O Combo Infinito esteve presente num evento exclusivo no Museu do Grammy para testar Phantom Blade Zero durante quase seis horas ininterruptas. O contacto com a versão de desenvolvimento decorreu no PC, permitindo avaliar a fundo os sistemas do título a cerca de um mês do lançamento oficial.
Se você quer garantir Phantom Blade Zero com preços competitivos e excelentes condições de pagamento no lançamento, faça parte do nosso grupo de ofertas, o Promoções Infinitas.
Além da experiência prática, a oportunidade rendeu um encontro nos bastidores com Soulframe Liang, criador do projeto. Durante a conversa, o desenvolvedor revelou que o Brasil ocupa o posto de terceiro país com maior interesse global pelo jogo, justificando o investimento da produtora na cobertura local.
Estrutura por capítulos e inspiração em Metroidvania
O conteúdo do prólogo do jogo possui restrições de divulgação para evitar spoilers da história. No entanto, a partir do Capítulo 1, pudemos explorar quase todos os elementos da campanha. De acordo com Soul Frame, a história completa do jogo possui oito capítulos no total. No nosso teste, dedicámos cerca de quatro horas para avançar pela missão principal do Capítulo 1, além de experimentarmos um ficheiro de guardado (save) mais adiantado. Para concluir absolutamente tudo o que o primeiro capítulo oferece, o jogador precisará de cerca de seis a sete horas.
Apesar de as demonstrações anteriores mostrarem apenas missões paralelas, o evento permitiu avaliar a missão principal e compreender a narrativa, o level design e a evolução do combate. Os desenvolvedores confirmaram que possuem uma inspiração muito grande na estrutura de Metroidvania. Dessa forma, o jogo conta com backtracking, exigindo que o jogador regresse a áreas anteriores mais tarde, pois durante a exploração inicial é comum encontrar inimigos e zonas com nível muito superior (under level).
A parte técnica e artística destacou-se em todos os aspetos. Os efeitos sonoros, a direção visual, as animações e a banda sonora mostraram um nível de acabamento fantástico. O trabalho de direção de artes marciais é assinado pelo ator e mestre Donnie Yen e pela sua equipa. Segundo os relatos de Soul Frame, Donnie Yen trabalhava durante a semana nos seus compromissos habituais e viajava aos fins de semana para a China para colaborar no desenvolvimento do jogo. Essa dedicação traduz-se em animações autênticas de Kung Fu e numa ambientação rica dentro do universo do jogo.
Gestão de postura e trocas estratégicas de armas


Mecanicamente, Phantom Blade Zero não é um Souls-like, mas sim um hack and slash muito ágil, dinâmico e desafiador. O jogador precisa de gerir a sua própria barra de postura, chamada Shashi (que funciona como o vigor do personagem), ao mesmo tempo em que tenta esgotar a postura dos oponentes.
O esquema de controlos padrão posiciona a defesa e o aparo perfeito (parry) no botão L1. A janela do parry oferece um equilíbrio justo, não sendo nem excessivamente difícil nem fácil demais. Por sua vez, o botão R1 gerencia a esquiva de emergência. Os ataques dividem-se entre golpes rápidos no Quadrado e investidas pesadas no Triângulo, permitindo realizar combinações variadas e alternar entre duas armas principais e uma subarma de ataque especial no R2.
O jogo conta com mais de 30 armas principais e 25 subarmas disponíveis, cada uma equipada com estilos, animações e efeitos próprios, além de permitir melhorias de atributos (upgrades). Durante os confrontos, quando o vigor do protagonista fica zerado ou negativo, deixando-o vulnerável, a troca de arma ativa instantaneamente uma nova barra de vigor cheia. Essa dinâmica exige rápida leitura tática, pois os chefes alteram os seus padrões e velocidades de ataque em tempo real.
Em relação à defesa, os ataques normais e azuis do inimigo podem ser bloqueados ou repelidos com o parry. Em contrapartida, os ataques vermelhos não podem ser bloqueados e exigem obrigatoriamente uma esquiva no tempo exato. Lançar estes movimentos no momento certo gera vantagens táticas e preenche a tela com efeitos visuais de partículas, folhas e flores que reforçam o apelo artístico da ação. Embora utilize pontos de descanso idênticos a fogueiras — representados por sinos que o personagem toca —, o jogo não é tão punitivo quanto um Souls.
Chefes, inteligência artificial e a experiência no PC
A inteligência artificial e o comportamento dos chefes foram possuem influências diretas de jogos de luta. Os oponentes utilizam noções de espaçamento, punição de janelas de recuperação (whiff punish) e reagem aos erros do jogador de forma orgânica, impedindo que a batalha se resuma apenas por padrões repetitivos. Se o jogador erra um ataque, o chefe aproveita a oportunidade para desferir golpes que retiram uma grande quantidade de vida.
Durante o teste, enfrentámos vários chefes com designs marcantes. Entre eles esteve o chefe X-Men e a batalha da carroça vista no State of Play. Um dos destaques foi a luta contra o chefe Cabeça de Leão, um oponente que dispara fogo no cenário enquanto uma banda sonora marcante funde elementos tradicionais da cultura chinesa com ritmos modernos de rock and roll.


Outro momento marcante foi o confronto contra o Gold Masked One, o personagem interpretado por Donnie Yen, que se mostrou um adversário extremamente difícil e ágil, desviando de quase todos os ataques da equipa.
No PC com Path Tracing


No que diz respeito ao desempenho técnico, a demonstração rodou no PC com a tecnologia de Path Tracing ativada, mantendo uma taxa de quadros fluida e sem problemas de câmara. Embora o título não seja em mundo aberto, o mapa oferece uma grande amplitude de exploração com diversas missões secundárias, caminhos secretos e chefes opcionais que expandem a história do universo. O protagonista enfrenta ainda uma condição de limitação de tempo na narrativa e sofre de perda de memória, que pode ser restaurada ao concluir desafios de corrida (time trials) espalhados pelo mapa.
Em suma, o teste de seis horas confirmou a qualidade premium do projeto e a evolução consistente dos seus sistemas de combate.
Por fim, comente e compartilhe com os amigos e não deixe de acompanhar as nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.











