Beast of Reincarnation Review: surpreende com combate desafiador, mas tropeça em limitações técnicas

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Beast of Reincarnation

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Com lançamento oficial programado para hoje, dia 4 de agosto, chegando ao PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e disponível no Day One via Game Pass, Beast of Reincarnation é um título que acompanhamos de perto ao longo do tempo.

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O projeto marca uma ousada fuga da zona de conforto da Game Freak em direção a um universo inédito e sombrio. Após dezenas de horas testando o jogo no PC, trazemos todas as impressões sobre o que funciona e onde o título acaba derrapando levemente nessa jornada.

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Sinopse e a jornada de Emma e Ko

A narrativa de Beast of Reincarnation coloca o jogador no controle de Emma, uma jovem marcada por uma maldição que se manifesta em características físicas peculiares, como extensões de cabelo e partes do corpo fundidas com elementos da natureza. Em sua trajetória por um mundo hostil, ela encontra Ko, um fiel cão que se torna seu companheiro inseparável em praticamente todos os momentos. O vínculo entre os dois se fortalece logo no início da campanha, tornando-se o coração emocional da aventura enquanto a dupla enfrenta criaturas colossais conhecidas como as bestas da reencarnação.

No departamento narrativo, a história cumpre muito bem o seu papel. Sem recorrer a reviravoltas forçadas, o enredo constrói uma trama sólida baseada em autoconhecimento, superação e na solidez dos elos de confiança. Embora o desfecho traga mensagens bonitas e reflexivas que agregam valor à experiência, o grande destaque da obra reside mesmo na execução de suas mecânicas de sobrevivência e combate.

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Direção artística inspirada e problemas de otimização técnica

Visualmente, a Game Freak demonstra enorme criatividade ao conceber um Japão pós-apocalíptico fascinante. A direção artística brilha na mitologia das bestas profanas e dos golens metálicos, entregando uma identidade estética forte e original. Contudo, no quesito puramente técnico e de otimização, o jogo deixa a desejar. Rodando em uma placa de vídeo de ponta no PC (em uma RTX 5080), foi necessário realizar diversas alterações manuais — como desativar o Ray Tracing e reduzir configurações do alto para o médio — para estabilizar a taxa de quadros e evitar travamentos prejudiciais.

O principal motivo para esse cuidado técnico é que o combate exige precisão milimétrica. O desempenho instável em certas áreas pode comprometer o timing das esquivas e defesas. Além disso, a modelagem de personagens, a variedade de animações e as feições faciais poderiam apresentar um acabamento mais refinado, mostrando que a desenvolvedora, apesar de experiente, ainda esbarra em velhos problemas de polimento estrutural presente nos games de Pokémon.

Trilha sonora imersiva e a inspiração em Stellar Blade

A sonoplastia acompanha o ritmo da aventura com competência, entregando melodias agradáveis que aceleram dinamicamente durante os confrontos mais intensos contra chefes e criaturas de elite. Curiosamente, a atmosfera geral das faixas remete bastante ao estilo acústico visto em Stellar Blade, gerando aquela curiosa impressão de trilhas com forte apelo modernizado. O design de som cumpre sua função de orientar o jogador, embora pudesse ousar um pouco mais na identidade dos temas incidentais.

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O excelente loop de gameplay focado em Parry

O grande trunfo de Beast of Reincarnation é o seu sistema de combate, que brilha com intensidade. A jogabilidade é estritamente baseada em Parry e reflexos rápidos. Encarar os inimigos apenas na esquiva comum coloca a protagonista em grande desvantagem, já que os oponentes são velozes, agressivos e possuem um alcance avassalador. Executar a defesa perfeita no timing correto abre brechas para contra-ataques devastadores, criando uma dança tática eletrizante.

O arsenal de Emma conta com diferentes tipos de espadas com propriedades elementais, essenciais para explorar as fraquezas específicas como fogo, ácido ou raio de cada oponente, além de arcos e bestas balísticas equipadas com dardos especiais. Conforme o jogador derrota bestas e absorve suas essências, novas habilidades e opções de combos são desbloqueadas e mapeadas em comandos fluídos de botões.

A parceria estratégica com o cão Ko

Fable

O companheiro canino Ko não atua apenas como um elemento estético ou afetivo, mas exerce um papel fundamental na engrenagem mecânica do jogo. As árvores de habilidades são compartilhadas entre Emma e Ko, exigindo escolhas estratégicas na distribuição de pontos. O cachorro possui ataques próprios, pode causar danos elementais massivos e até auxiliar na recuperação da vida da protagonista através de habilidades especiais.

Caso sofra muitos danos, o animal fica temporariamente inativo por alguns segundos antes de retornar ao combate, simulando um sistema de cooldown inteligente. Para fortalecer ainda mais essa parceria, o jogador pode interagir com o cão no QG da base, dando banho, alimentando e fazendo carinho para aumentar o nível de Bond e destravar vantagens passivas muito úteis para as lutas.

Exploração vertical e a repetição de assets

A exploração dos mapas em regiões abertas é recompensadora e repleta de segredos úteis para a evolução de atributos e montagem de builds. As habilidades especiais de Emma, que utiliza o próprio cabelo para planar e alcançar grandes altitudes ou construir pontes improvisadas, facilitam enormemente a navegação pelo cenário, além de permitirem abordagens furtivas (stealth) quando necessário.

Apesar dos méritos na verticalidade, o jogo sofre com a reutilização excessiva de assets arquitetônicos. Vários casebres e estruturas de vilarejos possuem layouts idênticos, criando uma sensação incômoda de déjà-vu que prejudica a orientação espacial do jogador. Uma maior variedade de inimigos comuns e cenários menos repetitivos ajudaria a enxugar o ritmo da campanha, que se estende por mais de trinta horas.

Veredito

Beast of Reincarnation é uma grata surpresa que prova a capacidade da Game Freak em se aventurar fora de sua zona de conforto. O título entrega um sistema de combate desafiador e viciante, uma relação carismática e útil com o cão Ko e uma direção artística primorosa. Embora esbarre em problemas de otimização no PC, repetitividade de estruturas e limitações técnicas gerais, as qualidades do gameplay superam com folga os tropeços, resultando em uma aventura sólida e recomendada para os fãs de ação exigente.

É tudo isso mesmo?: Beast of Reincarnation é uma bem-vinda mudança na fórmula tradicional da Game Freak, entregando uma experiência desafiadora de ação construída em torno de um gratificante combate baseado em parry e na forte parceria entre Emma e seu leal companheiro, Ko. Seu impressionante mundo pós-apocalíptico e sua direção de arte criativa ajudam a estabelecer uma identidade marcante, enquanto a progressão profunda e a exploração mantêm a aventura envolvente. Embora problemas técnicos no PC e cenários repetitivos limitem seu potencial, a jogabilidade satisfatória e o núcleo emocional do jogo fazem dele uma jornada sólida e valiosa. Alepitekus

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von 10
2026-08-03T21:00:53-03:00

Recebemos Beast of Reincarnation gratuitamente para review e agradecemos à Game Freak pela confiança.

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