Resonance A Plague Tale Legacy Review: Expande o universo da franquia com uma jornada narrativa inesquecível

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A editora Focus Entertainment e o estúdio Asobo decidem expandir um de seus universos mais aclamados com o lançamento de Resonance A Plague Tale Legacy. Trata-se de um spin-off que se afasta momentaneamente de Amicia e Hugo para focar em uma das personagens mais marcantes da reta final de Requiem: a pirata Sophia. Recebemos o jogo antecipadamente para review no PC e trazemos todos os detalhes sobre esta nova experiência, que também chega no formato Day One ao Game Pass e com opção de compra no Xbox Series e PlayStation 5.

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https://youtu.be/OuItDP400iw

Desde quando terminei A Plague Tale 2 eu vivo curioso sobre o que farão com a saga. O final, especialmente o pós crédito, é de deixar todo fã maluco. Mas quando ouvi falar de Resonance, eu fiquei meio dividido e não entendi bem o motivo da existência do jogo.

Agora eu entendo.

Mas antes:

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O que é o jogo?

Para entender a proposta, é preciso contextualizar que a franquia principal construiu uma narrativa extremamente pesada e aclamada em torno dos irmãos Amicia e Hugo. No entanto, no meio da jornada, conhecemos Sophia. Vendo o potencial da personagem, a Asobo decidiu adotar uma estratégia inteligente de expansão de universo, algo semelhante ao que muitos pedem para franquias como The Last of Us: contar histórias paralelas com outros personagens igualmente cativantes.

O único elo direto com os jogos anteriores é a própria Sophia. Todo o resto, desde o sistema de jogo até os perigos enfrentados, é completamente novo, funcionando como uma porta de entrada autônoma e corajosa para novos públicos.

Sinopse e o passado misterioso de Sophia

Resonance: A Plague tale

O enredo acompanha Sophia aos 22 anos, fase bem anterior aos seus 37 anos vistos em A Plague Tale Requiem. A trama começa quando ela ainda é criança e acaba submetida a experimentos brutais que marcam o seu destino. Essas experiências traumáticas deixam sequelas e geram visões sombrias sobre um local cobiçado por sua família de piratas, onde existe algo aterrorizante.

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Na fase adulta, a missão de Sophia é desvendar por que esse lugar continua chamando por ela, revelando uma conexão profunda e misteriosa com alguém de seu passado. Essa premissa serve como o grande motor para uma trama focada em autodescoberta e mistérios inimagináveis. De verdade.

História e narrativa de alto nível

Resonance: A Plague Tale Legacy

Se existe uma área em que a Asobo domina com maestria, é na arte de contar histórias. Mesmo com um ceticismo inicial por não seguir a linha sucessória de Requiem, o roteiro deste spin-off surpreende positivamente. A narrativa evita soluções óbvias e, sempre que parece enveredar por caminhos fáceis, o enredo executa reviravoltas corajosas e muito bem-vindas.

A história se sustenta por si só, sem precisar recorrer à praga de ratos ou aos elementos dos títulos principais. O ritmo é magnético e faz o jogador devorar cada capítulo para entender os próximos passos da protagonista. As surpresas ocorrem a todo momento.

Gráficos e desempenho na RTX 5080

Testado em uma RTX 5080, o jogo entrega um visual estonteante, beneficiando-se de uma engine própria que a Asobo vem aprimorando geração após geração. Em resolução 4K com as configurações no talo, o desempenho oscila em trechos mais pesados, mas ao ajustar para 1440p a experiência crava em 60 quadros por segundo com quedas quase imperceptíveis. Eu utilizei DLSS da Nvidia em equilibrado em alguns momentos e desempenho em outros. Mesmo em desempenho o visual continuou incrível. Claro que para minha placa, mostra que o jogo tem um ligeiro peso. Mas hoje em dia qualquer game a 4K vem sofrendo muito para rodar.

O uso de luz e sombra é primoroso, criando cenários belíssimos e atmosféricos. Embora a variedade de biomas seja restrita por motivos estritamente narrativos, a direção de arte compensa com uma ambientação impecável e uma evolução notável nas expressões faciais dos personagens. Existem alguns problemas aqui e ali visualmente, mas logo você acostuma.

Som e o impressionante voice acting

O departamento sonoro brilha com intensidade absoluta. A atuação de Ana Demetriou ao dar vida a Sophia é fenomenal. A atriz entrega uma carga dramática visceral, com momentos de urgência e uivos de desespero que arrepiam o jogador e elevam a imersão a outro patamar. O mesmo pode ser dito de todos os demais atores. Mas Sophia tem um destaque natural.

A trilha sonora composta por Olivier Derivière é simplesmente espetacular. Ela dita o ritmo da aventura com maestria, acompanhando os momentos de urgência ou a calmaria da exploração com temas marcantes, rivalizando em grandiosidade e qualidade com grandes referências recentes da indústria, como Clair Obscur.

O que se parece com A Plague Tale?

No que diz respeito à jogabilidade, o título herda características marcantes dos seus antecessores. A exploração linear e o clima constante de urgência continuam presentes, lembrando inclusive sequências cinematográficas no estilo Uncharted.

Além disso, o jogo resgata a tensão mecânica de ambientes escuros: há uma nova ameaça sombria que não pode te ouvir ou sentir, forçando o jogador a gerenciar fontes de luz e pontos de refúgio com o mesmo desespero que antes exigia a fuga das hordas de ratos.

O que não se parece e os problemas de combate

A grande ruptura acontece no combate. Diferente de Amicia e Hugo, que apostavam na furtividade e em ferramentas de arremesso, Sophia é uma perita em combate corpo a corpo. Ela utiliza uma espada para ataques contínuos e uma adaga para executar aparos (parries) seguidos de golpes carregados.

Infelizmente, é aqui que o jogo esbarra em seu maior calcanhar de Aquiles. O sistema de combate é um pouco desengonçado e falta refinamento mecânico. Ele funciona o suficiente para não atrapalhar o tempo todo, mas peca em precisão se comparado aos padrões exigentes do mercado atual. O uso de um gancho para puxar inimigos, por exemplo, acaba quebrando a dificuldade de certos confrontos e escancara lacunas de balanceamento.

Eu passei um chefe apenas quebrando a defesa dele com o gancho em um momento onde claramente isso não deveria ser possível.

Level Design, inimigos e puzzles inteligentes

Por outro lado, o level design brilha na construção de ambientes lineares e bem direcionados, sem necessidade de backtracking forçado. A exploração recompensa a curiosidade do jogador sem perder o foco na narrativa.

O grande destaque mecânico está nos quebra-cabeças. Utilizando uma esfera especial capaz de projetar feixes de luz coloridos, Sophia precisa interagir com elementos do cenário para resolver puzzles lógicos geniais. A sinergia entre a reflexão de luzes e a arquitetura dos locais cria momentos de puro raciocínio divertido.

Bugs e estabilidade

Durante a campanha, foram encontrados alguns problemas pontuais de progressão. Em ocasiões isoladas, a personagem principal sofreu uma falha física de colisão, ficando flutuando em animação de queda, além de um travamento em uma porta que impedia o avanço ao lado de um aliado. Como o jogo conta com salvamentos em checkpoints frequentes, o retrocesso foi mínimo (cerca de um minuto), mas são arestas que poderiam ter sido evitadas com mais polimento.

Veredito

Resonance: A Plague Tale Legacy cumpre com louvor a proposta de ser um spin-off de respeito. Ele expande o universo da franquia através de uma protagonista magnética, uma trilha sonora memorável e uma narrativa corajosa. Embora esbarre em um sistema de combate desengonçado e pequenos bugs, o brilho de sua história e de seus quebra-cabeças compensa amplamente as limitações. É uma aventura obrigatória para quem ama uma boa narrativa.

É tudo isso mesmo?: Resonance: A Plague Tale Legacy expande com sucesso a série através do passado de Sophia, entregando uma excelente história independente apoiada por excelente dublagem, uma trilha sonora memorável, quebra-cabeças inteligentes e um forte design de níveis. Seu novo foco no combate com espadas é ambicioso, mas em última análise é seu elemento mais fraco, parecendo desajeitado e ocasionalmente desequilibrado, enquanto alguns bugs de progressão também prejudicam a experiência. Mesmo assim, Resonance prova que o universo de A Plague Tale pode prosperar além de Amicia e Hugo. M@xpay

8.5
von 10
2026-08-26T13:00:39-03:00

Recebemos Resonance A Plague Tale Legacy gratuitamente para review e agradecemos à Focus Entertainment e à Asobo pela confiança.

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