Executivo da Gamescom comenta relação com a E3 e como o evento quer se destacar agora
Com o fim oficial da E3, a Gamescom passou a ser vista por muitos como o principal evento de games do mundo. No entanto, segundo Felix Falk, diretor administrativo da Game — entidade responsável pela organização da Gamescom —, essa transição não se trata de uma competição, mas de uma responsabilidade crescente.
Em entrevista ao The Game Business, Falk explicou que a relação entre os dois eventos sempre foi de parceria. “Tivemos uma ótima relação com a E3 ao longo dos anos, e nunca foi uma competição”, afirmou. Para ele, era comum as empresas anunciarem seus jogos na E3 e depois levarem demos jogáveis para a Gamescom. “Era mais… anunciar seu jogo na E3 e jogá-lo na Gamescom”, completou.
A última edição física da E3 aconteceu em 2019, com uma tentativa digital em 2021. Após anos de indefinição, a ESA, organizadora do evento, anunciou oficialmente em dezembro de 2023 o fim da feira que, por décadas, foi o maior palco da indústria de videogames.
Com isso, a responsabilidade sobre a Gamescom aumentou. “As pessoas esperam que sejamos a principal semana global de jogos”, disse Falk. “Então, é nossa responsabilidade apresentar um cenário para que a indústria cumpra isso.”
Apesar da visibilidade e do prestígio, Falk também reconhece os desafios. A Gamescom precisa alinhar suas datas e estrutura com o calendário global das empresas, o que nem sempre é fácil. “Às vezes, precisamos lidar com as equipes das sedes globais para garantir que tudo esteja no tempo certo”, explicou.
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Fonte: Video Games Chronicle











