PlayStation passa por um detox após uma descontrolada ingestão de “live in service” – Opinião

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Durante o PlayStation Showcase de 2023, a empresa revelou sua entrada no segmento live in service. No evento, a marca anunciou quatro novos jogos por serviço. Posteriormente, esses títulos se juntaram a uma lista de 12 jogos planejados até 2026. Portanto, a PlayStation buscava replicar o sucesso financeiro de Fortnite para a Epic Games.

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O tempo mostrou os riscos dessa estratégia. Como resultado, a PlayStation enfrentou prejuízos significativos. A empresa cancelou o projeto multiplayer de The Last of Us, de Concord, apenas dez dias após o lançamento. Além disso, interrompeu dois outros projetos de serviço liderados pela Bend Studios e Bluepoint Games. Um desses projetos envolvia a franquia God of War.

 

Impactos da má gestão

Esses cancelamentos surpreenderam os fãs. Contudo, também refletem problemas na gestão da divisão de games desde a saída de Jim Ryan. Ele acreditava que o live in service seria o futuro da PlayStation, complementando as franquias single-player. Agora, a empresa enfrenta as consequências dessa decisão mal planejada. Além disso, esses prejuízos simbolizam um “detox” necessário após o excesso de projetos de serviço. O cancelamento inesperado de Concord foi como um alerta.

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Esses projetos prejudicaram o calendário de lançamentos single-player e de estúdios internos desde 2023. Muitos estúdios dedicaram tempo a esses projetos incertos, deixando títulos mais promissores de lado. Por exemplo, se a Naughty Dog não tivesse focado no multiplayer de The Last of Us, talvez Intergalactic: The Heretic Prophet pudesse ser lançado até 2026.

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Alguns fãs sentiram alívio com os cancelamentos. Isso, no entanto, pode indicar uma mudança na estratégia desregrada da PlayStation. Não há problema em ter jogos por serviço, desde que a empresa aja com inteligência. Assim, evita sacrificar estúdios internos e garante exclusivos single-player para seus usuários.

O desafio do PS5

PlayStation

Atualmente, a PlayStation precisa lidar com o impacto financeiro de Concord e repensar suas prioridades. O tempo perdido pela Bend Studios e Bluepoint Games resultará em mais atrasos nos exclusivos para PS5. Este ano, o console receberá apenas Ghost of Yotei como exclusivo interno. Essa sequência de Ghost of Tsushima se passa 300 anos após os eventos de Jin Sakai. Já Death Stranding 2 será lançado como exclusivo temporário. Além disso, o futuro dos exclusivos dependerá de uma melhor organização dos projetos internos.

Em resumo, a PlayStation enfrenta o desafio de transformar o PS5 em uma plataforma com jogos atrativos. Com mais de 60 milhões de unidades vendidas, o console precisa manter o legado que tornou a marca renomada. Ajustar o rumo, portanto, será crucial para garantir o futuro do PS5.

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