para definir objetivos e traçar nossas estratégias de combate. Foi uma experiência muito divertida com os caras ao longo de dois biomas bem distintos.
O que mais saltou aos meus olhos logo de início foi a evolução visual do projeto. Se eu comparar com o que vi no ano passado na Gamescom, na Alemanha, o gráfico melhorou demais e eu fiquei impressionado. Naquela demostração, eu até comentei que precisava dar uma “colher de chá” por ser uma franquia clássica e querida, mas que os desenvolvedores precisavam trabalhar melhor a identidade visual. Felizmente, eles escutaram. O acabamento ainda não está perfeito, mas o upgrade técnico atual é gigantesco e muito perceptível.
Escolhas de arsenal e o impacto tático contra os chefes


Pelo que pude notar nesses trinta minutos de sessão prática, a história do game aparenta ser relativamente rasa. O foco não está em longos diálogos, e as poucas cenas de corte apresentadas passaram de maneira muito rápida. A grande verdade é que o game foi feito para você lutar o tempo inteiro.
Na tela de seleção, encontrei basicamente as mesmas opções de personagens e armas da build anterior. O sistema oferece três tipos de combatentes que funcionam de forma parecida com classes de RPG. Cada um desses heróis carrega um arsenal bem específico. Se você curte o estilo tradicional da série, pode escolher o guerreiro que utiliza arco e flecha; se preferir uma abordagem mais bruta e direta, há uma opção equipada com uma potente espingarda calibre 12, permitindo jogar conforme a sua preferência.
Eu gostei bastante de fazer as Boss Battles da demonstração. Nós conseguimos montar estratégias bem legais usando os poderes bacanas de cada personagem, e sinto que esse dinamismo vai agradar bastante quem é fã de carteirinha da franquia. Por outro lado, a equipe de produção ainda precisa trazer mais ajustes finos para polir a experiência, além de mostrar mais imagens dos biomas inéditos e das futuras classes e armas que pretendem implementar no pacote final. Eu tive uma boa experiência e me diverti, mas o jogo ainda precisa de bem mais conteúdo para performar com força total no mercado.
Por que o jogo ainda não me pegou 100%?


Ao fim da demonstração,um questionamento me veio a tona: o fato de o game não ter me convencido plenamente após dois testes sucessivos em eventos distintos.
A grande questão é que eu me diverti jogando estritamente em modo cooperativo, conversando o tempo todo com o meu esquadrão, discutindo quem nós iríamos matar primeiro e monitorando os movimentos do chefe. Foi uma interação humana excelente, mas eu simplesmente não sei como será a experiência jogando de forma 100% solo. Tenho minhas dúvidas se a jornada solitária conseguirá manter esse mesmo nível de diversão sem a dinâmica da call de voz.
Turok Origins entregou momentos divertidos na feira, mas ainda não me convenceu totalmente. Eles precisam mostrar mais estofo daqui para frente. Continuem acompanhando o Combo Infinito para não perder nada da nossa cobertura da Summer Game Fest e sigam o canal para mais novidades!
Veredito


Sair de uma sessão de jogo com sentimentos mistos faz parte do trabalho, e Turok Origins me deixou exatamente nessa corda bamba. Fico feliz em ver que a desenvolvedora trabalhou duro para apagar a má impressão visual que tive no último teste, entregando cenários muito mais vistosos e dignos da geração atual. O combate com arco e escopeta diverte e tem peso, mas a falta de uma narrativa robusta me faz ligar o sinal de alerta. O cooperativo salvou a minha jogatina no Summer Game Fest, mas o verdadeiro teste desse game será provar que ele consegue divertir um jogador solitário que quer apenas caçar dinossauros no sofá de casa, sem amigos ditando táticas no fone de ouvido.
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