A mecânica não combinava com a história de Ellie
O copresidente da Naughty Dog, Neil Druckmann, revelou bastidores inéditos sobre o desenvolvimento de The Last of Us Parte 2 em uma entrevista exclusiva ao The Washington Post. O diretor explicou que o aclamado jogo de 2020 originalmente contava com uma estrutura narrativa aberta.
O conceito inicial se assemelhava ao formato de exploração visto em Ghost of Yōtei. Consequentemente, o sistema oferecia liberdade para os jogadores decidirem como interagir com sobreviventes espalhados pela cidade de Seattle.
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A mecânica descartada permitiria invadir locais e saquear suprimentos de pessoas desconhecidas. Contudo, essa liberdade traria consequências graves e revelações posteriores de que o jogador havia matado inocentes. Durante a concepção da história, a equipe percebeu que essa dinâmica entrava em conflito com a personalidade da protagonista. Assim, o estúdio preferiu cortar a funcionalidade para priorizar a fidelidade da personagem.
Druckmann detalhou o processo criativo de escolha da equipe. “E talvez mais tarde você descobrisse que matou algumas pessoas inocentes. Conforme pensávamos sobre a história que queríamos contar, essa mecânica que era muito legal, achamos que a Ellie não faria aquilo. As escolhas que estávamos oferecendo a você como jogador não combinavam com a personagem que queríamos que você jogasse. Algo tinha que ceder e, nesse caso, a jogabilidade cedeu”, declarou o diretor.
Além disso, na mesma entrevista, Neil revelou que o estúdio atualmente trabalha em diverso projetos para a franquia à medida que está também dedicada na produção de Intergalactic, sua nova IP.
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Fonte: The Washington Post











