Chefe de Battlefield revela que Call of Duty só existe porque “a EA foi babaca”

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Uma das figuras mais influentes da indústria dos games, Vince Zampella reacendeu antigas rivalidades entre estúdios e editoras. Em entrevista à GQ Magazine, o atual chefe de Battlefield afirmou que Call of Duty só existe porque a EA “foi babaca”. A declaração direta e polêmica chamou atenção de fãs e profissionais da indústria.

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Zampella relembrou sua trajetória, marcada por idas e vindas entre as gigantes EA e Activision. Ele começou sua carreira na Electronic Arts, trabalhando em Medal of Honor: Allied Assault, antes de fundar o estúdio Infinity Ward. O plano inicial era continuar colaborando com a EA, mas, segundo ele, a empresa decidiu encerrar a parceria e assumir o desenvolvimento da franquia internamente.

Esse rompimento levou Zampella e sua equipe a buscarem apoio da Activision, que enxergou a oportunidade de criar um concorrente direto para Medal of Honor. Assim nasceu Call of Duty, concebido como o “assassino” do antigo sucesso da EA. “A única razão pela qual Call of Duty existe é porque a EA foi babaca”, disse o desenvolvedor, relembrando o episódio que mudou o rumo dos shooters militares.

Após o sucesso estrondoso de Modern Warfare 2, Zampella rompeu com a Activision, o que resultou em uma longa disputa judicial por bônus e royalties não pagos. No fim, o criador de Call of Duty recebeu uma compensação milionária, encerrando o conflito com a editora. Pouco depois, ele fundou o estúdio Respawn Entertainment, responsável por franquias como Titanfall e Apex Legends.

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Curiosamente, o desenvolvedor voltou à EA, agora como uma de suas figuras mais importantes. Hoje, ele lidera a franquia Battlefield, trabalhando para restaurar sua relevância e competitividade no mercado. Segundo Zampella, sua prioridade é manter a autenticidade dos jogos e oferecer experiências que misturem inovação e nostalgia.

O curioso caso do filme de Call of Duty

Durante a entrevista, Zampella também revelou que o diretor Ridley Scott chegou a se reunir com a Activision para discutir uma adaptação cinematográfica de Call of Duty. “Ele é um herói meu, mas não estava conectado ao mundo dos games”, contou. “Falava coisas como ‘como vocês roteirizam o que acontece?’. Era divertido, mas nunca levamos a ideia muito a sério.”

Embora o filme nunca tenha saído do papel, a declaração mostra o impacto cultural de Call of Duty e como sua criação foi fruto de disputas corporativas intensas. Hoje, o legado de Zampella atravessa várias gerações, unindo franquias rivais como Battlefield e Apex sob o mesmo comando.

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Para mais detalhes sobre Battlefield e Call of Duty, confira nossas últimas notícias e análises de séries e jogos.

Fonte: GQ Magazine

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