A Sony iniciou um processo contra a chinesa Tencent na Justiça dos Estados Unidos, alegando violação de direitos autorais e marcas registradas. O motivo? Segundo a Sony, o novo jogo da Tencent, intitulado Light of Motiram, seria uma cópia descarada da consagrada franquia Horizon, estrelada por Aloy.
A ação foi registrada na última sexta-feira na Corte Distrital do Norte da Califórnia, e acusa a Tencent de copiar diversos elementos característicos da série. Por isso, a Sony acredita que o título chinês apresenta semelhanças em jogabilidade, ambientação, temas e até estilo artístico. Além disso, a empresa aponta que isso poderia confundir consumidores e prejudicar sua marca globalmente.
O processo cita que a Sony recusou uma proposta da Tencent para colaborar em um novo jogo da série Horizon no ano passado. Pouco tempo depois, a Tencent anunciou Light of Motiram, que teria sido considerado por jornalistas como um “clone descarado” de Horizon. Inclusive, um veículo chegou a apelidar o game de Horizon Zero Originality, o que evidencia o impacto da semelhança.
Na descrição apresentada pela Sony, o jogo chinês reproduz elementos essenciais da franquia. Isso inclui a estética pós-apocalíptica, criaturas robóticas, sociedades tribais e até uma protagonista feminina com visual semelhante a Aloy. Portanto, a empresa afirma que o título representa uma ameaça direta à integridade de sua propriedade intelectual.
Sony busca indenização e bloqueio da distribuição
Além de solicitar compensações financeiras ainda não especificadas, a Sony também pede que o tribunal emita uma ordem que impeça a Tencent de continuar promovendo e distribuindo Light of Motiram. Embora o processo ainda esteja em fase inicial, a disputa já atrai a atenção da indústria global.
Até o momento, a Tencent não comentou oficialmente sobre o caso. No entanto, espera-se que a empresa se manifeste nas próximas semanas, à medida que o processo evolui. Já a equipe jurídica da Sony conta com representantes do escritório Orrick Herrington & Sutcliffe, incluindo Annette Hurst, Diana Rutowski e Laura Wytsma.
Esse embate pode se tornar um marco importante nas discussões sobre plágio e originalidade dentro da indústria de jogos. Afinal, em tempos em que grandes lançamentos costumam inspirar diversos clones no mercado asiático, a proteção à propriedade intelectual se mostra ainda mais essencial.
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