Testamos o FlexStrike e a Pulse Elevate direto da sede da PlayStation – Primeiras Impressões

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Tive o privilégio de viajar até San Mateo, na Califórnia, bem ao lado de San Francisco, para visitar a sede da PlayStation. Fui convidado para testar em primeira mão o novo controle arcade da empresa, o FlexStrike, além das novas caixinhas de som Pulse Elevate. Como todos sabem que jogos de luta são a minha grande paixão, esse convite foi muito especial para entender os novos equipamentos e para trazer uma análise detalhada sobre o que esperar desses lançamentos.

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Agradecemos imensamente à PlayStation pelo convite e pela oportunidade. Vamos aos detalhes e o que eu gostei e não gostei dos aparelhos.

O que é o FlexStrike e a nova aposta nos Fighting Games

O FlexStrike surge como o primeiro controle arcade totalmente projetado e desenvolvido pela própria PlayStation, deixando de lado o histórico de apenas licenciar marcas de terceiros. O foco do aparelho é totalmente voltado para a comunidade de jogos de luta, aproveitando a explosão de grandes campeonatos e o lançamento iminente de Marvel vs. Capcom Fighting Collection: Arcade Classics. Durante o meu tempo de teste, os produtores me explicaram que, embora o foco seja a pancadaria, o controle possui um botão que permite emular os analógicos L3 e R3, abrindo margem para navegar em outros gêneros.

Nesse sentido, a estratégia da Sony visa o público que frequenta torneios como a EVO, onde o PlayStation 5 já é a plataforma base oficial. Os engenheiros criaram um fight stick focado em portabilidade extrema e facilidade de transporte. Ele funciona tanto no console quanto no PC de forma totalmente sem fio, acompanhando o crescimento absurdo do cenário competitivo global.

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Design inovador, leveza e a pegada no colo

A primeira coisa que me impressionou ao pegar o FlexStrike na mão foi a sua leveza e beleza estética. Quem joga em controles arcade tradicionais sabe que eles costumam ser trambolhos pesados e desconfortáveis para longas sessões. Não é o caso de todos, mas a maioria que testei era assim. O time de design da PlayStation resolveu isso criando uma carcaça que começa bem fina perto do jogador e vai ganhando espessura na extremidade oposta. O acabamento em plástico branco e preto remete diretamente à identidade visual do próprio PlayStation 5 e do DualSense.

Dessa forma, a ergonomia se destaca pelo conforto tanto na mesa quanto no colo. A parte inferior possui um revestimento emborrachado com excelente aderência, o que impede o controle de derrapar nas transições mais frenéticas. Eu joguei com ele apoiado nas pernas e não senti nenhum incômodo, o que valida a proposta premium de conforto que os desenvolvedores prometeram.

Disposição dos botões e usabilidade para novatos

Quem acompanha o canal sabe da minha dificuldade histórica em me adaptar a controles arcade tradicionais ou Hitbox, onde frequentemente me perco nos comandos sem olhar para a base. Contudo, no FlexStrike eu me encontrei muito mais rápido devido ao tamanho e à disposição inteligente dos botões. Eles não utilizam componentes da marca Sanwa, mas a qualidade e a maciez dos cliques chegam muito perto desse padrão de mercado, gerando pouquíssimo ruído na digitação dos combos.

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Além disso, o painel apresenta uma elevação física sutil que separa a área preta da branca. Esse detalhe tátil serve como um guia para que você perceba se a sua mão saiu da posição correta durante a luta, permitindo a correção do posicionamento sem que você precise desviar os olhos da tela. No entanto, a manutenção pode ser um ponto negativo, já que a carcaça não oferece uma abertura simples por travas como outros modelos famosos do mercado, exigindo provavelmente o envio para o suporte técnico oficial caso um botão falhe.

O sistema imantado de troca de Gates

O manche do FlexStrike traz o que considero a melhor e mais inovadora sacada de todo o projeto: o sistema de substituição de gates. Em controles comuns, você precisa de chaves de fenda e paciência para abrir o aparelho e mudar a restrição da alavanca. Na criação da PlayStation, basta puxar a tampa traseira que é fixada por imãs de forma extremamente firme para ter acesso imediato à parte inferior do manche.

O controle acompanha três opções de gates que mudam a precisão dos movimentos de acordo com o jogo de sua preferência. O modelo quadrado é ideal para jogos de anime ou personagens de carga como Guile. O octogonal facilita a execução de diagonais perfeitas para Street Fighter e Mortal Kombat. Por fim, o modelo circular, que foi o meu favorito e funcionou melhor para mim, deixa o manche livre e limpo, sendo perfeito para a movimentação 3D de Tekken. Essa facilidade de troca rápida eleva o controle ao status de um verdadeiro “três em um” de muito respeito.

Desempenho sem fio com tecnologia PS Link

Muitos jogadores profissionais torcem o nariz para controles sem fio devido ao medo do atraso de resposta (input lag). Para quebrar essa barreira, a PlayStation equipou o FlexStrike com a tecnologia PS Link, a mesma utilizada na linha de áudio da marca. Os produtores me garantiram que a latência de comunicação via dongle USB fica na casa de impressionantes 4 milissegundos. Durante os meus testes jogando com o Wolverine no novo Marvel‘s Tokon, a resposta foi imediata e impecável, sem qualquer sensação de atraso na execução dos especiais.

Por outro lado, o foco no wireless é tão agressivo que o cabo USB serve unicamente para carregar a bateria do controle, mantendo a transmissão de dados sempre via rádio. O tempo total de duração da bateria não foi revelado oficialmente, mas o fato de o controle não apresentar funções de vibração áptica ou Rumble deve estender consideravelmente a autonomia longe das tomadas.

Acessórios de luxo e a case oficial

Outro ponto que justifica o posicionamento premium do produto é a inclusão de uma maleta de transporte de excelente bom gosto. Ela funciona como uma mochila transversal ou bolsa de ombro que cruza o peito do jogador. A case possui divisórias internas ideais para organizar cabos, celulares e o próprio receptor USB do controle.

O grande destaque da mochila é um sistema interno com fixação em velcro que abraça e imobiliza o manche do controle. Essa proteção rígida externa garante que a alavanca não sofra pressão lateral ou quebre durante viagens e deslocamentos para torneios. Saber que essa estrutura de transporte de alta qualidade já está inclusa no pacote oficial é um excelente diferencial competitivo.

O desafio do preço e a falta de customização

Apesar de todas as qualidades técnicas e ergonômicas, o FlexStrike enfrentará barreiras duras no mercado latino-americano devido ao preço. Lá fora o controle sairá por 199 dólares, o que na conversão direta e impostos deve posicionar o valor oficial no Brasil na mesma faixa do DualSense Edge, oscilando entre R$ 1.100 e R$ 1.449. O preço de tabela oficial é R$ 1.449,00. É um valor pesado para um equipamento focado em atrair também o público casual. Mas é, provavelmente, o aparelho nativo Playstation com valor interessante para quem é entusiasta e entende mais do assunto.

Nesse sentido, a falta de customização profunda de peças pode afastar os jogadores mais veteranos da categoria hardcore. A maioria esmagadora dos entusiastas de arcade exige a facilidade de trocar botões, fios e artes da carcaça por marcas específicas de sua preferência. O modelo da Sony se comporta como um ecossistema fechado de fábrica, apostando na segurança da marca PlayStation para conquistar o jogador que busca confiança sem precisar entender de modificações técnicas.

Teste surpresa: As caixinhas Pulse Elevate

Aproveitando a nossa visita ao complexo de San Mateo, a PlayStation nos colocou em uma sala de testes com a polêmica caixa de som Pulse Elevate. O anúncio desse periférico gerou muitas críticas na internet por parte de jogadores que cobravam a revelação de novos jogos em vez de caixas de som. Eu mesmo fui para o teste sem esperar absolutamente nada, até porque sou um usuário assíduo de headsets e não me considerava o público-alvo do produto.

Para a minha surpresa, a potência e a fidelidade dessas pequenas caixas me deixaram impressionado. O foco do hardware é atender os jogadores que utilizam monitores em configurações de mesa parecidas com o PC, ou aqueles que sentem dores e desconforto físico ao usar fones de ouvido por muitas horas seguidas. Os engenheiros da divisão de áudio estavam extremamente orgulhosos do resultado e ansiosos para mudar a má impressão deixada no anúncio original.

Imersão espacial e eliminação completa de ruídos

As caixas funcionam em uma base magnética de carregamento conectada via USB, mas podem ser posicionadas livremente pela mesa através da conexão PS Link. Testei os aparelhos jogando títulos como Ghost of Yōtei e Saros rodando em uma build de desenvolvimento no console. Conforme os produtores afastavam as caixas e mudavam o posicionamento na mesa, o som se espalhava de forma tridimensional. A sensação tátil era a de estar utilizando um headset de altíssima qualidade, permitindo identificar com precisão a direção dos passos e ataques dos inimigos no cenário de forma puramente espacial.

Além da qualidade de reprodução, o sistema possui microfones embutidos com um algoritmo de cancelamento de ruído inteligente assustador. Durante uma demonstração na minha frente, o produtor gravou a própria voz com o som do jogo extremamente alto na sala. No arquivo final da gravação, o áudio do jogo desapareceu por completo, destacando apenas a voz limpa do interlocutor. Embora seja um item de nicho muito específico e que enfrentará dificuldades de vendas devido à resistência da comunidade, é uma engenharia de som isolada fascinante para quem joga em mesas de monitor.

Expectativas e impressões gerais

Screenshot

O FlexStrike se provou um equipamento de primeira linha, leve, preciso e com um sistema de gates fantástico que facilita a vida de qualquer jogador de jogos de luta. A sua chegada ao mercado junto com grandes lançamentos do gênero pode garantir um espaço sólido no ecossistema competitivo do PlayStation 5. Por outro lado, a caixinha Pulse Elevate entrega uma tecnologia de áudio tridimensional de respeito, mas terá um caminho árduo para provar o seu valor devido ao ceticismo do público e ao provável preço elevado.

Estamos na expectativa de receber os modelos finais em nosso estúdio para realizar testes prolongados de durabilidade de bateria e desempenho online em condições reais do dia a dia. Fiquem ligados nas próximas coberturas aqui no Combo Infinito!

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