A CEO do Xbox, Asha Sharma, negou publicamente os relatos que sugeriam que a Microsoft estaria avaliando a venda da sua divisão de jogos.
Em entrevista ao jornal The New York Times, a executiva declarou de forma categórica: “O Xbox não está à venda. Faremos o que for preciso para preparar a empresa para o sucesso. Analisaremos as parcerias certas, o modelo operacional adequado e tudo o que for necessário para alcançar esse objetivo.”
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A declaração responde às especulações veiculadas pelo veículo The Information sobre transformar a marca em uma subsidiária ou joint venture. Consequentemente, o plano de reorganização do Xbox já resultou no corte de quase 2.000 funcionários, fechamento de estúdios e cancelamento de jogos. A estratégia atual prioriza poucas e grandes franquias, como The Elder Scrolls, Fallout e Minecraft, enquanto a franquia Halo migrou para a Activision. Analistas apontavam que a venda do negócio seria improvável devido ao enorme tamanho da operação, que inclui a recente aquisição da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.
Reestruturação, números do negócio e o futuro do hardware
Ademais, Sharma revelou os desafios financeiros enfrentados pela plataforma no mercado atual:
“Estamos operando com margens de 3 a 10 vezes menores do que empresas comparáveis de plataforma e publicação. Entramos na nona geração com uma base instalada menor e uma estrutura de custos mais alta. Para crescer, apostamos no Game Pass, no modelo multiplataforma e em um portfólio mais amplo. Embora esses negócios tenham criado valor significativo, eles não cresceram no ritmo esperado. Conforme isso aconteceu, nosso negócio principal enfraqueceu, e adicionamos mais equipes, mais investimento e mais tempo, esperando um resultado melhor. E agora a indústria enfrenta a crise de hardware mais severa da sua história. Precisamos redefinir o Xbox.”
Excluindo a compra da Activision Blizzard King, a Microsoft investiu mais de US$ 20 bilhões em conteúdo, plataforma e hardware nos últimos cinco anos, mas a receita anual caiu quase meio bilhão no período. Além disso, o aumento de preços nos consoles reflete a alta nos custos de memória e armazenamento, que subiram mais de 2,5 vezes e podem dobrar até o final de 2027. Apesar dos desafios e das dúvidas sobre o novo console Project Helix, Sharma destacou que a marca registra 500 milhões de jogadores mensais. Por fim, a empresa almeja alcançar 1 bilhão de pessoas diariamente apostando na expansão da tecnologia em nuvem em mercados como África e Sul da Ásia.
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Fonte: The New York Times










