Vantage Studios assume o comando das maiores franquias
Ubisoft atravessa um período de mudanças profundas. Em um novo comunicado oficial, a empresa detalhou uma reestruturação organizacional acompanhada de um panorama financeiro que mistura ambição e desafios.
Embora o documento traga sinais de reorganização estratégica, ele também confirma decisões difíceis. Entre elas, está o cancelamento oficial do remake de Prince of Persia, uma informação que surpreendeu parte da comunidade.
No entanto, é no meio desse cenário que a Ubisoft apresenta sua principal aposta para o futuro: o fortalecimento do ecossistema de Creative Houses (Casas Criativas).
Atualmente, a Ubisoft conta com cinco Creative Houses, cada uma com funções específicas. A primeira a ser detalhada foi a Vantage Studios, co-liderada por Charlie Guillemot. Esse novo braço terá a responsabilidade de comandar as maiores franquias da empresa.
Entre elas estão Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six. Segundo a missão oficial, a Vantage Studios terá como foco expandir e escalar essas marcas para transformá-las em franquias bilionárias anuais.
A Ubisoft também anunciou Casas Criativas 2 – Dedicada à shooters competitivos e cooperativos como The Division, Ghost Recon e Splinter Cell; Casas Criativas 3 – Jogos como serviço: For Honor, The Crew, Brawhalla, etc; Casas Criativas 4 – Fantasia e jogos narrativos como Anno, Rayman, Prince of Persia; e, por fim, Casas Criativas 5 – Jogos para família como Just Dance e Uno
Uma meta clara, mas ainda nebulosa
Apesar da clareza da ambição, o comunicado deixa espaço para interpretações. Não fica totalmente definido se a Ubisoft fala de franquias que gerem um bilhão de dólares por ano ou de marcas avaliadas nesse patamar com lançamentos recorrentes.
Para efeito de comparação, estimativas indicam que Rainbow Six Siege acumulou cerca de US$ 3,8 bilhões desde 2016, enquanto Assassin’s Creed teria ultrapassado US$ 4 bilhões na última década.
Ainda assim, nem todas as franquias parecem igualmente preparadas para essa meta. Far Cry, por exemplo, não recebe um novo título desde 2021, e seu último lançamento ficou abaixo das expectativas comerciais.
Assim, a nova estrutura da Ubisoft surge como uma aposta ousada, que pode redefinir o rumo da empresa — ou expor ainda mais os riscos de um momento já instável.
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Fontes: Ubisoft










