Metal Gear Solid Delta: Snake Eater honrou até demais a obra original – Review

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Metal Gear Solid Delta: Snake Eater

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Metal Gear Solid 3: Snake Eater é uma das obras mais relevantes da sexta geração de consoles e da carreira de Hideo Kojima. Lançado em 2004, o jogo apresenta a história de origem do personagem mais importante da franquia Metal Gear, o Big Boss. Embora tenha sido o quinto jogo em ordem de lançamento, é a partir dele que compreendemos toda a mitologia por trás da série. Após 20 anos do lançamento original, a Konami resolveu reviver esse clássico com um remake que respeita a visão de Kojima, mas traz elementos visuais modernos.

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Com lançamento marcado para 28 de agosto de 2025, no PS5, Xbox Series e PC, Metal Gear Solid Delta: Snake Eater segue a mesma linha de respeito ao original vista no remake de Silent Hill 2, lançado em 2024. Mas será que esse remake é digno de honrar o legado de Big Boss e, ao mesmo tempo, servir como porta de entrada para novos jogadores? Nós te contamos!

Recordar é viver

Metal Gear

MGS3 está na minha lista pessoal de jogos da vida. Em 2004, seu cenário de origem surpreendeu, pois até então conhecíamos pouco sobre Big Boss, mesmo com referências a seus “restos mortais” em Metal Gear Solid (1999). Ver o jovem Jack (antes de se tornar o Big Boss) realizando feitos lendários foi uma catarse. A introdução de personagens que se tornariam icônicos ao longo da série só reforça o peso desse jogo.

Embora Metal Gear Solid 2 (2001) tenha sido controverso por nos colocar no controle de Raiden, MGS3 trouxe de volta o Snake original. Desde os primeiros minutos até o confronto final com sua mentora, o jogo oferece uma das melhores histórias de origem dos videogames. Além disso, a trilha sonora de abertura, em estilo James Bond, é empolgante e memorável.

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Com todo esse peso narrativo, a expectativa sobre o remake era enorme, e, felizmente, ele consegue respeitar a obra original. Kojima é creditado pelas funções que exercia no jogo original, e a nova versão da música “Snake Eater” é tão impactante quanto a original. O elenco também retorna, com Jim Piddock (Major Zero), David Hayter (Solid Snake), Lori Alan (The Boss) e outros nomes de peso.

O remake não apenas respeita o enredo, ele o expande com novas falas e cenas. Para quem jogou o título original, a experiência é respeitosa e nostálgica. Para novos jogadores, é uma excelente introdução ao universo insano e genial de Kojima, com seus momentos bregas e icônicos.

Um remake que respeita até demais

Metal Gear Solid Delta: Snake Eater

Assim como no remake de Silent Hill 2, a Konami optou por preservar os conceitos originais. Mas, diferente daquele projeto, MGS Delta foi ainda mais conservador: um remake escala 1:1, com pouquíssimas alterações estruturais.

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Uma novidade relevante é a possibilidade de alternar entre a câmera clássica isométrica e uma perspectiva moderna em terceira pessoa. Cada uma oferece uma experiência distinta: a clássica permite visão panorâmica do cenário e inimigos, enquanto a moderna garante mais imersão. Melhor ainda: é possível configurar a interface com elementos das duas abordagens, como bússola e barra de vida. Essa liberdade para personalizar a experiência é um dos grandes acertos do remake, e deve agradar tanto veteranos quanto novatos.

Visualmente, a Unreal Engine 5 brilha. As silhuetas de Snake, os detalhes do ambiente e a geometria dos cenários são impressionantes. A jogabilidade, com troca de ombro e mira livre, também traz melhorias de qualidade de vida. Tudo está mais fluido, acessível e menos rústico.

Limitações persistem…

Metal Gear Solid Delta: Snake Eater

No entanto, algumas limitações da época ainda persistem. As batalhas contra chefes, por exemplo, mantêm a mesma estrutura do original, sem qualquer modernização. A mira, embora presente, é imprecisa, o que me levou a usar a visão em primeira pessoa, como no jogo de 2004.

Pior: a IA dos inimigos está abaixo do original, o que é inaceitável. Mesmo jogando no modo difícil, notei comportamentos repetitivos e pouco reativos. Um remake deve melhorar aspectos antigos, e isso simplesmente não acontece aqui. Outro ponto frustrante: a transição cortada entre cenários. Em pleno 2025, isso poderia ter sido repensado. O remake de Silent Hill 2 foi mais ousado nesse sentido, adicionando detalhes como quebrar vidros de carros ou explorar novos locais.

Apesar desses problemas, MGS Delta atualiza o visual e oferece melhorias de qualidade de vida, mas não traz ideias novas que justifiquem o remake. A experiência soa como um presente para os fãs, mas com pouca inovação real.

O Snake da nova geração

Jogos de agosto

Totalmente construído na Unreal Engine 5, o visual do remake é um espetáculo. As cutscenes são mais profundas e realistas, com iluminação precisa e atuação mais convincente. O que já era revolucionário em 2004 ficou ainda melhor com os recursos modernos.

A floresta inicial, por exemplo, é altamente imersiva. Os cenários recriados têm vida própria, com iluminação e design de som de altíssimo nível. Snake, e todo o elenco, ganha vida com riqueza de detalhes antes impensável.

Joguei a versão de PC em uma RTX 4070 Super, com tudo no “Ultra” e resolução 2K (2560×1440) a 60 fps. O jogo rodou de forma estável, com pouquíssimas quedas de desempenho.

Mas afinal, Metal Gear Solid Delta: Snake Eater é tudo isso mesmo?

Metal Gear Solid

O remake de MGS3 é, sem dúvida, uma homenagem digna ao clássico original. Ele entrega uma nova camada visual, respeita os pilares da obra e oferece acessibilidade para novos jogadores.

Porém, como remake, esperava mais ousadia. A experiência fica limitada a uma nova camada gráfica e pequenas melhorias, mas não inova. Faltaram riscos criativos que realmente atualizassem o jogo para os padrões modernos.

Se você é fã, vai se emocionar. Mas se espera algo próximo do que foi o remake de Silent Hill 2, com novidades e mecânicas inesperadas, pode se decepcionar.

Em resumo: Metal Gear Solid Delta: Snake Eater honra até demais a obra original. É bonito, respeitoso, nostálgico, mas também um remake conservador e covarde.

Metal Gear Solid Delta: Snake Eater: Metal Gear Solid Delta: Snake Eater é visualmente impressionante e respeita a obra original com fidelidade quase excessiva. Apesar das melhorias técnicas, falta ousadia criativa. É uma bela homenagem, mas conservadora demais para marcar como reinvenção. João Antônio

7.5
von 10
2025-08-22T04:00:43-03:00

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