O Game Pass é detestado por alguns líderes de estúdios do Xbox

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Game Pass desvaloriza o mercado

O modelo de negócios que definiu a estratégia do Xbox na última década começa a enfrentar duras resistências dentro dos seus próprios escritórios de criação. De acordo com informações compartilhadas pelo jornalista Jason Schreier em seu podcast, o ecossistema do Xbox Game Pass gera forte insatisfação entre diretores de estúdios da marca. Em suas próprias palavras, Schreier revelou: “Há muitas pessoas na liderança de estúdios do Xbox que detestam absolutamente o Game Pass”. Os desenvolvedores defendem que o formato “destruiu o valor de seus jogos” e tem sido um grande prejuízo para toda a indústria de entretenimento.

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Os bastidores apontam que a distribuição de títulos de grande orçamento sem custo adicional no lançamento acostumou mal o público consumidor. Em resposta a declaração de Schreier, o jornalista Jez Corden conversou com ex-executivos da marca familiarizados com a estratégia da plataforma. Um ex-líder de estúdio foi bastante sincero ao afirmar que “oferecer jogos ‘de graça’ no Game Pass desde o primeiro dia envia uma mensagem aos consumidores de que os jogos não têm valor de mercado inerente”. Para o profissional, essa prática cria a suposição de que os títulos não poderiam se vender sozinhos, parecendo “uma corrida até zero”.

No entanto, a ideia inicial da empresa buscava apenas garantir uma receita estável para os estúdios em uma época de domínio de jogos gratuitos. O grande impasse atual reside nas regras de distribuição de lucros internas baseadas em vagas métricas de engajamento do usuário do console. Consequentemente, as equipes criativas se sentem desmotivadas porque as premiações financeiras corporativas deixaram de considerar o volume de vendas diretas nos canais tradicionais.

Mudanças à vista na concepção de Jez Corden

Por isso, na concepção de Jez Corden, ele suspeita que haja algum tipo de Xbox Game Pass no formato “construa seu próprio”. Nesse cenário customizável, os usuários teriam a opção de pagar uma assinatura premium de forma “à la carte” (conforme o cardápio) para acessar grandes marcas de sucesso como Call of Duty. Essa movimentação serviria para proteger as margens financeiras da empresa produtora diante do aumento geral de crises globais.

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Atualmente, a situação se agrava com a queda histórica nas vendas de consoles provocada pelo fim da política de exclusividade de títulos. Ao disponibilizar suas produções em plataformas concorrentes, a marca perdeu o principal argumento de atração de novos consumidores para o seu ecossistema de hardware. Portanto, resta aguardar as próximas atualizações do Xbox para entender como a publicadora pretende equilibrar os interesses de seus estúdios parceiros.

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Fonte: Triple Click Podcast (YouTube)

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