Protestos revelam tensão crescente nos bastidores
GTA 6 voltou ao centro das discussões nesta semana, mas não por causa de trailers, novidades ou anúncios oficiais. Em vez disso, o jogo foi citado durante um protesto realizado em frente à Rockstar North, na Escócia, onde manifestantes criticaram duramente as recentes decisões da empresa.
A manifestação reuniu ex-funcionários que perderam seus cargos após demissões que ocorreram no início do mês. Além disso, a mobilização levantou debates importantes sobre sindicalização, direitos trabalhistas e as condições internas de desenvolvimento.
Durante o protesto, ex-desenvolvedores afirmaram que “GTA 6 vai faturar bilhões”, mas pediram que o público considere também “o custo humano” por trás do sucesso. A crítica veio após mais de 30 funcionários acabarem dispensados sob alegação de “má conduta grave”.
GTA 6 é usado como exemplo do impacto financeiro
Um dos manifestantes descreveu a Rockstar como uma “gigantesca corporação internacional” que gera enormes valores aos acionistas enquanto opera em uma indústria marcada por exploração e condições abusivas. A fala ganhou força ao destacar que o estúdio recebeu “centenas de milhões em isenções fiscais” no Reino Unido, supostamente sem garantir estabilidade aos funcionários.
Entre os manifestantes estava Jack, ex-integrante do departamento de controle de qualidade da Rockstar. Ele afirmou que sempre se sentiu mais “descartável” do que funcionários de outras áreas e que tinha receio de se filiar ao sindicato por medo de se tornar um alvo.
Jack afirmou que os 34 funcionários demitidos possuíam planos estruturados que dependiam da permanência na empresa, desde estabilidade financeira e cuidados médicos até responsabilidades familiares. Alguns, segundo ele, enfrentam até riscos de deportação após perderem seus empregos.
Outro integrante do protesto, ligado ao Sindicato dos Trabalhadores Independentes da Grã-Bretanha (IWGB), classificou as ações da Rockstar como “ultrajantes” e afirmou que a organização nunca viu algo semelhante nos últimos 20 anos de atuação.
Sindicato pede reintegração e indenização completa


O sindicato apresentou uma queixa legal exigindo a reintegração imediata dos 31 funcionários demitidos no Reino Unido e outros 3 no Canadá, além da indenização pelos salários perdidos. Segundo o representante, “a decisão agora está nas mãos da Rockstar”.
Ele afirmou que espera uma resolução amigável, mas diz que a situação é grave e merece atenção. O caso ocorre em um momento em que a indústria passa por uma onda global de demissões, mesmo com títulos que geram bilhões prestes a chegar ao mercado.
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Fontes: Dexerto










