My Hero Academia All’s Justice Review: Fiel ao anime, mas o lado videogame…

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My Hero Academia All’s Justice

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Com lançamento marcado para 5 de fevereiro no PlayStation 5, Xbox Series e PC, My Hero Academia All’s Justice chega como o terceiro jogo de arena da franquia. Agora sob responsabilidade do estúdio Byking, o título tenta se reposicionar com uma proposta um pouco diferente, mesmo mantendo a base que já conhecemos. A pergunta é simples: isso foi suficiente para justificar mais um jogo desse tipo?

Quem me conhece sabe que gosto de jogos de luta. Mas tenho uma visão de que games de anime fighter de arena precisam ser melhores.

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Proposta geral e estrutura

All’s Justice tenta ir além de um simples jogo de luta em arena. Além do gameplay tradicional, o jogo traz um modo história baseado no arco final do anime e uma estrutura de cidade semiaberta que lembra, de forma bem superficial, algo próximo de Yakuza. A ideia é oferecer mais contexto, mais atividades e uma sensação de mundo maior do que apenas selecionar lutas em um menu.

O modo história segue os acontecimentos finais da obra, permitindo acompanhar os eventos sob diferentes perspectivas. Existem caminhos paralelos e momentos que ocorrem simultaneamente, algo que funciona bem como conceito e ajuda a dar ritmo à narrativa. Ainda assim, no fim das contas, trata-se da mesma história que os fãs já conhecem.

O elenco é grande, com mais de 60 personagens jogáveis, o que certamente chama atenção. Para quem é fã da obra, existe valor em poder controlar praticamente todo mundo. O problema é que quantidade nem sempre se traduz em profundidade.

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Visual, áudio e localização

Visualmente, All’s Justice é competente, mas pouco impressionante. Em momentos mais importantes, como cenas recriadas do anime, o jogo entrega um bom nível de detalhe e fidelidade. Já na cidade e nas interações fora das lutas, tudo é simples demais. Os cenários são pouco inspirados e claramente limitados, passando a sensação de um mundo que existe apenas para conectar modos de jogo.

As arenas também são pequenas e cheias de paredes invisíveis, o que limita bastante a movimentação. Isso até pode fazer sentido dentro de um jogo de luta, mas acaba reforçando a sensação de restrição constante.

O áudio é um dos pontos positivos. As vozes em japonês são excelentes, como esperado, e a dublagem em inglês surpreende pela qualidade. As músicas cumprem bem seu papel, embora não tragam trilhas marcantes do anime, algo que pode ser visto como positivo para quem produz conteúdo, mas deixa o pacote menos icônico.

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O grande problema aqui é a ausência total de localização em português. O jogo oferece apenas inglês e japonês, o que pesa bastante. Estamos falando de um anime extremamente popular no Brasil, com forte apelo também ao público mais jovem. A falta de legendas em português compromete seriamente a experiência narrativa e mostra, mais uma vez, o pouco esforço da Bandai nesse aspecto.

Performance e estabilidade

Tecnicamente, o jogo apresenta problemas claros. Andar pela cidade é constantemente acompanhado de stuttering, aquelas pequenas travadas que quebram o fluxo da experiência. Em um ambiente simples, isso não deveria acontecer.

No PC mais potente, a situação melhora, mas não se resolve completamente. As travadas diminuem, mas continuam presentes, o que reforça a sensação de falta de otimização. E isso chama atenção justamente porque o jogo não é pesado visualmente.

O ponto mais preocupante aparece durante as lutas. Em momentos com muitos efeitos na tela, especialmente durante golpes especiais, ocorrem quedas perceptíveis de FPS. Em um jogo que depende de timing e resposta rápida, isso é grave. Não chega a travar tudo, mas atrapalha o ritmo e compromete a precisão das batalhas.

Vale lembrar que jogamos uma build de review, sem patch corretivo até o momento da análise. É possível que isso seja melhorado após o lançamento, mas, do jeito que está, é um problema real.

Gameplay e sistema de combate

O combate segue o padrão dos jogos de arena de anime. All’s Justice oferece dois estilos de controle: o modo padrão, extremamente simplificado, e o modo manual. No modo padrão, basta apertar um botão para executar combos completos, trocar de personagem automaticamente e finalizar com golpes especiais. É acessível, mas raso.

O modo manual traz um pouco mais de profundidade, permitindo interromper combos, estender ataques, reposicionar o adversário e explorar melhor o sistema de tag. Jogar dessa forma é claramente mais divertido, mas o jogo faz pouco esforço para incentivar o jogador a seguir esse caminho. A impressão é que tudo foi pensado para funcionar no automático.

Mesmo com o sistema de três personagens em combate, a profundidade continua limitada. O dano é alto, as lutas acabam rápido e as decisões estratégicas são poucas. A troca de personagens durante os combos é o elemento mais interessante, mas ainda assim não sustenta o jogo por muito tempo.

Para quem joga outros jogos de luta com mais foco técnico, a sensação é de que All’s Justice faz apenas o básico. Existe diversão pontual, mas falta profundidade para manter o interesse a longo prazo.

Modos de jogo e conteúdo extra

Conteúdo não falta. Além do modo história, o jogo traz batalhas livres, partidas online, arquivos de batalha que recriam momentos do anime e o modo Team Up Mission, que funciona quase como um mundo paralelo. Nesse modo, você interage com personagens, desbloqueia pequenas histórias extras e aprofunda o background de alguns heróis.

Esses conteúdos adicionais são interessantes para fãs, trazendo pequenas histórias que não aparecem no anime. Algumas funcionam bem, outras são bem superficiais. No geral, é um material complementar simpático, mas longe de ser essencial.

O online, por sua vez, não foi possível testar adequadamente durante o período de review, já que encontrar partidas era difícil. Historicamente, jogos desse tipo costumam ter um online instável, então quem pensa em comprar focando nisso talvez deva esperar.

Considerações finais

My Hero Academia All’s Justice é um jogo que claramente tenta fazer mais do que seus antecessores, mas esbarra em limitações antigas do gênero. Ele oferece bastante conteúdo, um elenco enorme e um modo história bem estruturado, mas falha em entregar profundidade real no gameplay e cuidado técnico.

Para fãs do anime, existe valor aqui. Ver cenas recriadas, controlar personagens queridos e explorar histórias paralelas pode ser o suficiente. Como videogame, porém, All’s Justice é apenas competente. Falta ousadia, falta evolução e sobra acomodação em fórmulas que já estão cansadas.

Não é um jogo ruim, mas também está longe de justificar compra no lançamento. Para quem é fã, vale esperar uma promoção.

My Hero Academia All’s Justice: My Hero Academia All’s Justice traz muito conteúdo, grande elenco e um modo história bem estruturado, agradando principalmente os fãs do anime. No entanto, o gameplay carece de profundidade e o acabamento técnico deixa a desejar. É um jogo competente, mas pouco ousado, que vale mais a pena em promoção do que no lançamento. M@xpay

6.5
von 10
2026-02-04T12:00:40-03:00

Recebemos My Hero Academia All’s Justice gratuitamente para review e agradecemos à Bandai Namco pela confiança.

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