Final Fantasy Resonance Review: Square Enix acerta com o HD-2D, mas deixa Brasil de lado mais uma vez

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Com uma história resgatada de Brave Exvius, o novo RPG recupera a identidade clássica de Final Fantasy e mostra que a Square Enix pode explorar caminhos mais simples para sua principal franquia

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A Square Enix passou os últimos anos apostando em produções cada vez mais ambiciosas para a franquia Final Fantasy. Jogos como Final Fantasy VII Remake e Final Fantasy XVI mostram até onde a empresa consegue chegar quando investe em grandes produções, mas também levantam uma questão importante: será que todo novo Final Fantasy precisa seguir esse caminho?

Essa é uma discussão que já tivemos algumas vezes no Combo Infinito. Com os custos de desenvolvimento cada vez maiores, acredito que a Square Enix deveria explorar mais a franquia com projetos menores, capazes de entregar boas histórias e sistemas interessantes sem depender de gráficos hiper-realistas ou produções gigantescas.

Por isso, quando Final Fantasy Resonance foi anunciado, fiquei bastante interessado na proposta. O jogo recupera a primeira grande história de Final Fantasy Brave Exvius, originalmente lançado para dispositivos móveis, e a transforma em uma aventura independente, com começo, meio e fim, apresentada no formato HD-2D.

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Recebemos o jogo antecipadamente da Square Enix e tivemos bastante tempo para conhecer essa nova versão. Nossa análise foi realizada no PC, tanto em uma máquina principal com resolução 4K quanto no ROG Ally Z1 Extreme. Ao todo, foram aproximadamente 55 horas de jogo, incluindo a campanha e uma boa quantidade de atividades opcionais.

Depois dessa jornada, fica a sensação de que a Square Enix acertou ao apostar em um Final Fantasy mais tradicional. Entretanto, o retorno às origens também trouxe algumas características que, na minha opinião, poderiam ter evoluído um pouco mais.

Uma nova maneira de conhecer a história de Brave Exvius

Final Fantasy Resonance não é simplesmente uma versão de Final Fantasy Brave Exvius com gráficos melhores. A proposta é revisitar a primeira grande história daquele jogo e reconstruí-la em um formato pensado para uma experiência tradicional de RPG, sem depender da estrutura original de um jogo para celulares.

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A aventura acompanha Rain, Lasswell e Fina, personagens envolvidos em uma história que passa por conflitos entre reinos, guerras e acontecimentos ligados aos cristais, elementos bastante familiares para quem acompanha Final Fantasy há muitos anos.

Não vou entrar em detalhes sobre os acontecimentos iniciais porque acredito que parte da graça está justamente em descobrir como esses personagens se encontram e como a história começa a se desenvolver. Mesmo com uma demonstração disponível para o público, preferi preservar as principais surpresas da aventura.

Eu nunca tinha acompanhado de verdade Final Fantasy Brave Exvius. Por isso, foi interessante conhecer essa história sem ter uma relação anterior com o jogo mobile. E considero que essa é uma das decisões mais acertadas da Square Enix: aproveitar uma narrativa que muitos jogadores de consoles e PC provavelmente não conheceram.

O roteiro funciona muito bem dentro da proposta. A história consegue manter nosso interesse, os personagens são carismáticos e existe uma boa relação entre os protagonistas. Conforme avançamos, suas personalidades ficam mais evidentes, especialmente pela maneira como conversam e reagem aos acontecimentos.

Não estamos diante de uma revolução narrativa para a franquia, mas de uma história que sabe trabalhar seus personagens e oferece motivação suficiente para continuar explorando o mundo. As missões secundárias também contribuem para isso, algo que vamos abordar mais adiante.

O resultado é um Final Fantasy que recupera aquela sensação de acompanhar um grupo de aventureiros em uma jornada clássica, com reinos, perigos, cristais e personagens que vão ganhando importância conforme a história avança.

O HD-2D de Final Fantasy Resonance mostra uma evolução interessante

O visual HD-2D já se tornou uma característica importante de algumas produções da Square Enix. A mistura de personagens em pixel art com cenários tridimensionais consegue recuperar a identidade dos RPGs antigos, mas com recursos de iluminação, profundidade e apresentação que não eram possíveis naquela época.

Sempre gostei dessa proposta, embora tenha algumas críticas à maneira como ela foi utilizada em determinados jogos da empresa. Nos Dragon Quest em HD-2D, por exemplo, considero que a apresentação poderia ir um pouco além, especialmente nas animações. Mesmo reconhecendo que são jogos bonitos, muitas vezes fico com a sensação de que existe espaço para trabalhar melhor a movimentação dos personagens e a composição dos cenários.

Octopath Traveler também é um ótimo exemplo de como essa estética pode funcionar, com uma direção artística que considero especialmente bonita. Ainda assim, acredito que o formato permite abordagens diferentes, e Final Fantasy Resonance encontra uma combinação que me agradou bastante.

Aqui, os personagens em sprites se movimentam por cenários tridimensionais que possuem um acabamento muito interessante. As cidades são bonitas, os ambientes têm bastante personalidade e as animações ajudam a dar mais vida à aventura.

O resultado é uma apresentação que consegue ser clássica sem parecer excessivamente presa ao passado. Não significa que a Square Enix tenha reinventado o HD-2D, mas acredito que Resonance representa um caminho interessante para os próximos jogos que utilizarem esse estilo.

As batalhas também merecem destaque visual. Os efeitos dos golpes e, principalmente, as animações especiais das Visions são muito bonitos. Algumas dessas sequências conseguem transformar um confronto tradicional por turnos em um espetáculo visual, especialmente quando personagens conhecidos da franquia entram em cena. É o tipo de apresentação que eu gostaria de ver mais vezes em jogos desse formato.

Desempenho no PC e no ROG Ally Z1 Extreme

Nossa experiência técnica com Final Fantasy Resonance foi bastante positiva, até por ser um jogo “mais simples”. Jogamos no PC em resolução 4K com tudo no mais alto e não encontramos problemas relevantes de desempenho durante a aventura. A exploração das cidades, as dungeons e os combates funcionaram muito bem, sem dificuldades que prejudicassem a experiência.

Também passei bastante tempo jogando no ROG Ally Z1 Extreme. Mesmo utilizando configurações gráficas elevadas, o jogo apresentou um bom funcionamento no portátil, o que acabou combinando perfeitamente com a proposta de um RPG tradicional. Em vários momentos, eu continuava a campanha antes de dormir ou aproveitava algum tempo livre para explorar mais uma dungeon e completar missões. É um formato de jogo que funciona muito bem em sessões menores, principalmente porque permite interromper a aventura e retomá-la depois.

Tenho apenas uma observação sobre a apresentação no PC. Mesmo em 4K, fiquei com a impressão de que a imagem poderia apresentar um pouco mais de definição em determinados momentos. Não é algo que comprometa o visual, mas acredito que exista espaço para melhorar esse aspecto. De qualquer forma, considerando os equipamentos utilizados, o desempenho foi um dos pontos mais tranquilos de toda a análise.

Trilha sonora, dublagem e a ausência de português

A trilha sonora é outro grande acerto de Final Fantasy Resonance. As músicas conseguem transmitir aquela identidade que associamos imediatamente à franquia, seja durante a exploração, nos momentos de história ou nos confrontos. Existem temas familiares e outras composições que eu não reconheci, possivelmente por não ter jogado Brave Exvius anteriormente.

Independentemente da origem dessas músicas, o resultado funciona muito bem. A trilha ajuda a construir a atmosfera da aventura e acompanha a proposta clássica do jogo. A dublagem em inglês também merece elogios. Rain, Lasswell e Fina possuem boas interpretações, que ajudam a transmitir suas personalidades e tornam os diálogos mais interessantes.

Nem todas as conversas são dubladas, especialmente em atividades secundárias, mas os principais momentos da campanha contam com vozes e ganham bastante com isso. Infelizmente, existe um problema importante que precisa ser destacado: Final Fantasy Resonance não possui legendas em português.

Estamos falando de uma das franquias mais importantes da Square Enix, e considero muito difícil justificar que um lançamento desse porte continue chegando ao Brasil sem localização para nosso idioma. Final Fantasy é uma série que depende bastante de sua história, de conversas entre personagens e de informações apresentadas ao longo da exploração. Quando não existe tradução, uma parcela do público simplesmente não consegue acompanhar adequadamente a experiência.

É verdade que Resonance utiliza uma linguagem relativamente mais direta do que alguns Dragon Quest, que costumam trabalhar com uma escrita mais elaborada. Para quem possui alguma familiaridade com inglês, isso pode facilitar a compreensão. Mas essa diferença não resolve o problema. Quem não entende o idioma continua encontrando uma barreira significativa para aproveitar o jogo.

É uma decisão decepcionante porque a Square Enix acertou em tantos outros aspectos da proposta.

Um mundo clássico, com cidades charmosas e exploração recompensadora

A exploração de Final Fantasy Resonance também segue a estrutura tradicional dos RPGs japoneses. Temos um mapa-múndi pelo qual movimentamos nosso grupo para alcançar cidades, cavernas e outros locais importantes. É uma estrutura bastante familiar para quem jogou os primeiros Final Fantasy ou títulos clássicos de Dragon Quest.

As cidades geralmente não são muito grandes, embora algumas ofereçam mais espaço para explorar. Mesmo assim, possuem construções bonitas, personagens com quem podemos conversar e pequenos detalhes que incentivam a curiosidade. Uma coisa de que gostei bastante foi a maneira como o jogo esconde recompensas nesses ambientes. Em vários momentos, podemos caminhar por trás de casas, árvores ou outras estruturas e descobrir baús e itens que não estavam imediatamente visíveis.

São detalhes simples, mas que fazem diferença porque incentivam o jogador a prestar atenção no cenário em vez de apenas seguir diretamente para o próximo objetivo. As dungeons seguem uma filosofia parecida. Encontramos cavernas e outras áreas com caminhos para explorar, inimigos, itens e eventuais desafios adicionais.

Não existe aqui uma grande reinvenção do level design dos RPGs clássicos. Muitas dessas estruturas são exatamente aquilo que esperamos encontrar em um jogo desse gênero. Entretanto,funcionam bem. Algumas áreas oferecem mais possibilidades de exploração do que outras, e a curiosidade de descobrir o que existe em determinado caminho ajuda a manter a aventura interessante.

Essa sensação fica ainda mais evidente quando começamos a nos envolver com as missões paralelas, que frequentemente oferecem novos motivos para visitar regiões e investigar lugares que poderiam passar despercebidos.

Como funciona o combate de Final Fantasy Resonance

O combate de Final Fantasy Resonance é baseado em turnos, com uma estrutura que será imediatamente reconhecida pelos fãs de RPGs clássicos. Cada personagem possui seu momento de agir, e uma linha de tempo na parte superior da tela permite acompanhar a ordem das ações do grupo e dos inimigos. Isso ajuda a planejar ataques, utilizar habilidades e decidir quando é necessário recuperar a equipe.

Alguns adversários também conseguem alterar o ritmo de suas ações, exigindo um pouco mais de atenção durante os confrontos.

Encontros aleatórios e a quebra de postura dos inimigos

Uma característica importante é o retorno dos encontros aleatórios. Os inimigos não ficam necessariamente visíveis enquanto caminhamos pelo mapa-múndi ou por determinadas áreas perigosas. Em vez disso, as batalhas começam conforme exploramos esses locais.

O jogo utiliza um indicador que muda de cor para mostrar a proximidade de um novo encontro. Ele começa em verde, passa pelo amarelo e chega ao vermelho quando uma batalha está prestes a acontecer. É uma maneira de avisar ao jogador que existe um confronto próximo, mas não elimina a frequência dessas interrupções durante a exploração.

A principal novidade do sistema está na maneira como o jogo trabalha a resistência dos inimigos e as oportunidades de realizar ataques adicionais. Além da barra de vida, existe uma barra amarela associada à resistência do adversário. Conforme atacamos e exploramos suas vulnerabilidades, podemos provocar uma quebra, conhecida como Break ou Stagger.

Quando isso acontece, o grupo recebe uma oportunidade de realizar ações extras, ampliando as possibilidades ofensivas e permitindo causar uma quantidade considerável de dano. É justamente nesse momento que algumas das mecânicas mais interessantes do jogo entram em funcionamento.

Visions e Resonance oferecem liberdade para criar estratégias

As Visions são uma das melhores ideias de Final Fantasy Resonance. Durante a aventura, encontramos cristais que permitem obter essas manifestações de personagens de outros jogos da franquia. Entre eles estão figuras bastante conhecidas, como Cloud, além de outros heróis que fazem parte da história de Final Fantasy.

Essas aparições não funcionam apenas como referências para agradar aos fãs. Elas possuem importância direta na personalização dos personagens e na maneira como enfrentamos os inimigos.

Ao equipar uma Vision, o personagem passa a contar com habilidades associadas a ela. Conforme avançamos e desenvolvemos essas possibilidades, novas opções de combate ficam disponíveis, permitindo experimentar diferentes combinações.

Não é exatamente um sistema tradicional de Jobs, no qual simplesmente trocamos a classe de um personagem. Entretanto, existe uma ideia semelhante de modificar suas capacidades e definir como ele vai contribuir para o grupo.

Essa liberdade é muito interessante porque permite adaptar os personagens às necessidades de cada confronto. Podemos explorar habilidades diferentes, buscar combinações mais eficientes e construir estratégias para enfrentar adversários particularmente resistentes.

O poder das Visions nos confrontos contra chefes

As Visions também estão ligadas aos ataques especiais de Resonance, que aparecem como uma das recompensas por aproveitar corretamente as oportunidades criadas pelo sistema de quebra de resistência. Esses golpes possuem animações próprias, muitas vezes espetaculares, e fazem referências diretas aos personagens clássicos da franquia.

Visualmente, são momentos muito bonitos. E, do ponto de vista estratégico, ajudam a transformar confrontos difíceis em situações nas quais conseguimos encontrar uma vantagem importante. É especialmente contra chefes e inimigos mais fortes que o sistema mostra seu potencial. Em algumas batalhas, a combinação correta de habilidades e Visions pode permitir superar adversários que inicialmente pareciam estar acima do nível do nosso grupo.

Acredito que a Square Enix encontrou aqui uma boa base para desenvolver novos sistemas de combate em futuros jogos com essa proposta.

Apesar de todas essas qualidades, o combate também representa uma das minhas principais críticas a Final Fantasy Resonance. E quero deixar claro que não considero o sistema ruim. Pelo contrário, gosto das possibilidades oferecidas pelas Visions, das oportunidades criadas pelo Break e da maneira como os confrontos contra chefes exigem planejamento.

Por que os encontros comuns se tornam repetitivos?

O problema aparece principalmente nas batalhas comuns. Conforme avançamos pela campanha, muitos desses encontros começam a exigir pouca participação estratégica. Mesmo existindo uma boa variedade de inimigos, frequentemente conseguimos vencer simplesmente utilizando ataques básicos, sem precisar explorar todas as ferramentas disponíveis.

O jogo oferece recursos para acelerar os combates, incluindo opções de velocidade e a possibilidade de manter pressionado um botão para repetir ataques automaticamente. Isso ajuda a tornar a progressão mais rápida, mas também cria uma situação curiosa: em determinados momentos, podemos atravessar confrontos inteiros praticamente sem prestar atenção no que está acontecendo.

E é justamente aí que sinto falta de alguma evolução na fórmula. Cresci jogando RPGs clássicos, incluindo Final Fantasy, Chrono Trigger, Chrono Cross e tantos outros títulos importantes do gênero. Tenho muito carinho por esse formato, mas acredito que os combates por turnos podem encontrar maneiras de manter o jogador mais envolvido nas ações.

Jogos como Clair Obscur: Expedition 33 e alguns RPGs de Mario mostram como comandos executados no momento correto, defesas e outras interações podem acrescentar dinamismo aos confrontos. Não estou dizendo que todo RPG por turnos precisa adotar esse modelo. Existe espaço para experiências inteiramente baseadas em decisões estratégicas, e isso faz parte da identidade do gênero.

Entretanto, no caso de Final Fantasy Resonance, considero que os encontros comuns poderiam aproveitar melhor a variedade de habilidades que o próprio jogo oferece. Acelerar uma batalha não é a mesma coisa que torná-la mais interessante.

Os chefes aproveitam melhor o sistema de combate

Felizmente, os chefes e subchefes conseguem oferecer situações bem mais envolventes. Neles, precisamos observar as ações dos adversários, utilizar recursos com cuidado e pensar nas melhores combinações para superar os desafios.

O equilíbrio da dificuldade também funciona bem. Encontrei adversários que exigiram novas tentativas e ajustes na estratégia, mas não tive a sensação de enfrentar situações injustas ou excessivamente frustrantes.

Portanto, o combate possui boas qualidades e funciona durante toda a aventura. Só acredito que poderia ter encontrado uma maneira de tornar os encontros comuns menos automáticos.

Progressão e missões secundárias são grandes acertos

A evolução dos personagens segue uma estrutura relativamente tradicional, mas funciona bem dentro da proposta. Conforme avançamos pela história, desenvolvemos nosso grupo, encontramos novas Visions e ampliamos as possibilidades de combate. Não é um sistema que reinventa a progressão dos RPGs, mas oferece recursos suficientes para experimentar estratégias e preparar a equipe para desafios maiores.

Os chefes ajudam bastante nesse processo, porque exigem que prestemos atenção ao desenvolvimento dos personagens e às habilidades disponíveis. Entretanto, um dos aspectos que mais me agradaram em Final Fantasy Resonance foi a qualidade das missões secundárias. Não completei absolutamente todas as atividades opcionais, mas dediquei bastante tempo a esse conteúdo e fiquei satisfeito com o que encontrei.

Em vários momentos, o jogo consegue despertar aquela curiosidade de continuar explorando. Você encontra uma informação sobre determinado inimigo, descobre que existe um golem em algum lugar ou recebe uma missão que leva a uma região diferente, e acaba querendo descobrir o que existe por lá. Foi exatamente essa sensação que tive durante boa parte da experiência.

Mesmo depois de passar bastante tempo jogando, frequentemente me pegava pensando em continuar uma dungeon, investigar algum local ou descobrir o desfecho de uma missão. As histórias paralelas também são interessantes e ajudam a dar mais vida ao mundo e aos personagens. Não são atividades que existem apenas para aumentar artificialmente a duração da campanha.

Esse é um aspecto em que considero que a Square Enix acertou bastante, especialmente quando comparamos com as críticas que fizemos anteriormente às missões secundárias de Final Fantasy XVI. Em Resonance, o conteúdo opcional conseguiu manter meu interesse e oferecer motivos reais para continuar jogando.

Uma aventura que ultrapassou as 50 horas

Sobre a duração, minha estimativa é que tenha levado aproximadamente 30 a 35 horas para percorrer a campanha principal, embora seja difícil separar esse tempo com precisão porque intercalei constantemente as missões da história com a exploração e as atividades paralelas. No total, o Steam registrou aproximadamente 55 horas de jogo, e ainda havia conteúdo opcional que eu poderia continuar explorando.

Isso mostra que, apesar de sua proposta visual mais simples, Final Fantasy Resonance não é necessariamente uma aventura pequena. Existe bastante coisa para fazer, principalmente para quem gosta de explorar cada região e desenvolver o grupo.

Vale a pena jogar Final Fantasy Resonance?

Final Fantasy Resonance representa exatamente o tipo de projeto que eu gostaria de ver a Square Enix explorar com mais frequência. Não acredito que todos os jogos da franquia precisem competir em escala com Final Fantasy VII ou Final Fantasy XVI. Existe espaço para aventuras mais tradicionais, com apresentações diferentes e propostas que aproveitem melhor a enorme história da série. Nesse sentido, a decisão de recuperar a primeira grande história de Brave Exvius foi muito bem-vinda.

O jogo apresenta uma direção artística bonita, excelentes músicas, personagens interessantes e um sistema de personalização que encontra nas Visions sua principal qualidade. A exploração também funciona bem, enquanto as missões secundárias conseguem acrescentar conteúdo relevante sem perder o interesse do jogador.

Por outro lado, a repetição dos encontros comuns acaba prejudicando um pouco o ritmo da aventura. O combate tem boas ideias e oferece confrontos estratégicos contra chefes, mas nem sempre consegue manter esse mesmo nível de envolvimento durante a exploração.

A ausência de legendas em português também é um problema importante, especialmente em um RPG no qual acompanhar os diálogos e a história faz tanta diferença.

Ainda assim, gostei bastante da experiência. Foram aproximadamente 55 horas em que encontrei muitos motivos para continuar jogando, mesmo reconhecendo que algumas características clássicas do gênero poderiam ter evoluído.

Espero que Final Fantasy Resonance seja o primeiro de vários projetos nessa linha. A Square Enix possui um universo enorme de histórias e personagens, e seria interessante ver outras aventuras ganhando novas interpretações com esse mesmo cuidado.

É tudo isso mesmo?: Final Fantasy Resonance é um retorno bem-vindo às raízes da série, dando vida à história de Brave Exvius através de belos visuais HD-2D, uma trilha sonora memorável e um elenco encantador de personagens. Seu sistema Vision adiciona profundidade bem-vinda ao combate tradicional baseado em turnos, enquanto a exploração recompensadora, batalhas envolventes contra chefes e excelentes missões secundárias tornam a aventura consistentemente agradável. Embora encontros aleatórios repetitivos ocasionalmente retardem a experiência, Resonance prova que Final Fantasy ainda pode brilhar sem depender de produções massivas ou gráficos de ponta. – M@xpay

8
von 10
2026-10-20T10:00:40-03:00

Agradecemos à Square Enix pelo envio antecipado do código para análise.

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