Lina Khan, ex-presidente da FTC, criticou a Microsoft pela alta do Game Pass
A recente mudança de preços e de camadas de assinatura do Xbox Game Pass reacendeu o debate sobre concentração no mercado de jogos. Em publicação nas redes sociais, Lina Khan, que presidiu a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA, criticou a Microsoft e associou o reajuste do serviço à aquisição da Activision Blizzard.
Segundo Khan, a consolidação impulsionada por grandes fusões tende a ser acompanhada por aumentos de preço e cortes de pessoal, com efeitos negativos tanto para consumidores quanto para estúdios. Para ela, empresas dominantes acabam “grandes demais para se importar”, tomando decisões sem temer reações do mercado.
Durante sua gestão, a FTC tentou bloquear o negócio de cerca de US$ 69 bilhões, alegando riscos competitivos. Em 2023, porém, a Justiça negou o pedido de liminar do órgão, e, meses depois, a agência encerrou os recursos administrativos contra a transação. A tese de que a Microsoft tornaria franquias da Activision exclusivas também foi enfraquecida no processo, com o tribunal observando que exclusividade é prática comum na indústria e mais presente em outros fabricantes.
Novas faixas de preço do Game Pass
Com o novo sistema, a Microsoft passou a oferecer três opções principais:
- Game Pass Essential: R$ 43,90/mês: catálogo com “50+” jogos para console, PC e nuvem, além do multiplayer online.
- Game Pass Premium: R$ 59,90/mês: “200+” jogos e inclusão de títulos próprios dentro de até um ano após o lançamento.
- Game Pass Ultimate: R$ 119,90/mês: “400+” jogos e lançamentos day one, além de benefícios extras como EA Play e outros.
Após o anúncio, Sarah Bond, presidente do Xbox, afirmou que o Game Pass teve um recorde de US$ 5 bilhões em vendas no último ano fiscal e que o programa é lucrativo. Ela destacou ainda que, à medida que mais estúdios entram no serviço, os pagamentos aos criadores aumentam.
O que está em jogo
De um lado, críticos associam o reajuste à maior concentração de poder após a compra da Activision Blizzard; do outro, a Microsoft sustenta que o Game Pass continua sustentável, com mais conteúdo e repasses crescentes a parceiros. Para os jogadores, a discussão se traduz em custo-benefício: acesso imediato a grandes lançamentos versus assinaturas mais caras e catálogos fragmentados por níveis.
Assim, resta saber se a pressão regulatória e a reação do público vão influenciar os próximos passos do serviço.
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Fonte: Insider Gaming











