Jensen Huang também contestou previsões de que a inteligência artificial provocará uma destruição generalizada de empregos
Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou parte dos temores envolvendo o avanço da inteligência artificial. Para o executivo, previsões sobre uma possível destruição da humanidade pela tecnologia acabam desviando a atenção de uma questão mais imediata: a responsabilidade das empresas que desenvolvem esses sistemas.
Em entrevista ao The New York Times, Huang comentou preocupações envolvendo companhias como OpenAI e Anthropic. Segundo ele, os laboratórios precisam garantir que seus experimentos possam ser realizados com segurança.
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Nvidia: Jensen Huang fala sobre riscos da IA
Huang foi direto ao abordar um cenário no qual empresas não consigam controlar seus próprios sistemas. Para ele, caso exista realmente o risco de modelos escaparem durante testes e provocarem danos, os laboratórios responsáveis deveriam acabar fechados.
“Se eles disserem que não há como conter nossos experimentos, que quando testarmos nossos modelos de IA eles escaparão e causarão danos ao mundo, então acho que a resposta é que precisamos fechar os laboratórios.”
Apesar disso, o executivo não defende necessariamente a criação de uma grande quantidade de novas regulamentações. Em sua visão, muitas leis existentes poderiam ficar aplicadas aos problemas relacionados à tecnologia.
Huang também criticou estimativas que atribuem uma determinada probabilidade para a IA provocar consequências catastróficas para a sociedade. Segundo ele, números como uma chance de 10% não possuem fundamentação científica suficiente.
“Chega de previsões. Essa chance de 10% não é fundamentada na ciência. Não é fundamentada em pesquisas. Só porque isso vem de um cientista não significa que seja científico.”
IA vai acabar com empregos?
Outro ponto abordado pelo CEO da Nvidia foi o impacto da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. Huang considera equivocada a ideia de que a tecnologia simplesmente eliminará empregos em grande escala.
Segundo o executivo, praticamente todas as profissões ficarão modificadas e diversas tarefas poderão acabar automatizadas. Algumas funções nas quais uma única tarefa representa grande parte do trabalho, como determinados tipos de atendimento por telefone, podem ser diretamente afetadas.
Por outro lado, Huang acredita que o avanço da tecnologia também resultará na criação de muitas novas funções e, consequentemente, em uma criação líquida de empregos.
Para o executivo, alimentar uma narrativa de que a inteligência artificial simplesmente assumirá o lugar dos trabalhadores também pode prejudicar a posição dos Estados Unidos na disputa pelo desenvolvimento da tecnologia.
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Fonte: The New York Times











