O desmonte técnico da id Software e o timing incompreensível
O Xbox passa por um período de extrema turbulência após o anúncio da reestruturação que eliminou 1.600 postos de trabalho. Uma reportagem do portal Game Developer revelou depoimentos contundentes de profissionais afetados pelas demissões, expondo falhas graves de comunicação interna. Além da tensão imediata, os funcionários sofrem com o medo constante, já que outros 1.600 cortes estão programados para acontecer até o próximo ano.
Os relatos indicam que a liderança escondeu os planos de demissões por semanas, deixando as equipes em um ciclo constante de especulação e ansiedade. Na id Software, que perdeu 136 colaboradores, com a decisão feita de maneira abrupta e fria. Uma das fontes afetadas questionou o timing da empresa, que destruiu a estrutura do estúdio na véspera do lançamento da expansão de Doom: The Dark Ages: “Eles nem esperaram para ver se o produto era bem-sucedido antes de se livrarem da equipe. Não há benefícios em ser propriedade da Microsoft. Na verdade, eles destruíram imensas quantidades de valor das quais nem acho que eles tenham consciência.”
Os cortes na id é considerada irreparável por quem estava lá dentro, embora o estúdio transpareça um espirito positivo.
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— id Software (@idSoftware) July 10, 2026
Equipes inteiras de efeitos visuais e arte técnica foram reduzidas a apenas um líder remanescente, comprometendo a manutenção do motor gráfico próprio da empresa. Um dos desenvolvedores desligados desabafou sobre a situação: “Eles acabaram de se livrar de todas as pessoas que poderiam consertar, manter ou mudar [id Tech], então provavelmente vai acabar na lata de lixo. Não consigo imaginar um caminho a seguir onde eles façam outro jogo na id Tech.”
ZeniMax sob pressão e a mentalidade de trabalhador descartável
O impacto também foi avassalador nos escritórios da ZeniMax Online Studios, responsável por Elder Scrolls Online, onde 213 funcionários perderam seus cargos em Maryland. A Microsoft focou grande parte dos cortes nos chamados “implementadores” diretos do jogo, muitos dos quais faziam parte do sindicato de trabalhadores. Quem permaneceu no estúdio agora precisa acumular múltiplas funções em ferramentas próprias complexas que exigem mais de seis meses de treinamento.
A perda desses especialistas compromete severamente a capacidade do estúdio de entregar conteúdos na escala exigida pelo mercado de jogos de grande orçamento. Uma fonte comparou a estrutura do desenvolvimento a um tecido social integrado: “O desenvolvimento de jogos Triple-A é tão colaborativo e tão interconectado [em torno de] especialistas que [demitir tantas pessoas] é como ter um pedaço largo de pano e tirar metade dos fios. A coisa toda vai desmoronar porque dependemos tão intimamente uns dos outros, e você não pode simplesmente arrancar um terço ou quase metade de seus implementadores… e esperar ter o mesmo nível de conteúdo.”
Essa nova política corporativa quebrou a antiga cultura de estabilidade que existia na Bethesda e em suas subsidiárias antes da aquisição. O sentimento geral entre os desenvolvedores remanescentes é de pânico, já que novos cortes estão agendados até o fim do ano fiscal. Um trabalhador resumiu a atual realidade de trabalhar sob a bandeira do Xbox de forma dolorosa: “Um bom trabalho não vai salvar seu emprego nesta empresa. Antigamente, você queria vir para a Zenimax para se aposentar. Se você viesse aqui, eles não iriam deixá-lo ir.”
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Fonte: Game Developer











