EXCLUSIVO! Tides of Tomorrow promete reinventar a narrativa com inspiração em Souls

- PUBLICIDADE -
Tides of Tomorrow

Compartilhe

Anunciado durante o State of Play de junho, Tides of Tomorrow é o mais novo projeto da DigixArt — estúdio francês conhecido mundialmente por Road 96. Assim, mantendo sua assinatura de experiências focadas em narrativa, o estúdio agora aposta em um conceito ousado: integrar uma história com mecânicas multiplayer.

- PUBLICIDADE -

Portanto, para entender melhor essa proposta inovadora, o Combo Infinito conversou com a equipe da DigixArt, localizados em Montpellier, na França. Mesmo parecendo contraditório unir narrativa densa com elementos online, o estúdio mostrou estar trilhando um caminho único, inspirado inclusive pela série Souls.

O resultado é uma experiência promissora que pode reinventar a forma como histórias são contadas em jogos com múltiplos jogadores. Confira abaixo todos os detalhes da entrevista e saiba como Tides of Tomorrow pode te surpreender!

A DigixArt ganhou reconhecimento mundial por entregar experiências profundamente narrativas, como Road 96, 11-11: Memories Retold e Lost in Harmony. Com Tides of Tomorrow, vocês parecem seguir essa mesma essência narrativa, mas agora com um conceito multiplayer no centro da proposta. Como surgiu essa ideia e como ela será implementada no jogo?

    A ideia, na verdade, surgiu enquanto ainda estávamos trabalhando em Road 96. No final de uma jornada, você podia deixar dinheiro para o próximo personagem — e isso nos fez pensar: e se você pudesse deixar algo para outros jogadores em vez disso?

    - PUBLICIDADE -

    Então, em Tides of Tomorrow, construímos um sistema que registra todas as escolhas dos jogadores. Você pode escolher seguir alguém — um amigo, um streamer, quem quiser — e começar sua jornada nos passos dessa pessoa. Você verá o que ela fez, como jogou e como isso afeta o seu mundo.

    E se o estilo dela não combinar com o seu? Sem problemas — você pode trocar e seguir outra pessoa a qualquer momento.

    Também garantimos que os jogadores solo estarão bem atendidos, com jornadas feitas à mão pelos nossos desenvolvedores e alguns criadores de conteúdo incríveis, disponíveis já no lançamento!

    - PUBLICIDADE -

    No trailer de revelação exibido durante o State of Play, vimos “fantasmas” com os nomes de outros jogadores seguindo rotas diferentes ou interagindo com NPCs. Isso se parece muito com a mecânica de fantasmas dos jogos da FromSoftware, como os da série Souls. Essa semelhança foi intencional? Esse sistema serviu de inspiração?

    Sim, com certeza — os jogos Souls foram uma das nossas inspirações, especialmente pela forma como mostram as ações de outros jogadores. Mas quisemos levar essa ideia mais longe e fazer com que ela realmente afete sua própria história, e não apenas funcione como um guia.

    Você pode até gravar manualmente um momento, se quiser — seja algo legal, útil… ou só para zoar seus amigos.

    Também adicionamos um sistema de emojis, uma espécie de “notas” como nos Souls, para que os jogadores possam deixar uma reação ou mensagem uns para os outros, mesmo que não estejam jogando ao mesmo tempo. Esse tipo de conexão indireta é realmente o coração do que estamos criando.

    Apesar da abordagem multiplayer, Tides of Tomorrow ainda parece manter um forte foco narrativo. O trailer apresentou personagens carismáticos e um universo intrigante. Você pode nos contar mais sobre o mundo de Elynd e o tipo de história que os jogadores podem esperar?

      O jogo se passa em um mundo inundado, alguns séculos após um desastre apocalíptico. Os personagens dos jogadores acordam no oceano, sem lembrar de nada do seu passado, mas supostamente vêm do “mundo antigo” — o mundo de antes do dilúvio. As pessoas deste planeta chamam vocês de Tidewalkers.

      Você vai conhecer e interagir com todas as comunidades que compõem esse mundo. Os marauders, impiedosos, controlam a economia e os medicamentos. Os reclaimers, pessoas comuns que apenas tentam sobreviver… E os Mystics, um grupo religioso que cultua o passado.

      A história aborda muitos temas — não apenas sobrevivência e mudanças climáticas, mas também família, herança, a busca pela verdade, com uma pergunta central: o que deixamos para os outros?

      Nesse sentido, tive a impressão de que o multiplayer não é apenas um recurso técnico, mas uma ferramenta narrativa pensada para potencializar a história — especialmente no que diz respeito à rejogabilidade, que parece bastante significativa. Você diria que essa é uma interpretação precisa?

        Com certeza! O multiplayer não é só uma mecânica de jogo — ele está incorporado à narrativa. Ele permite que você explore diferentes caminhos, cenários e finais, dependendo de quem você segue e das escolhas que faz.

        Então, mesmo que você termine o jogo uma vez, com certeza vai querer jogar de novo, seguir outra pessoa, tomar decisões diferentes e ver como a história muda.

        Após o sucesso de Road 96, o que os fãs podem esperar de Tides of Tomorrow em termos de inovação e evolução criativa?

          Com Road 96, brincamos com a narrativa procedural — cada jornada trazia um caminho diferente. Em Tides of Tomorrow, quisemos oferecer uma nova forma de brincar com a narrativa: o multiplayer!

          Agora, sua história não é moldada apenas pelas suas próprias decisões, mas também pelas decisões de outros jogadores.

          É uma vibe totalmente diferente de Road 96 — novo mundo, novo tom — mas continuamos focados em oferecer aos jogadores uma história única e pessoal. E graças ao multiplayer, você pode rejogar e ainda descobrir coisas totalmente novas.

          O trailer também revelou momentos de ação mais intensa. Como esses elementos serão integrados à jogabilidade? Podemos esperar novas mecânicas nesse sentido?

            Não queríamos que Tides of Tomorrow fosse apenas um jogo narrativo — queríamos que ele parecesse uma verdadeira aventura em que você tenta sobreviver!

            Desde o início, planejamos adicionar jogabilidade mais sistêmica, como furtividade, para realmente aumentar a tensão em momentos importantes.

            E sim, como você viu no trailer, também haverá gameplay com barcos — corridas, tiroteios e outras sequências intensas para manter tudo mais emocionante.

            Considerando as muitas escolhas e caminhos ramificados disponíveis, vocês já têm uma estimativa de tempo médio para zerar o jogo? Ou isso vai variar bastante conforme as decisões do jogador?

              Depende muito de quanto você gosta de explorar, mas com base nos nossos testes, uma jogatina completa costuma levar entre 8 e 12 horas.

              Existe a possibilidade de que certos eventos ou personagens não apareçam em uma jogada, mas possam surgir em outra, dependendo das escolhas do jogador?

                Essa é, na verdade, uma das partes mais legais do sistema assíncrono! Dependendo de quem você segue, a história muda — eventos se transformam, locais evoluem e você pode conhecer personagens que outra pessoa nunca viu.

                Você pode jogar pela mesma área duas vezes, seguindo dois jogadores diferentes, e acabar tendo duas experiências totalmente distintas.

                Sabemos que Tides of Tomorrow será lançado para PS5, Xbox Series e PC (Steam). Já existe algum plano — ou ao menos interesse — de levar o jogo para o futuro Switch 2?

                  Por enquanto, não temos planos para lançar no Switch 2 — pelo menos não no lançamento.

                  E para encerrar: como foi o processo criativo que levou o estúdio a desenvolver Tides of Tomorrow? Houve alguma mudança significativa na filosofia da DigixArt em relação aos projetos anteriores?

                    Como mencionei antes, a ideia surgiu ainda durante Road 96. Depois disso, finalizamos o jogo e trabalhamos no prelúdio, Road 96: Mile 0.

                    Durante os brainstorms sobre nosso próximo projeto, queríamos explorar um tema significativo — e com o sistema assíncrono, parecia natural ligá-lo a questões ambientais.

                    Cada ação que você toma no jogo deixa uma marca, e se você fizer besteira, o mundo se lembra — exatamente como na vida real.

                    Na DigixArt, somos sobre contar histórias que importam, experimentar coisas novas e colocar coração de verdade nos nossos jogos. Essa tem sido nossa abordagem desde o começo: paixão, inovação e significado.

                    Por fim, comente o que você achou da novidade, compartilhe com os amigos e não deixe de acompanhar nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.

                    Compartilhe

                    Deixe um comentário

                    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

                    LIVES

                    TODOS OS DIAS

                    O melhor conteúdo do mundos dos Games para você! São LIVES diárias com os melhores jogos de luta, Últimos Lançamentos, Notícias, Temporadas da “Guerra das Torres (Mortal Kombat)” e da “Guerra das Ruas (Street Fighter)” com os melhores players do momento e muito mais! É só colar e mandar aquele “Salve”