Uma sequência segura — e exatamente o que esperávamos
Após anos de espera e rumores, Hollow Knight: Silksong finalmente apareceu jogável na Gamescom 2025. Testamos duas demos no Nintendo Switch 2, em modo dock, e saímos com a sensação de que a Team Cherry não reinventou sua fórmula — apenas refinou o que já era excelente. E, nesse caso, isso é uma notícia maravilhosa.
A primeira demo começa com Hornet presa. Algo acontece e a narrativa avança em um tom sombrio, agora com novas cenas animadas com estilo de anime. São trechos com poucos frames, mas visualmente estilosos, usados para contextualizar momentos-chave. É um toque a mais de personalidade sem interferir na jogabilidade.
De início, o arsenal da personagem é básico. Só a arma principal. E, visualmente, o jogo não apresenta uma revolução, mas um claro polimento. Transições entre áreas estão mais fluidas, o cenário tem leitura mais limpa e os enquadramentos demonstram cuidado estético que faz diferença. É mais nítido, mais coeso — e continua lindo.
Combate conhecido com toques novos

A essência do combate está intacta: ataques precisos, movimentação rápida e leitura clara de inimigos. Mas há mudanças sutis no peso dos movimentos, especialmente nos ataques de Hornet. A alteração mais perceptível é no golpe para baixo: em vez de quicar no mesmo ponto, como no jogo anterior, ele agora projeta o personagem em diagonal. Isso muda a lógica de encadeamento de ataques e a leitura de plataformas. Pode parecer pequeno, mas transforma completamente o “jogo aéreo”.
Na primeira demo, o desafio termina com um chefe que parece uma versão amplificada de um inimigo comum. Já na segunda, com o dash liberado, a movimentação fica mais dinâmica, abrindo margem para estratégias variadas. Ainda assim, tudo segue a mesma linha do original. Silksong, por enquanto, soa como uma sequência fiel, com ajustes pontuais ao invés de mudanças estruturais.
Switch 2: desempenho sólido e promissor

Testamos o jogo no Switch 2 em modo dock, e o desempenho foi excelente. A expectativa na feira é que o jogo rode a 1080p no portátil e 4K no dock, o que explica a nitidez vista na tela. Também vimos rapidamente a build em um Xbox Ally, e o resultado visual era semelhante: limpo, fluido e estável.
Os cenários seguem o estilo conhecido da franquia: ambientes densos, com rotas alternativas e variações de relevo. Cada canto guarda segredos, possibilidades e aquele ritmo de descoberta que tornou o primeiro jogo um fenômeno. A familiaridade está lá — mas com uma dose extra de clareza e ritmo.
O que ainda precisa ser testado

Quero ver como o novo golpe para baixo se comporta em arenas complexas, contra chefes que exigem precisão e tempo. Também espero descobrir mais habilidades além do dash, entender se teremos sistemas equivalentes a amuletos e até que ponto a variedade de biomas será explorada.
Por enquanto, Silksong soa como “mais do que eu gosto, com refinamentos relevantes de sensação”. A impressão é de um título que respeita seu antecessor enquanto encontra pequenas formas de evoluir.
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Fonte: Team Cherry









