Análise | Bioshock: The Collection é sua chance de viver uma experiência única

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O mundo dos games tem um charme diferenciado de tantas outras mídias do entretenimento, pois possui um poder de mudança incrível. Nascem jogos que simplesmente moldam o futuro da indústria e nos últimos anos vimos o quanto a série Bioshock influenciou outros títulos com sua narrativa diferenciada, profunda, marcante. Sem falar da ambientação e exploração, cheia de minúcias de um jeito único.

Quem jogou Bioshock lá em 2007 (já faz quase 10 anos!), teve o privilégio de ver esse fenômeno nascendo numa época que os FPS estavam cansados, muito parecidos uns com os outros. Talvez Bioshock tenha sido o motivo de hoje, quase não falarmos mais que um FPS é igual ao outro, pois sabemos o quanto pode ser feito com esse tipo de visão, graças a Irrational Games, hoje extinta, infelizmente. Ken Levine e suas ideias para Bioshock foram totalmente bem moldadas e ele conseguiu criar três clássicos de uma única vez.

Seja bem vindo a Rapture, de novo

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Então, quase dez anos depois, quem jogou possui a chance de re-jogar e quem não jogou tem um motivo a mais pra ficar de olho no pacotão que a 2K criou com os três Bioshocks de uma só vez. Como se não bastasse, Bioshock: The Collection ainda traz todos os DLCs lançados em todos os títulos, o que sozinho já vale uma revisitada à Rapture.

Os três games possuem uma resolução maior, rodando agora em 1080p em seu lançamento para PS4, Xbox One e PC. É possível ver uma melhora considerável nas texturas, uma fluidez muito maior nos movimentos e efeitos. Quem já jogou nos consoles da geração passada verá uma diferença bem legal de uma versão para a outra, enquanto que quem jogou no PC verá uma diferença menor. Quase não se vê slowdowns ou texturas em baixa qualidade e a jogabilidade é a mesma de sempre. Ou seja, são três jogos incríveis esperando por você.

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Entendendo o Fenômeno

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Bioshock 1 foi um choque pra comunidade gamer, com um jogo que fazia você usar as duas mãos, uma para soltar magias e outra para armas no geral. Você cai no meio do Oceano Atlântico e vê um local no meio do mar, com uma faixa, quase que lhe dando boas vindas, dizendo que naquele lugar não haviam deuses, somente homens. A partir daí o jogador entra num misterioso lugar chamado Rapture, que possui crenças e formas próprias de se viver, além das Little Sisters, pequenas menininhas com cara de boazinhas, que na verdade estão em busca do sangue daqueles que estão mortos espalhados em Rapture, que elas chamam de anjos. A história por trás disso tudo é fenomenal, acredite.

O jogo já trazia consigo conceitos de exploração que deixa qualquer um na ânsia para jogar mais e mais em busca de mais itens, seja nas lixeiras, nos cadáveres, nas máquinas, em tudo que pode ser hackeado. São diversas possibilidades. Com uma história sensacional, ficamos conhecendo Andrew Ryan e sua turma, todos malucos de pedra se achando gênios por não quererem viver a vida que todo mundo leva. Mas sempre fiquei na dúvida se os malucos eram eles ou nós.

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Bioshock 2, lançado em 2010, elevou a experiência ao nos deixar jogar na pele de um Big Daddy, a criatura que cuida das Little Sisters, e se passa após os eventos de Bioshock 1. O game segue a risca muito do que vimos no primeiro jogo, porém jogar como um Big Daddy é totalmente diferente, já que era possível andar fora dos locais protegidos de Rapture, não havendo dano por estar debaixo d’água e podendo usar muitas armas e bugigangas diferentes.

Sua principal preocupação agora é entender o seu passado, como foi parar ali, porque deve proteger as Little Sisters e fugir ou enfrentar as Big Sisters. O enredo e a jogabilidade ganharam muita melhorias e Bioshock 2 se tornou um clássico, assim como o primeiro game.

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Em 2013 foi a vez de Bioshock Infinite, uma prequel que se passa antes dos acontecimentos dos dois primeiros jogos e que possui muitas características próprias, quase que uma reinvenção da série. Sai Rapture, entra Columbia, uma cidade construída no céu. Você joga na pele de Booker e vai interagir com diversos personagens memoráveis, dentre eles uma linda jovem chamada Elisabeth.

Bioshock Infinite recebeu muitos prêmios e foi extremamente elogiado por seu visual, mecânica, jogabilidade e história, uma das melhores da série que cria vários laços com tudo que vimos nos primeiros jogos, por mais incrível que isso possa se parecer, já que tudo ocorre em Columbia.

A Remasterização que muitos pediram

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Bioshock The Collection é uma remasterização de peso, que traz tudo que há de melhor na série Bioshock em um único pacote. Todos os games tem seus DLCs no mesmo disco, o que quer dizer que você poderá jogar Minerva’s Den em Bioshock 2 e Burial at the Sea em Bioshock Infinite, o pacote de DLC que faz uma real ponte entre tudo que vimos em Infinite e o primeiro Bioshock. Além do conteúdo de primeira, o jogo conta com gráficos bem melhores que suas versões originais, com texturas mais bonitas e resolução em 1080p, com ótimo frame rate. Uma pena que Bioshock 2 não traga os elementos de multiplayer, que só existiam naquela versão, o que acaba deixando a coleção com uma pequena, mas importante mancha.

Ou seja, se você nunca jogou Bioshock, essa é a sua chance de comprar tudo por um preço bem chamativo, já que se trata de três dos melhores jogos de todos os tempos, sem exagero. E visto que não teremos nada de Bioshock num futuro próximo, este pacote se torna ainda mais obrigatório por trazer tantos momentos únicos e que lhe farão questionar porque a 2K não pensa em criar nada relacionado a franquia nos tempos de hoje.

Sem dúvida nenhuma, se remasterizações fossem feitas como neste pacote, ninguém reclamaria mais delas.

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