Phantom Blade Zero Review: Combate espetacular e direção artística fazem do jogo um dos melhores da geração

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Com batalhas desafiadoras, exploração recompensadora e uma identidade visual impressionante, o novo RPG de ação da S-GAME entrega uma experiência excepcional, apesar de problemas técnicos no PC e pequenos deslizes no level design.

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Phantom Blade Zero é um daqueles jogos que chamam a atenção desde sua primeira apresentação. Com uma direção artística impressionante, combates que parecem retirados de grandes produções do cinema chinês e uma proposta que mistura ação intensa com exploração, o projeto da S-GAME despertou enormes expectativas. Depois de acompanhar seu desenvolvimento por bastante tempo e experimentar quase nove horas de versões anteriores, finalmente tivemos a oportunidade de conhecer a aventura completa.

Com lançamento marcado para 28 de outubro de 2026, para PlayStation 5 e PC, Phantom Blade Zero representa um momento importante para a S-GAME. O estúdio está levando seu universo a uma produção de grande escala, capaz de alcançar um público que talvez nunca tenha ouvido falar dos jogos anteriores da franquia.

E, depois de aproximadamente 55 horas de campanha, exploração e desafios, posso afirmar que a espera valeu a pena. Foram mais de 60 chefes derrotados, inúmeras armas experimentadas e uma quantidade impressionante de momentos memoráveis. Mesmo depois de concluir praticamente todas as atividades disponíveis, ainda restaram alguns conteúdos opcionais que pretendo descobrir.

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Nossa análise foi realizada principalmente no PC, embora também tenhamos recebido e testado a versão de PlayStation 5. A experiência foi tão marcante que, em diversos momentos, me senti privilegiado por ter a oportunidade de jogar Phantom Blade Zero antecipadamente.

Não significa que o jogo seja perfeito. Existem problemas de desempenho na versão de PC, algumas falhas de orientação nos cenários e uma narrativa que poderia apresentar melhor determinados acontecimentos. Entretanto, essas limitações não impediram que Phantom Blade Zero se tornasse uma das experiências mais impressionantes que tive nesta geração.

Uma história de artes marciais em um mundo que já existia

Para compreender a proposta de Phantom Blade Zero, primeiro precisamos falar sobre duas expressões que aparecem constantemente quando discutimos o jogo: wuxia e wulin.

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Wuxia é um gênero da ficção chinesa associado a histórias de artistas marciais, guerreiros, conflitos entre facções e personagens que seguem diferentes códigos de honra. É uma tradição muito presente na literatura e no cinema, marcada por confrontos coreografados, movimentos impressionantes e uma maneira bastante particular de apresentar seus heróis.

Wulin, por sua vez, é um termo associado à comunidade e ao universo dos praticantes de artes marciais. Em Phantom Blade Zero, essa ideia ajuda a definir o ambiente no qual diferentes personagens, organizações e facções disputam poder e influência.

É nesse contexto que acompanhamos Soul, protagonista que já possui uma reputação importante quando a aventura começa.Durante um confronto, Soul sofre um ferimento grave e acaba passando por um procedimento extraordinário para substituir seu coração. A partir desse momento, ele descobre que possui apenas 66 dias de vida e precisa encontrar uma maneira de sobreviver.

Essa é a premissa que coloca a aventura em movimento, mas existe uma particularidade importante: Phantom Blade Zero não apresenta um universo que está começando naquele momento.

A S-GAME já havia desenvolvido esse mundo em produções anteriores. Portanto, embora o novo jogo represente um recomeço importante para a franquia e uma oportunidade para conquistar outro público, sua história acontece em meio a conflitos que começaram muito antes.

Assim como a chegada de Metal Gear Solid apresentou a franquia já em andamento a muitos novos jogadores, Phantom Blade Zero funciona como uma grande porta de entrada para um universo que já possuía personagens, relações e acontecimentos anteriores.

Essa característica influencia diretamente a maneira como a narrativa é apresentada.

Memórias, documentos e rosas azuis ajudam a reconstruir o passado

Em vários momentos, encontramos personagens que parecem estar concluindo conflitos cujas origens ainda não conhecemos completamente. Existem rivalidades, relações entre famílias e acontecimentos que carregam consequências importantes, mesmo quando o jogador ainda não compreende todos os detalhes.

O jogo procura preencher essas lacunas utilizando diferentes recursos narrativos.

Um dos mais interessantes são as memórias, apresentadas por meio de sequências cinematográficas que mostram acontecimentos anteriores. Essas cenas possuem uma direção impressionante e aproveitam muito bem a influência do cinema wuxia, tanto nas coreografias quanto na composição das imagens.

Há momentos em que a apresentação utiliza enquadramentos extremamente elaborados, misturando personagens e paisagens de uma maneira que reforça a qualidade artística do projeto. Algumas dessas sequências estão entre as mais bonitas de toda a aventura. Além delas, existem animações de altíssima qualidade que me deixaram com vontade de ver uma série ou filme baseado em Phantom Blade.

Também encontramos documentos que ajudam a reconstruir histórias relacionadas aos locais e personagens. Em determinadas situações, eles aparecem organizados em conjuntos, permitindo compreender melhor os acontecimentos associados àquela parte da campanha.

Rosas tecnológicas

Outro recurso são as rosas azuis, que funcionam como registros de áudio espalhados pelo mundo. Elas apresentam conversas e informações sobre o passado, incluindo detalhes relevantes sobre personagens como Cabeça de Leão.

Entretanto, considero que esse último recurso poderia ter sido melhor aproveitado. No começo, as rosas despertam curiosidade, mas algumas gravações são relativamente longas e interrompem o ritmo da exploração. Em determinados momentos, encontramos dois ou três minutos de conversa quando estávamos envolvidos em outra atividade, sem compreender imediatamente a importância daquilo que estamos ouvindo.

A história de Phantom Blade Zero é boa e consegue manter nosso interesse. Existem personagens interessantes, cenas memoráveis e acontecimentos que justificam acompanhar a jornada até o final.

Ainda assim, não considero que a narrativa seja o principal destaque do jogo. Sua apresentação é excelente, mas a quantidade de informações sobre conflitos anteriores pode dificultar a compreensão de determinados momentos. Com uma contextualização mais eficiente, acredito que a história poderia alcançar um resultado ainda melhor.

A direção artística de Phantom Blade Zero é simplesmente espetacular

Antes de discutir resolução, efeitos gráficos ou desempenho, existe um aspecto de Phantom Blade Zero que merece atenção especial: sua direção artística.

Poucos jogos conseguem transmitir uma identidade visual tão marcante. A arte está presente em praticamente tudo, desde a construção dos cenários até a aparência dos personagens, dos inimigos e dos chefes.

Existem momentos em que simplesmente paramos para observar o ambiente. A composição das paisagens, a arquitetura, as cores e a maneira como os elementos são apresentados fazem com que diversos cenários pareçam pinturas.

Essa preocupação estética também aparece durante os confrontos. As roupas, as armas, os movimentos e as animações possuem uma personalidade muito forte, reforçando constantemente as inspirações nas artes marciais e no cinema chinês.

É difícil olhar para Phantom Blade Zero e confundi-lo com outra produção. O jogo consegue estabelecer uma identidade própria, mesmo utilizando elementos de gêneros e sistemas que já conhecemos.

E essa qualidade vai muito além dos cenários.

Os chefes possuem apresentações impressionantes, as armas apresentam movimentos característicos e algumas sequências combinam direção cinematográfica, efeitos visuais e animações de uma maneira extraordinária.

Em certos momentos, tive a sensação de estar participando de uma grande cena de ação cuidadosamente coreografada. Mas o mais interessante é que não estamos apenas assistindo a essas sequências. Muitas delas acontecem como consequência direta das nossas ações durante o combate.

Essa integração entre apresentação e jogabilidade é uma das maiores conquistas de Phantom Blade Zero.

Trilha sonora e efeitos sonoros completam a experiência

A parte sonora acompanha a qualidade da direção artística.

A trilha musical mistura instrumentos e sonoridades tradicionais chinesas com elementos modernos, incluindo rock, hip-hop e música eletrônica. Em alguns confrontos, essas influências aparecem separadamente. Em outros, são combinadas de maneira surpreendente.

Os chefes recebem músicas marcantes, algumas delas com vocais, que ajudam a transformar as batalhas em acontecimentos especiais.

Houve momentos em que fiquei tão interessado nas músicas que tentei acompanhar suas letras enquanto lutava. Em uma dessas situações, acabei perdendo o confronto por dividir minha atenção entre a batalha e a trilha sonora.

Isso demonstra o quanto a música consegue se destacar sem parecer deslocada da experiência.

Os efeitos sonoros também são excepcionais. O impacto das espadas, o contato entre as armas e a força transmitida pelos golpes ajudam a dar peso a cada movimento.

Especialmente durante os parries, o som contribui para transmitir a sensação de que conseguimos interromper um ataque poderoso. Existe uma resposta sonora e visual muito satisfatória quando executamos uma defesa no momento correto.

Em pelo menos dois momentos da aventura, a combinação entre música, efeitos sonoros, direção artística e apresentação cinematográfica alcançou um resultado particularmente memorável.

É difícil destacar apenas um desses elementos porque eles funcionam muito bem em conjunto.

Desempenho no PC e no PlayStation 5: uma experiência com resultados diferentes

Nossa campanha principal foi realizada no PC, utilizando uma configuração gráfica bastante exigente.

Durante boa parte da análise, jogamos em resolução 4K, com DLSS no modo Desempenho, Path Tracing, Ray Reconstruction e Frame Generation em 2x. Inclusive todas as tecnologias da Nvidia estão muito bem implementadas no game. Joguei em uma GeForce 5080.

Nessas condições, Phantom Blade Zero apresentou um resultado visual impressionante. O desempenho não era absolutamente perfeito, pois encontramos algumas quedas de fluidez e stutterings ocasionais, mas eram problemas suportáveis diante da qualidade gráfica oferecida.

Entretanto, a situação mudou consideravelmente na reta final da campanha.

Quando já estávamos próximos de concluir o jogo, com aproximadamente 92% do progresso realizado, uma atualização alterou negativamente o comportamento da versão de PC.

A configuração que utilizávamos anteriormente deixou de oferecer uma experiência satisfatória, com problemas de fluidez muito mais intensos. Foi necessário abandonar o Path Tracing e ajustar os recursos gráficos para recuperar a estabilidade. Não consegui manter nem o Ray Tracing ligado.

Depois dessas mudanças, conseguimos continuar jogando em 4K, com DLSS no modo Equilibrado e Frame Gen 2x. O desempenho voltou a ser bom, próximo dos 60 FPS, embora ainda apresentasse algumas quedas ocasionais. Porém o visual do game é muito bonito sem Ray Tracing ou Patch Tracing, então quem não tem um hardware potente, terá um jogo bonito mesmo assim.

Portanto, o problema não impediu a conclusão da campanha, mas representou uma perda importante em relação à experiência que tínhamos antes da atualização.

É possível que novas correções melhorem esse comportamento, mas nossa avaliação precisa considerar aquilo que encontramos durante o período de análise. Contudo, estou confiante que o time de desenvolvimento pode resolver esses problemas antes mesmo do lançamento do jogo.

A versão de PS5 surpreendeu positivamente

Também tivemos a oportunidade de testar Phantom Blade Zero no PlayStation 5, embora não tenhamos realizado toda a campanha nessa plataforma.

O resultado foi bastante positivo.

O jogo apresenta opções de desempenho, equilíbrio e qualidade, permitindo escolher entre diferentes prioridades gráficas.

O modo Desempenho, com objetivo de 60 FPS, funcionou muito bem durante nossos testes. Também experimentamos o modo Equilibrado, de 40 FPS, que oferece outra alternativa interessante.

A diferença visual não me pareceu suficientemente grande para justificar abandonar a fluidez do modo Desempenho. Por isso, entre as opções experimentadas, essa seria minha preferência.

É importante destacar, porém, que nossos testes no PS5 não cobriram toda a campanha. Não chegamos, por exemplo, à região de Pangzhen, onde encontramos algumas das situações mais problemáticas relacionadas à construção dos cenários na versão de PC.

Assim, as impressões sobre o console são positivas, mas não representam uma avaliação técnica completa de todas as áreas do jogo.

De qualquer maneira, foi uma surpresa agradável encontrar um desempenho tão bom no PS5, especialmente considerando o peso gráfico que Phantom Blade Zero apresentou no computador.

Exploração linear, mas com a liberdade de um metroidvania em 3D

Phantom Blade Zero não é um jogo de mundo aberto. Sua campanha segue uma progressão predominantemente linear, conduzindo o jogador por diferentes regiões conforme a história avança.

Entretanto, essa descrição não representa completamente a maneira como o mundo foi construído.

O jogo possui oito grandes mapas, cada um com sua própria estrutura, caminhos e porcentagem de conclusão. Embora a transição entre algumas dessas regiões aconteça por meio de viagens rápidas, a exploração dentro de cada mapa lembra bastante um metroidvania em três dimensões.

Encontramos portas que ainda não podem ser abertas, passagens bloqueadas e lugares que parecem acessíveis, mas exigem alguma habilidade ou equipamento adquirido posteriormente.

Essa estrutura cria uma relação muito interessante entre progressão e exploração.

Em determinado momento, podemos encontrar uma nova arma fantasma que também funciona como ferramenta para acessar locais antes indisponíveis. Um dos exemplos é o gancho, que permite alcançar pontos específicos e amplia as possibilidades de movimentação pelos cenários.

Assim, voltar a uma região anterior não significa simplesmente repetir o mesmo percurso. Muitas vezes, estamos retornando porque finalmente temos condições de alcançar um local que despertou nossa curiosidade horas antes.

Um mapa que desperta curiosidade, mesmo sem mostrar todos os caminhos

O mapa de Phantom Blade Zero possui uma apresentação particular.

Ele não representa todos os corredores, curvas e passagens com a precisão de um mapa tradicional. Sua aparência se aproxima mais de uma ilustração das regiões, mostrando pontos importantes e áreas que ainda precisam ser investigadas.

Consigo imaginar que alguns jogadores não vão gostar dessa abordagem, especialmente aqueles que preferem visualizar exatamente cada caminho disponível.

Pessoalmente, gostei bastante.

O mapa oferece informações suficientes para orientar a exploração, mas preserva um certo espaço para a descoberta. Em alguns momentos, encontramos áreas que ainda não foram reveladas completamente e ficamos curiosos para entender como chegar até elas.

Também existem indicações que ajudam a identificar quando uma passagem anteriormente bloqueada já pode ser acessada.

O resultado é uma exploração que consegue incentivar o jogador a retornar aos cenários sem depender exclusivamente de instruções detalhadas.

Um exemplo marcante aconteceu com um baú que encontrei relativamente cedo. Eu sabia que ele estava ali, mas não conseguia descobrir como alcançá-lo. Somente muito mais tarde, depois de adquirir uma das últimas ferramentas necessárias para abrir caminhos, finalmente consegui chegar até ele.

É uma recompensa simples, mas a satisfação de resolver aquela pequena pendência depois de tantas horas demonstra como o jogo consegue trabalhar bem a curiosidade do jogador.

Além dos baús, encontramos documentos, materiais de evolução, chefes e atividades opcionais que tornam a exploração especialmente recompensadora.

Um excelente level design com algumas falhas de orientação

A construção dos cenários também merece elogios.

Em diversos momentos, estamos seguindo por um caminho aparentemente simples quando a região começa a se desenvolver verticalmente. Podemos descer para cavernas, explorar torres ou descobrir passagens que conectam diferentes partes do ambiente.

Essas mudanças ajudam a tornar os mapas interessantes e evitam que a progressão pareça apenas uma sequência de corredores.

Entretanto, o level design apresenta alguns problemas pontuais.

A região de Pangzhen foi onde mais percebi essas limitações. Em determinados momentos, estamos sobre um telhado e encontramos outro aparentemente acessível. A distância sugere que seria possível saltar, mas uma barreira invisível impede a passagem e acaba provocando a queda do personagem.

Existem situações semelhantes em que olhamos para uma área abaixo, aparentemente dentro de uma altura segura, e tentamos alcançá-la. Entretanto, o jogo interpreta a queda como fatal.

São momentos frustrantes porque a própria apresentação do cenário sugere uma possibilidade de exploração que não existe.

Acredito que esses locais poderiam ter sido melhor sinalizados ou construídos de maneira a impedir a tentativa antes que ela provocasse uma morte desnecessária.

Não são problemas frequentes o suficiente para comprometer a qualidade geral dos mapas, mas merecem ser mencionados justamente porque contrastam com um trabalho de level design que considero excelente na maior parte do tempo.

Os sinos funcionam como checkpoints, mas Phantom Blade Zero não é um soulslike

Durante a exploração, encontramos sinos que funcionam como pontos de descanso e checkpoints.

Eles permitem salvar o progresso, viajar rapidamente entre regiões, desenvolver o personagem e acessar outras funcionalidades importantes.

A comparação com as fogueiras dos soulslikes é inevitável, mas isso não significa que Phantom Blade Zero siga todas as regras desse gênero.

Na verdade, existem diferenças fundamentais.

Uma delas é que os inimigos comuns derrotados não reaparecem simplesmente porque descansamos em um sino ou morremos durante a exploração.

Depois que eliminamos um adversário, ele normalmente permanece derrotado. Isso só muda quando determinados acontecimentos transformam uma região e introduzem novas situações naquele local.

Consequentemente, não existe aquela estrutura tradicional de retornar constantemente aos mesmos inimigos para acumular recursos.

Outra diferença importante está na punição pela morte.

Phantom Blade Zero utiliza a poeira vestigial como um dos principais recursos de evolução, em um funcionamento que lembra as moedas de progressão encontradas em outros RPGs de ação. Entretanto, não perdemos esse recurso quando morremos.

Os checkpoints também aparecem com frequência razoável, evitando que uma derrota obrigue o jogador a repetir trechos muito extensos.

Isso não significa que Phantom Blade Zero seja fácil. Os chefes podem oferecer desafios enormes, especialmente nas dificuldades mais altas.

Mas o jogo não depende das punições tradicionais dos soulslikes para construir sua dificuldade.

Sua identidade está muito mais próxima de um RPG de ação extremamente técnico, com elementos de hack and slash, exploração e progressão de personagem.

O combate de Phantom Blade Zero é sua maior conquista

Se existe um elemento que coloca Phantom Blade Zero em um patamar especial, é o combate.

A S-GAME construiu um sistema extremamente rápido, fluido, técnico e visualmente impressionante. Cada movimento transmite uma sensação de impacto, e as respostas aos comandos conseguem transformar praticamente qualquer confronto em uma sequência de ação muito bonita.

Mas a qualidade não está apenas nas animações.

O que mais impressiona é a maneira como a apresentação visual acompanha aquilo que fazemos com o controle.

Quando executamos um parry corretamente, o impacto é transmitido pelo som, pela animação e pela reação do inimigo. Quando conseguimos escapar de um golpe perigoso no momento exato, Soul realiza um movimento que pode abrir espaço para um contra-ataque.

Existe uma conexão muito forte entre a habilidade do jogador e aquilo que acontece na tela. É justamente esse tipo de resposta que considero fundamental em um grande jogo de ação. O jogador está em primeiro lugar e a experiência é o que mais conta.

Defesa, parry e esquiva exigem precisão

Os comandos básicos são relativamente simples de compreender. Utilizamos L1 para defender e também para executar um parry, pressionando o botão no momento correto. A esquiva acontece com R1, permitindo escapar dos ataques e reposicionar Soul durante os confrontos.

Entretanto, dominar essas ferramentas exige bastante prática. Os inimigos possuem ataques convencionais e movimentos especiais que precisam ser reconhecidos.

Quando um adversário executa um golpe destacado em azul, podemos realizar um parry que provoca uma resposta muito interessante, frequentemente posicionando Soul atrás do inimigo.

Já os ataques destacados em vermelho permitem uma esquiva precisa que também abre oportunidades importantes de contra-ataque.

Esses movimentos possuem animações espetaculares e tornam os confrontos especialmente satisfatórios quando conseguimos executá-los corretamente. O sistema recompensa o jogador por aprender os padrões dos inimigos, observar seus movimentos e responder no momento certo.

Não basta simplesmente apertar os botões rapidamente. É necessário compreender o ritmo de cada adversário.

Sha-Chi transforma agressividade em uma decisão estratégica

Outro elemento fundamental do combate é a barra de Sha-Chi. À primeira vista, ela pode parecer apenas um recurso utilizado para executar habilidades e golpes especiais. Entretanto, seu funcionamento é mais interessante porque também está ligado à resistência e à postura de Soul.

Isso significa que gastar Sha-Chi ofensivamente possui consequências defensivas.

Se utilizarmos esse recurso de maneira descuidada, podemos ficar vulneráveis justamente quando o inimigo iniciar uma sequência perigosa.

Contra adversários comuns, essa limitação nem sempre representa um grande problema. Entretanto, durante as batalhas contra chefes, administrar corretamente o Sha-Chi se torna essencial.

É necessário decidir quando atacar, quando preservar recursos e quando aproveitar uma abertura para utilizar movimentos mais poderosos.

Uma das maneiras de recuperar Sha-Chi é alternando entre as duas espadas equipadas. Essa troca restaura o recurso e incentiva o jogador a utilizar as duas armas durante o combate. Entretanto, existe um intervalo até que possamos realizar outra troca, o que impede depender exclusivamente dessa estratégia.

Alguns amuletos podem modificar essa dinâmica, oferecendo novas possibilidades de gerenciamento. O resultado é um sistema que cria uma relação constante entre risco e recompensa.

Podemos utilizar golpes devastadores para pressionar o adversário, mas precisamos considerar o que acontecerá se ele sobreviver e responder imediatamente.

Essa é uma das principais razões pelas quais considero o combate de Phantom Blade Zero tão bem desenvolvido. É algo bastante único.

Mais de 50 armas e uma liberdade impressionante para construir builds

Phantom Blade Zero oferece uma quantidade enorme de equipamentos e possibilidades de personalização.

Durante a campanha, encontramos mais de 50 armas, cada uma com características que podem modificar nossa maneira de jogar.

Soul pode equipar duas armas principais e duas armas fantasmas, permitindo alternar entre diferentes ferramentas durante os confrontos.

Entretanto, a combinação entre as duas armas principais acaba sendo o elemento mais importante da construção de uma build.

Cada uma possui movimentos, propriedades e ataques específicos. Algumas favorecem golpes rápidos, enquanto outras oferecem vantagens relacionadas à defesa, recuperação de vida ou quebra de postura.

Isso permite experimentar combinações que se complementam e criar estratégias adequadas ao nosso estilo de jogo.

Uma das coisas de que mais gostei foi descobrir uma arma nova e ficar dividido entre experimentá-la ou continuar utilizando aquela que já havia se tornado minha favorita.

E existe um detalhe importante: não precisamos abandonar uma arma simplesmente porque encontramos outra mais adiante na campanha.

O sistema de evolução permite fortalecer equipamentos adquiridos anteriormente, mantendo sua utilidade durante toda a aventura.

Armas fantasmas e golpes especiais ampliam as possibilidades

As armas fantasmas possuem funções diferentes das armas principais.

Elas oferecem recursos adicionais durante os confrontos e podem ser especialmente úteis em situações específicas. Entretanto, seu número de utilizações é limitado.

Também existe um limite compartilhado entre as armas fantasmas equipadas. Portanto, precisamos administrar suas utilizações, em vez de simplesmente alternar entre elas para recuperar todos os usos.

Algumas dessas armas ainda possuem funções importantes durante a exploração, permitindo abrir caminhos e alcançar locais antes inacessíveis.

Já as armas principais contam com golpes especiais extremamente poderosos, executados por meio do L2.

Esses movimentos utilizam a essência de Sha-Chi, recurso acumulado conforme executamos determinadas ações durante o combate.

Os efeitos variam conforme a arma utilizada.

Algumas conseguem provocar uma redução significativa na postura dos inimigos. Outras possuem propriedades específicas, como recuperar vida durante os ataques.

Essas diferenças são fundamentais para a construção das builds e ajudam a tornar cada combinação interessante.

A combinação que definiu minha experiência

Durante boa parte da campanha, encontrei uma combinação de armas que funcionou perfeitamente para meu estilo de jogo.

Uma delas foi a espada do Fora da Lei, que oferecia recursos defensivos e uma propriedade especialmente importante: recuperar vida ao atingir inimigos.

A outra foi a Rouxinol, uma arma extremamente ágil, com movimentos visualmente impressionantes e grande capacidade de prejudicar a postura dos adversários.

As duas se complementavam muito bem.

Enquanto uma oferecia possibilidades importantes de sobrevivência, a outra permitia manter uma ofensiva rápida e pressionar constantemente os inimigos.

Essa combinação foi especialmente eficiente durante os confrontos contra chefes.

Em algumas batalhas, consegui aproveitar tão bem as propriedades das armas que determinados adversários tiveram bastante dificuldade para reagir.

Entretanto, isso não significa que a build eliminasse os desafios. Morri inúmeras vezes durante a campanha, principalmente porque os chefes exigem atenção constante e conseguem punir decisões equivocadas.

O mais interessante é que o jogo permite encontrar essas combinações de maneira natural, conforme experimentamos os equipamentos e compreendemos suas propriedades.

Amuletos podem transformar completamente uma estratégia

Os amuletos acrescentam outra camada importante de personalização.

Começamos com dois espaços disponíveis, mas podemos ampliar essa quantidade até seis conforme desenvolvemos Soul.

Esses acessórios oferecem vantagens bastante variadas. Existem opções que aumentam o dano, melhoram atributos, ampliam a quantidade de Sha-Chi, favorecem sua recuperação ou modificam propriedades específicas dos ataques.

Durante minha campanha, utilizei principalmente amuletos que favoreciam uma abordagem ofensiva.

Experimentei acessórios que aumentavam o dano de diferentes tipos de armas e outros que melhoravam a obtenção de poeira vestigial.

Entretanto, um dos exemplos mais interessantes surgiu com a espada que utilizava para recuperar vida.

Originalmente, sua propriedade funcionava contra inimigos humanos. Ao encontrar um amuleto específico, consegui ampliar essa vantagem para atingir também os manequins.

Isso fez uma diferença enorme na minha build, porque eliminou uma limitação importante da arma.

É um excelente exemplo de como Phantom Blade Zero permite construir estratégias que vão além de simplesmente aumentar números de dano.

Os amuletos podem complementar propriedades específicas dos equipamentos e transformar a maneira como utilizamos determinadas armas.

Evolução de armas e têmpera anímica recompensam a exploração

O sistema de progressão também merece destaque pela liberdade que oferece.

As armas podem ser melhoradas utilizando materiais encontrados em baús, durante a exploração e como recompensas por diferentes atividades.

Além desses materiais, precisamos de poeira vestigial, recurso que também possui importância no desenvolvimento do personagem.

Como algumas armas compartilham materiais, é possível que encontremos um equipamento interessante sem possuir recursos suficientes para melhorá-lo imediatamente.

Felizmente, Phantom Blade Zero permite redefinir melhorias e recuperar materiais investidos anteriormente.

Nos primeiros níveis, esse processo é especialmente simples. Em estágios mais avançados, pode exigir itens específicos, mas encontrei esses recursos com frequência suficiente para experimentar diferentes combinações sem grandes dificuldades.

Também existe a possibilidade de salvar antes de realizar uma mudança importante e retornar ao estado anterior caso o resultado não agrade. Essa flexibilidade incentiva a experimentar.

Em vez de obrigar o jogador a permanecer com uma arma por medo de desperdiçar materiais, o sistema oferece condições para descobrir novas possibilidades. Além disso, a Loja vai reunindo todos os tipos de itens que você encontra durante a jornada ao descobrir mercadores. Ao invés de ter que voltar até eles, a loja fica fixa no sino. O mesmo para a forja e muito mais.

A qualidade de vida do jogo é bem grande.

A têmpera anímica pode transformar uma arma por completo

As armas podem ser desenvolvidas normalmente até o nível 30. Entretanto, a progressão não termina nesse ponto. A têmpera anímica permite realizar transformações especiais utilizando materiais encontrados durante a aventura.

Dependendo da arma, esse processo pode modificar profundamente suas propriedades, acrescentar funcionalidades e até alterar seu nome.

Algumas dessas melhorias estão associadas a desafios opcionais particularmente importantes. Durante minha campanha, por exemplo, passei bastante tempo procurando os materiais necessários para realizar a têmpera anímica da Rouxinol. Eu já conseguia visualizar os benefícios daquela evolução, mas não encontrava o recurso necessário.

Somente depois de explorar uma região opcional e descobrir uma atividade relacionada à narrativa consegui obter o material que procurava. A sensação foi excelente porque a recompensa estava diretamente ligada a uma escolha que fiz durante a exploração.

E essa é uma das grandes qualidades de Phantom Blade Zero: o conteúdo opcional frequentemente oferece algo que modifica de verdade nossa maneira de jogar.

A árvore de habilidades de Soul também possui desafios próprios

Além das armas, Soul conta com uma árvore de evolução que permite desenvolver diferentes capacidades ao longo da campanha. Essa progressão utiliza poeira vestigial e materiais especiais encontrados durante a jornada.

Algumas melhorias também dependem do avanço da narrativa ou de itens obtidos em desafios opcionais. Entre esses recursos estão os Corações Banyan, associados a atividades que podem levar o jogador a confrontos particularmente exigentes.

Em algumas dessas situações, entramos em uma dimensão diferente e precisamos enfrentar inimigos poderosos, incluindo chefes que já encontramos anteriormente. O desafio se torna ainda mais interessante quando dois desses adversários aparecem simultaneamente. São batalhas que exigem adaptação e domínio do sistema de combate, mas oferecem recompensas importantes para a evolução de Soul.

Outro detalhe interessante é que Phantom Blade Zero não utiliza um sistema tradicional de armaduras ou peças de proteção. As roupas possuem função cosmética, enquanto as principais decisões relacionadas à build ficam concentradas nas armas, amuletos e habilidades.

Novas vestimentas também podem ser desbloqueadas após concluir a campanha, ampliando as opções de personalização visual.

Os chefes estão entre os melhores desta geração

Se o combate já impressiona contra os inimigos comuns, é nas batalhas contra chefes que Phantom Blade Zero alcança seu melhor momento. Esses confrontos possuem uma combinação excepcional de apresentação visual, criatividade, dificuldade e variedade de movimentos.

Cada chefe apresenta características próprias, exigindo que o jogador observe padrões, reconheça oportunidades e adapte sua estratégia. Algumas batalhas incluem momentos cinematográficos e comandos contextuais que lembram grandes produções de ação, como God of War.

Outras exigem uma abordagem mais cuidadosa, com atenção especial à defesa e à escolha do momento certo para atacar. A criatividade desses confrontos também me lembrou algumas das melhores batalhas de Black Myth: Wukong.

Entretanto, Phantom Blade Zero possui uma identidade própria, especialmente pela velocidade das ações e pela maneira como as diferentes armas influenciam os confrontos.

Hellwalker oferece desafios que exigem paciência

Realizei minha campanha na dificuldade Hellwalker, a mais alta disponível na primeira jornada. Nessa configuração, os chefes apresentam comportamentos mais agressivos e determinadas adaptações que tornam os confrontos mais exigentes.

A proposta de inimigos que reagem de maneira mais inteligente ao jogador é interessante, embora eu não considere que represente uma revolução em relação a outros grandes jogos de ação. O que realmente faz diferença é a qualidade dos movimentos e a necessidade de aprender a responder corretamente a cada situação.

Um exemplo marcante acontece no confronto contra a Máscara de Ouro, personagem que já havia aparecido em materiais de divulgação. Esse encontro é extremamente difícil e exige uma abordagem diferente daquela utilizada contra inimigos comuns. Em determinados momentos, precisamos esperar cuidadosamente pela oportunidade de atacar, respeitando as características do adversário.

Foi uma das batalhas que mais exigiram de mim durante a campanha. Entretanto, depois de superar esse desafio, tive a sensação de compreender muito melhor aquilo que Phantom Blade Zero esperava do jogador.

A luta acabou funcionando como uma preparação importante para os confrontos seguintes. Essa é uma característica que aprecio bastante em jogos de ação: desafios que parecem enormes inicialmente, mas que se tornam possíveis conforme desenvolvemos nossa habilidade.

Mesmo utilizando uma build poderosa, precisei enfrentar diversos chefes várias vezes antes de conseguir vencê-los. E, quando finalmente conseguia, a sensação de recompensa era excelente.

Missões secundárias e contos tornam a exploração indispensável

Phantom Blade Zero

Phantom Blade Zero organiza suas atividades em três categorias principais. As missões da campanha aparecem identificadas em amarelo e conduzem o jogador pelos acontecimentos centrais da história.

As missões paralelas possuem identificação roxa, enquanto os contos aparecem representados por pequenos livros cinzentos. Essa divisão ajuda bastante a compreender quais atividades estamos realizando e o que podemos esperar de cada uma delas.

Entretanto, o mais importante não é a organização visual, mas a qualidade do conteúdo oferecido.

As missões paralelas frequentemente levam a caminhos diferentes daqueles utilizados na campanha principal. Algumas permitem descobrir regiões inteiras que poderiam passar despercebidas caso o jogador decidisse seguir exclusivamente os objetivos obrigatórios.

Durante minha experiência, encontrei mapas completos, desafios importantes e recompensas que justificaram plenamente o tempo dedicado à exploração.

O conteúdo opcional também influencia o final da história

As missões paralelas possuem importância adicional para quem deseja alcançar o final verdadeiro de Phantom Blade Zero. Conforme descobrimos durante a campanha, concluir grande parte dessas atividades é necessário para acessar determinados desdobramentos da narrativa.

Os contos também merecem atenção.

Embora alguns sejam relativamente simples, outros aprofundam histórias de personagens e acontecimentos do mundo, oferecendo uma perspectiva diferente daquela apresentada pela campanha principal.

Existem ainda atividades que podem influenciar acontecimentos posteriores, incluindo participações e situações relacionadas a confrontos contra chefes.

É muito interessante perceber que uma decisão de explorar determinado conteúdo acabou produzindo consequências em outro momento da aventura.

Isso reforça a sensação de que o mundo responde à curiosidade do jogador.

Uma das melhores utilizações de conteúdo opcional

Outro aspecto que merece elogios é a maneira como Phantom Blade Zero orienta suas atividades. Na maior parte do tempo, conseguimos compreender o que precisa ser feito e onde devemos procurar os próximos objetivos.

O jogo não entrega absolutamente todas as respostas, mas oferece indicações suficientes para evitar que a exploração se transforme em uma sequência de tentativas sem direção.

Existem algumas exceções, especialmente entre os contos, que podem deixar o jogador sem compreender exatamente como continuar. Foi justamente por isso que terminei a campanha com algumas atividades ainda pendentes.

Entretanto, esses casos representam uma parcela pequena do conteúdo. O resultado geral é excelente.

Em muitos jogos, as atividades secundárias parecem existir apenas para aumentar artificialmente a duração. Em Phantom Blade Zero, frequentemente encontramos missões que oferecem histórias interessantes, regiões inteiras, chefes próprios e melhorias relevantes para o personagem.

Algumas dessas atividades possuem qualidade suficiente para parecer conteúdo adicional que poderia ter sido vendido separadamente. Mas estão presentes na aventura principal, recompensando quem decide explorar.

É por isso que considero um erro jogar Phantom Blade Zero apenas seguindo os objetivos obrigatórios. Grande parte de suas melhores recompensas está justamente nos caminhos opcionais.

Uma aventura de 55 horas com muito conteúdo para descobrir

Ao concluir minha campanha, havia acumulado aproximadamente 55 horas de jogo. Nesse período, derrotei mais de 60 chefes, explorei praticamente todas as regiões e realizei a grande maioria das atividades disponíveis.

Ainda restaram alguns contos e pequenos conteúdos que não consegui localizar ou concluir, mas a experiência foi suficientemente extensa para demonstrar a quantidade de possibilidades oferecidas. O mais importante é que não tive a sensação de estar prolongando artificialmente a aventura.

A exploração continuava interessante, novas armas incentivavam experimentos e os desafios opcionais ofereciam recompensas que justificavam o esforço.

Depois de concluir a história, Phantom Blade Zero também disponibiliza o New Game+, permitindo iniciar outra jornada. Novas opções cosméticas podem ser desbloqueadas após o término da campanha, acrescentando mais possibilidades para quem deseja continuar aproveitando o jogo.

Considerando a quantidade de armas, builds e desafios, existe bastante espaço para experimentar abordagens diferentes em uma nova partida.

Vale a pena jogar Phantom Blade Zero?

Phantom Blade Zero é uma experiência especial.

A S-GAME conseguiu construir um jogo que impressiona não apenas pela apresentação, mas principalmente pela qualidade daquilo que oferece quando colocamos as mãos no controle.

O combate é excepcional. A combinação entre parry, esquiva, gerenciamento de Sha-Chi e alternância de armas cria um sistema rápido, profundo e extremamente satisfatório.

Os chefes estão entre os melhores que enfrentei nesta geração. A exploração também merece muitos elogios. E tudo isso acontece dentro de um mundo com uma direção artística extraordinária, acompanhado por uma trilha sonora marcante e efeitos sonoros que tornam cada golpe ainda mais impactante.

Naturalmente, existem problemas. A história é interessante, mas poderia contextualizar melhor determinados acontecimentos anteriores à jornada de Soul. Algumas rosas azuis também prejudicam o ritmo da exploração com registros de áudio excessivamente longos.

O level design, apesar de excelente, apresenta situações pontuais em que barreiras invisíveis ou caminhos mal indicados provocam mortes desnecessárias.

Entretanto, nenhuma dessas limitações conseguiu apagar a impressão extraordinária que Phantom Blade Zero deixou.

É um daqueles jogos que nos lembram por que gostamos tanto de videogames. A habilidade do jogador realmente importa, as recompensas fazem sentido e os confrontos conseguem produzir momentos que permanecem na memória mesmo depois de desligarmos o computador.

A qualidade apresentada pela S-GAME também reforça a importância crescente dos estúdios chineses na indústria. Depois de produções que já demonstraram o potencial desse mercado, Phantom Blade Zero surge como outro exemplo de uma equipe capaz de entregar uma experiência de altíssimo nível.

Terminei a campanha com a sensação de ter conhecido algo realmente especial.

Phantom Blade Zero não é apenas um dos melhores jogos de 2026. Para mim, está entre os grandes jogos desta geração, com um sistema de combate que merece ser lembrado por muitos anos.

É tudo isso mesmo?: Phantom Blade Zero é um dos melhores jogos de ação desta geração, entregando um combate excepcional, batalhas de chefes espetaculares e uma direção de arte deslumbrante inspirada no cinema de artes marciais chinês. Sua profunda personalização de armas, exploração recompensadora e excelente conteúdo opcional mantêm a aventura de 55 horas consistentemente empolgante. Embora frustrações ocasionais no design de níveis, algumas deficiências narrativas e problemas de desempenho no PC o impeçam de atingir a perfeição, a S-GAME criou uma experiência extraordinária que se posiciona entre os melhores jogos de 2026. – M@xpay

9.5
von 10
2026-10-25T21:02:16-03:00

Agradecemos à S-GAME pelo envio antecipado das versões de PC e PlayStation 5 para análise.

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