Dispatch: Episódios 3 e 4 Review

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Dispatch

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Após os dois capítulos introdutórios lançados na última quarta-feira (22 de outubro), Dispatch ganhou dois novos episódios no último dia 29. Os episódios 3 e 4 dão continuidade à jornada de Robert como líder da Equipe Z, coordenando-os em novas missões.

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O que se mostrou promissor conseguiu manter minhas expectativas iniciais. Além disso, elevou seus temas com cenas ousadas e momentos surpreendentes. Dispatch está caminhando para se tornar uma das melhores mídias de super-heróis. Pode muito bem estar ao lado de produções como The Boys e Invincible, com semelhanças notáveis, mas mantendo sua originalidade.

Desenvolvendo seus personagens e os tornando mais profundos

Os dois primeiros episódios foram muito bons em apresentar o universo e seus personagens. Também foi eficaz ao mostrar o papel de Robert dentro da narrativa que Dispatch se propõe a entregar. Já os episódios 3 e 4 serviram para aprofundar mais seus temas. Além disso, apresentam novos elementos e dão mais tempo de tela para certos personagens.

Enquanto os episódios 1 e 2 deram foco na Loira Luminar e em Robert, os dois novos capítulos trazem a personagem Invisigal como estrela central. Ela ganha um grande arco dentro do jogo. Além disso, estes dois novos capítulos colocam o jogador diante de escolhas difíceis. Essas decisões afetarão a história em um grau que ainda não se sabe.

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Se minha dúvida sobre a exposição e o tom mais moderado de Dispatch iria se manter, cenas surpreendentes mudaram minha percepção. Estou bem feliz com a ousadia e a coragem do roteiro nesses dois novos episódios.

Após o caos em sua estreia como coordenador de heróis na RES, Robert tem a difícil decisão de demitir um dos membros da Equipe Z. Essa é uma das primeiras decisões complexas que Dispatch apresenta ao jogador. Seguindo para o episódio seguinte, é criado um vínculo entre Invisiva e Robert. Enquanto isso, a semente da relação entre o protagonista e a Loira Luminar continua a germinar. Essa relação culmina em uma grande revelação que dependerá de uma escolha importante.

Em resumo, os dois novos episódios só reforçam o excelente material que Dispatch possui. Isso se dá por meio de seus personagens, de sua trama e de seu gameplay de gerenciamento de heróis.

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O que parecia simples se tornou profundo e complexo

A parte de gameplay que integra Dispatch está relacionada à atuação de Robert como coordenador de vilões que agora tentam se tornar heróis. O que parecia algo simples ganhou ainda mais profundidade nestes dois novos episódios. A profundidade está presente na hora de enviar seus heróis para as missões. Os elementos de RPG também são ampliados. Há agora a possibilidade de aumentar os atributos dos heróis. Além disso, habilidades passivas são adicionadas conforme evoluem e concluem suas missões com êxito.

Mais missões surgem na tela, ao mesmo tempo que as tarefas de hackeamento se tornaram mais árduas. Embora sejam um desafio presente em algumas fases, essas tarefas exigem mais raciocínio do jogador. O grande barato é que essa parte de gameplay é a pausa ideal das sessões cinematográficas. Ela encaixa como uma luva dentro da progressão do game. E o melhor: não é cansativo nem repetitivo.

Cada nova missão exige um senso de raciocínio para usar o herói certo em cada tipo de situação. Conseguir concluir com uma porcentagem alta ou atingir 100% de sucesso é simplesmente catártico.

Enquanto muitos jogos narrativos sofrem para equilibrar sua estrutura totalmente baseada em história com momentos interativos, Dispatch, ao que parece, encontrou o caminho das pedras. Os elementos de gameplay realmente agregam à narrativa sem parecerem chatos ou antiquados.

Conclusão

Os episódios 3 e 4 de Dispatch conseguem manter a qualidade do roteiro. Eles entregam uma exploração maior de seus personagens, graças à decisão de dar mais tempo de tela para um de seus heróis. Também iniciam um arco bastante interessante. As escolhas já começam a entregar seus resultados. Enquanto isso, o gameplay se aprofunda e se torna definitivamente um elemento vital e satisfatório de toda a narrativa.

Em resumo, o que antes transparecia algo bom vem se mostrando digno de um dos melhores conteúdos sobre heróis. Especialmente na ausência de The Boys e Invincible.

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