EXCLUSIVO! The Witcher 3: Songs of the Past promete uma história digna dos contos de Sapkowski

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Nova expansão de The Witcher 3 vai explorar a relação de Dandelion e Geralt

Songs of the Past é a última expansão de The Witcher 3, anunciada 11 anos após o lançamento do jogo original. Desta vez, sob os cuidados da Fool’s Theory, estúdio formado por ex-desenvolvedores da CD Projekt Red, a expansão levará os jogadores à inédita região de Letten, cenário de uma nova jornada de Geralt de Rívia.

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Anunciada durante a Opening Night Live 2026, Songs of the Past não apenas marca o retorno de Geralt aos games, como também promete estabelecer uma transição natural e contextual para a nova trilogia da franquia, que terá Ciri como protagonista.

Diante disso, o Combo Infinito teve a oportunidade de conversar com representantes da Fool’s Theory e da CD Projekt Red sobre a expansão. Durante a entrevista com Philipp Weber (diretor de narrativa da CD Projekt Red), Marcin Blacha (vice-presidente e diretor de história da CD Projekt Red) e Aleksandra Motyka (roteirista principal da Fool’s Theory), descobrimos mais sobre o que está no centro dessa nova aventura de Geralt, além da intenção dos desenvolvedores de aproximar a narrativa do estilo dos contos de Andrzej Sapkowski.

Sem me alongar mais, confira nossa entrevista completa abaixo.

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1. A Fool’s Theory é o estúdio responsável por proporcionar a Geralt de Rívia uma última jornada. Como surgiu a ideia de desenvolver Songs of the Past e de quem partiu a iniciativa?

Aleksandra Motyka (AM):

“Quando a ideia da expansão começou a ser discutida, lá atrás, quando eu ainda trabalhava na CD PROJEKT RED, ficamos super entusiasmados e não demoramos nada para apresentar um conceito para a história. Era um sentimento comum entre a equipe de roteiristas de que já estava na hora de focar na amizade entre Geralt e Dandelion.

Juntando as peças da ideia para a história naqueles anos, os roteiristas e os designers de missões, liderados por Philipp Weber, trabalharam juntos em perfeita harmonia. Estávamos inspirados e empolgados com a história.

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Agora essa energia vibrante foi reacendida na equipe da Fool’s Theory. Os roteiristas daqui têm um domínio excelente sobre o estilo de escrita de The Witcher e este projeto, nossa empreitada conjunta, está recebendo muito amor e dedicação. Espero que os jogadores consigam sentir essas boas vibrações e guardem Songs of the Past com carinho, assim como nós.“

Philipp Weber (diretor de narrativa da CD Projekt Red):

“Voltar para The Witcher 3 foi uma ótima oportunidade para nós, especialmente por ser uma chance de ensinar alguns dos nossos membros mais novos. Há um tom específico em The Witcher que precisamos sempre acertar, e como preparação para The Witcher 4, não poderia haver nada melhor.

Então, a ideia sempre foi fazer dessa nova história uma carta de amor — para os personagens de Geralt e Dandelion, mas também para os contos de Andrzej Sapkowski. Estamos contando uma história pessoal em uma atmosfera de interior, inspirada pelo Romantismo polonês. De certa forma, queríamos resgatar a sensação do Ato 4 de The Witcher. Algumas das lições que aprendemos trabalhando na versão inicial de Songs of the Past também acabaram na nova missão que lançamos para a Atualização de Nova Geração de The Witcher 3 em 2022, ‘Na Sombra do Fogo Eterno’.

E como a Aleksandra disse, retornar a Geralt e Dandelion ficou claro desde o início. Antes mesmo de a expansão estar em desenvolvimento, era um sentimento popular que queríamos um dia mergulhar nessa amizade novamente. Dandelion costumava ser em grande parte como alívio cômico nos jogos, mas achamos que ainda havia um elemento do personagem dele vindo dos livros que queríamos capturar. O verdadeiro motivo pelo qual ele e o Geralt são amigos tão chegados.

Não apenas por ele ser um bom companheiro para se ter por perto, mas porque Dandelion é o lembrete de Geralt de que ele é humano. Ele é o amigo capaz de confrontar Geralt sobre os sentimentos que ele próprio às vezes tenta negar, como fez em ‘Um Pequeno Sacrifício’. Esse é o Dandelion que sentimos que foi subutilizado, e queríamos trazê-lo de volta.“

2. Songs of the Past levará os jogadores à inédita região de Letten. Quais foram as principais inspirações para a criação desse novo cenário? Considerando a atmosfera vibrante de Toussaint, quais semelhanças e diferenças os jogadores podem esperar entre as duas regiões?

Marcin Blacha (vice-presidente e diretor de história da CD Projekt Red):

“Letten se assemelha a Toussaint de algumas maneiras. É uma terra de abundância e felicidade, mas que abriga seus próprios segredos. No entanto, é aí que as semelhanças terminam.

Onde Toussaint era uma terra de contos de fadas, Letten é mais realista. Toussaint é o domínio dos cavaleiros, enquanto em Letten são os agricultores que se destacam. A paisagem de Letten é inspirada no interior do sul da Polônia, perto da fronteira com a Eslováquia, mas também incorpora elementos que são quintessencialmente poloneses, como salgueiros margeando os rios.“

Aleksandra Motyka (roteirista principal da Fool’s Theory):

“O cenário de Toussaint é visualmente marcante; a arquitetura, o estilo, tudo é impressionante e épico. É direto de poemas heróicos e lendas floridas sobre amantes cruzados pelas estrelas. Em contrapartida, Letten é um lugar bucólico, calmo e feliz.

As paisagens são doces e suaves: os prados, árvores em flor, colinas verdes onduladas — tudo isso é calmante para os olhos. Histórias do cotidiano se encaixam bem nisso, e é assim que nossa aventura começa. Geralt e Dandelion sentados na estalagem, tomando cerveja de mel, conversando sobre a vida e outras coisas. Não é tão frequentemente que eles têm tempo para relaxar, mas em Letten as pessoas vivem assim: pacíficas e contentes.

Como mais tarde a história toma um rumo muito mais sombrio, acabaremos sentindo falta dessa beleza simples e inocente da natureza.“

3. Dando continuidade à questão anterior, o que Letten oferecerá aos jogadores em termos de jogabilidade, exploração e atividades? Além disso, qual será a duração estimada dessa última jornada de Geralt em The Witcher 3?

Marcin Blacha (MB):

“Acima de tudo, a aventura em Letten é centrada em uma história nova e imersiva. Como sempre, o jogo também contará com missões secundárias e atividades paralelas — alguém quer jogar Gwent? Então haverá muito para os jogadores descobrirem.”

4. Songs of the Past leva Geralt a uma jornada cheia de mistério, ao mesmo tempo em que aprofunda sua relação com Dandelion, conforme revelado durante a Gamescom. Você poderia detalhar esse arco de história e veremos outros rostos conhecidos?

Aleksandra Motyka (AM):

“Dandelion era frequentemente visto como uma borboleta social; um cara irresponsável, mas engraçado, o que funcionava bem como uma maneira fácil de tornar o contraste entre ele e o Geralt mais marcante. Mas, na verdade, ele nunca foi um personagem superficial. Há muitos momentos muito poderosos e comoventes que mostram sua integridade e coragem, por exemplo, a cena do interrogatório em que Rience o torturou, mas sem sucesso (em O Sangue dos Elfos, de Andrzej Sapkowski).

Queremos mostrar Dandelion como um personagem complexo pego no momento de uma crise de identidade. Como seu melhor amigo, Geralt quer apoiá-lo — mas em meio a uma bagunça de emoções emaranhadas, mistérios e conflitos morais, é realmente difícil dizer o que significa ser um melhor amigo. Quando Dandelion está em grave perigo, o primeiro instinto de Geralt é salvá-lo. Mas e se Dandelion não quiser ser salvo? E se ele quiser fazer as coisas do jeito dele? O que Geralt deve fazer? Confiar em Dandelion parece arriscado. Mas, ao ser guiado exclusivamente por sua própria opinião, Geralt pode — por sua vez — perder a confiança de Dandelion. É difícil, exatamente como queremos que seja.

No entanto, não queremos tornar essa aventura com Dandelion inteiramente séria e sombria. Não há intenção de despojá-lo de sua personalidade colorida, de seu estilo brilhante de falar, de sua centelha. Dandelion é um personagem muito cativante e queremos fazer jus a ele. Explorar essa parceria nos permite mostrar o melhor e o pior da relação deles.

Às vezes temos um momento aconchegante de mútua compreensão, calor humano e piadas amigáveis. Às vezes temos diálogos devastadores que desafiam a amizade deles e os fazem encarar a verdade sobre suas próprias falhas. Combinado, isso nos dá uma história emocionalmente verdadeira sobre uma relação profunda, daquelas que fazem de Geralt quem ele é.“

5. Tanto o jogo base quanto as expansões Hearts of Stone e Blood and Wine se destacaram pela qualidade de suas missões secundárias. O que os jogadores podem esperar de Songs of the Past nesse aspecto? Além disso, como a Fool’s Theory pretende preservar o legado narrativo de The Witcher 3 e, ao mesmo tempo, trazer novas experiências para os fãs?

Aleksandra Motyka:

“Eu amo escrever missões secundárias! Elas são sempre muito queridas por nós e por outras equipes narrativas, porque é onde temos a maior liberdade criativa. Como são sempre centradas em um dos NPCs importantes, é uma ótima oportunidade para aprofundar a relação entre eles e o Geralt. E cada nova relação nos mostra o personagem do Geralt sob um ângulo diferente. Passamos a conhecê-lo melhor, o que ajuda a nos engajarmos totalmente em cenas emocionais e momentos dramáticos em que o Geralt precisa tomar decisões difíceis.

Essas missões enriquecem a história principal, o mundo e a tradição (lore). Em Songs of the Past, os jogadores encontrarão muitas missões secundárias envolventes e outros conteúdos narrativos opcionais. Espero que gostem, e observar como as missões secundárias se alternam com a história principal será muito gratificante.“

Philipp Weber:

“Missões secundárias são o nosso pão de cada dia. É o que torna a exploração de um jogo de The Witcher emocionante: a ideia de que, atrás de qualquer canto, você não encontrará apenas ‘conteúdo’ repetitivo que serve apenas para mantê-lo ocupado, mas há a chance de esbarrar em uma grande história.

Sempre foi importante para nós não criarmos ‘regras’ rígidas para missões secundárias, ou modelos que os jogadores eventualmente comecem a reconhecer. A única regra é que ela deve ser atraente. Seja através dos personagens, das escolhas difíceis ou da jogabilidade. É uma filosofia de design que prezamos durante The Witcher 3, e que mantemos até hoje, incluindo em Songs of the Past.“

6. Visualmente, Songs of the Past está impressionante. Como tem sido trabalhar com a REDengine, utilizada em um jogo lançado há 11 anos? Considerando que a Fool’s Theory já trabalha com a Unreal Engine 5, a possibilidade de utilizar essa tecnologia na expansão chegou a ser discutida durante o desenvolvimento?

Aleksandra Motyka:

“Eu conheço esta engine há muitos anos, então para mim é como voltar para casa. Ela não é perfeita, mas o que é? Já estou meio acostumada com os caprichos dela. Os elementos da engine que os roteiristas usam também são bem simples de manusear.

No aspecto visual, ver o jogo ficar cada vez mais bonito é muito gratificante e nos mantém inspirados. Nos estágios iniciais da produção, vemos apenas cabeças falantes, blocos, texturas, e é preciso muita imaginação para prever o efeito final. Depois, ela vai tomando forma lentamente, ficando cada vez mais adorável, e então acelera a ponto de, a cada poucos dias jogando nossas missões, ficarmos cada vez mais pasmos com a qualidade. Estamos impacientes e orgulhosos ao mesmo tempo.“

Philipp Weber:

“Para criar uma experiência autêntica de The Witcher 3, também precisamos usar a tecnologia de The Witcher 3. Foi ótimo para muitos de nós retornar a essas ferramentas dos primeiros dias.

Havia o receio de que, após anos trabalhando na versão do REDengine que fizemos para Cyberpunk 2077 (que é drasticamente diferente da versão usada em The Witcher 3), teríamos esquecido muitos dos truques que usávamos antigamente, mas a memória muscular voltou imediatamente. Isso, combinado com as atualizações da engine, como o ray tracing, essencialmente transformou nosso REDengine mais antigo em uma ferramenta moderna. Para mim, foi um ótimo período.“

7. Em Songs of the Past, Geralt terá à disposição uma nova arma: as correntes. A expansão explicará como ele passou a utilizá-las? Além disso, o que motivou a decisão de resgatar uma arma que apareceu na cinematográfica de abertura do primeiro The Witcher?

Philipp Weber:

“Não queremos estragar os detalhes de como o Geralt obteve a arma, mas finalmente introduzir a corrente como um item utilizável era o desejo de muitos de nós.

Sempre que um jogo de The Witcher era lançado após o primeiro, as pessoas nos perguntavam quando poderiam finalmente usar a corrente que o Geralt usou contra a estriga. Então é uma ideia que surgiu repetidas vezes; a única coisa que faltava era a faísca sobre como executá-la, o motivo para realmente nos dedicarmos a isso. Graças a Songs of the Past, agora podemos finalmente fazer isso, e isso deixa muitos de nós muito felizes!“

8. Geograficamente, a região de Letten está localizada próxima a Kovir, onde parte da jornada de Ciri acontecerá em The Witcher 4. Assim, considerando essa proximidade, como Songs of the Past estabelecerá uma conexão entre a história de Geralt e a nova trilogia protagonizada por Ciri? O que os fãs podem esperar dessa transição?

Philipp Weber:

“O mais importante para nós é que Songs of the Past pareça com um dos contos de Andrzej Sapkowski. Portanto, queríamos garantir que ele possa se sustentar totalmente por si só, ao mesmo tempo em que se conecta naturalmente ao restante de The Witcher 3 — afinal, é uma expansão do jogo! Quanto à localização, Letten fica no nordeste de Redânia, o mesmo país de Novigrad.“

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