Compra da Activision Blizzard pela Microsoft tem novo impasse
Nos últimos meses, a Microsoft tem afirmado repetidamente que não pretende tornar Call of Duty exclusivo para o Xbox, caso sua proposta de aquisição da Activision por US$ 69 bilhões acabe aprovada. No entanto, o pedido da Federal Trade Commission (FTC) para uma liminar interrompendo a aquisição está se encaminhando para a abertura de argumentos nesta semana. O regulador federal cita uma parte do que chama de “evidência poderosa” que coloca em dúvida a confiabilidade das garantias da Microsoft.
Desta vez, Starfield, jogo desenvolvido pela Bethesda (adquirida pela Microsoft por meio da aquisição da ZeniMax em 2021), acabou citado como um dos motivos para bloquear a fusão entre as duas empresas. A FTC apresentou um documento em um tribunal na Califórnia, trazendo novas provas que mostram como a fusão entre a Microsoft e a Activision Blizzard não seria benéfica para a competição na indústria de jogos.
No documento, a FTC alega que “as ações da Microsoft após a aquisição da ZeniMax, em 2021, falam mais alto que as palavras dos acusados [Microsoft]”. “Os acusados botaram muita ênfase nas preocupações em ‘enfurecer jogadores’ se ela impedisse acesso dos rivais a conteúdos da Activision. No entanto, essas mesmas preocupações não mudaram a decisão da ZeniMax”, pontuou, por fim, a instituição.
No caso de Redfall, jogo da Bethesda que estreou recentemente, como as versões para os consoles da Sony acabaram canceladas, isso reforça a preocupação da FTC sobre a possibilidade de a Microsoft fazer o mesmo com os jogos da Activision Blizzard no futuro. Assim, o que corrobora ainda mais é que, semanas após seu lançamento, Harvey Smith, diretor da Arkane Austin, disse o seguinte: “Fomos adquiridos pela Microsoft e foi uma mudança com M maiúsculo. Eles chegaram e disseram: “Nada de PlayStation 5, estamos focando no Xbox, PC e Game Pass”.











