Twin Mirror traz novos conceitos a fórmula básica da Dontnod

Twin Mirror

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2020 foi um ano atípico para os games, por conta da pandemia, porém a Dontnod conseguiu entregar duas de suas experiências, Tell Me Why e Twin Mirror. Embora Tell Me Why tendo uma maior marketing, por conta da parceria da Dontnod com a Microsoft, Twin Mirror era o primeiro título do estúdio que lançaria sem ser de forma episódica.

Dito isso, esse thriller investigativo, de forma tímida, teve seu marketing, porém a imagem de Twin Mirror esteve ofuscada por Tell Me Why. De todo modo, o título chegou em 1 de Dezembro de 2020 para PS4, Xbox One e PC. Deste modo, o que podemos esperar de Twin Mirror contudo que já vimos da Dontnod e do recente Tell Me Why?

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Eu sou o Jão e confira minhas impressões de Twin Mirror.

O Sherlock Holmes da Dontnod

A Dontnod é bastante conhecida por suas narrativas de aventura que nos encantou em 2015 com Life is Strange. Desde então, o estúdio tornou esse gênero sua marca registrada. Contudo, desta vez, criou uma narrativa mais sombria com um tom mais investigativo e se saindo da atmosfera dramática que presenciamos na franquia LiS e do recente Tell Me Why.

Portanto, em Twin Mirror somos Samuel Higgs, um ex-jornalista investigativo da pacata cidade de Basswood, Virginia. Deste modo, o personagem é obrigado a voltar a esta cidade e enfrentar seu passado doloroso. Contudo, Sam se vê obrigado a investigar a morte misteriosa de seu amigo e isso acaba desencadeando outros acontecimentos que dão um novo ar para o estilo de narrativa que estávamos acostumados a ver com a Dontnod.

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twin mirror

Assim, toda a trama se baseia em muito mistério, descobertas e deduções. De fato, um Sherlock Holmes da Dontnod. Além de todo este senso investigativo, ao melhor estilo Sherlock Holmes, Sam possui um eu interior, uma espécie de alter ego, que lhe auxilia nas investigações e nas escolhas que o personagem deve tomar. Assim, esta interação entre Sam e sua outra versão é o charme da narrativa, que por si só já é chamativa e intrigante.

 

 

 

 

”toda a trama se baseia em muito mistério, descobertas e deduções. De fato, um Sherlock Holmes da Dontnod.”

Quanto ao gameplay, esse é um aspecto que Twin Mirror se diferenciou dos títulos desenvolvidos pela a Dontnod. Embora o game trazendo as mecânicas características do estúdio, desta vez, por se tratar de uma narrativa investigativa, o gameplay trouxe elementos investigativos ao melhor estilo Detroit: Become Human. Assim, ao longo de nossa jogatina estaremos sempre nos deparando com cenas de crime e busca de informações. Esta quebra do padrão Dontnod, com estes elementos investigativos, faz de Twin Mirror um título bem diferente dos anteriores, é claro, no que tange ao fator gameplay.

Em adição, assim como todos os personagens dos games da Dontnod, Sam tem sua peculiaridade. Por ser um investigador, seu dom o permite acessar memórias passadas e deduzir eventos desconhecidos, assim, descobrindo o que, de fato, aconteceu através do Palácio Mental.  Por sua vez, o Palácio Mental, é o local ou estado de espírito que Sam acessa toda vez que precisa reviver uma memória ou construir um evento desconhecido. Sem dúvidas, estes momentos, que fazemos jus desta ferramenta, são os melhores dentro do game. Pois, todo este cenário a ser reconstruído te dá opções que te levarão ao o que de fato aconteceu.

Assim, é um jogo de acerto e erro que exige a atenção do jogador e transmite toda essa atmosfera investigativa de Sam para o jogador. Em contraponto, Dontnod precisa dar uma maior liberdade ao jogador na exploração, oferecendo cenários mais abertos, de forma mais natural sem o uso de botões para entrar ou sair de alguns locais. 

twin mirror

Em conclusão, trazer esta dinâmica ao game provou que a Dontnod pode continuar com suas histórias bem construídas com inúmeros finais, mas diferenciando um título do outro na forma de se jogar.

Twin Mirror é sobre quem você quer ser

As narrativas da Dontnod sempre buscam trazer uma lição de moral para os jogadores, e com Twin Mirror não foi diferente. Com TM, presenciamos o conflito interno de Sam com sua versão alternativa que tenta influenciar em certas decisões ao longo da história. Esse embate mental se torna presente ao longo de sua vida do personagem.

Deste modo, estas manifestações psicológicas de Sam são um retrato de sua própria aceitação no mundo ao qual vive. Pois, na verdade, seu alter ego é uma personificação de seu eu ideal para o mundo a qual habita e não o que ele é de fato. Quem nunca tentou ser o que não é para agradar a um ou a outros? Assim, esta realidade é muito bem retratada no game e a Dontnod mais uma vez nos ensina, através de Twin Mirror, sobre o que devemos ser: Nós mesmos ou uma figura que agrade a sociedade, amigos, etc.

”Sem dúvidas, estes momentos, que fazemos jus desta ferramenta, são os melhores dentro do game. Pois, todo este cenário a ser reconstruído te dá opções que te levarão ao o que de fato aconteceu. Assim, é um jogo de acerto e erro que exige a atenção do jogador e transmite toda essa atmosfera investigativa de Sam para o jogador.”

Há ressalvas…

Twin Mirror conseguiu ser imprevisível, pelo menos para mim. Eu esperava todos aqueles ritos presentes nos games anteriores do estúdio como ande um pouco; olhe e interaja; em seguida, animação. Contudo, TM me cativou com uma trama mais sombria, misteriosa , cheia de reviravoltas e, por fim, seu gameplay que consegue desvincular o título dos games do padrão dos anteriores. Entretanto há algumas ressalvas.

Dito isso, Twin Mirror sofre bastante com delays de renderização. Este evento é constante a cada transição do gameplay para uma animação seguinte. Durante toda minha jogatina presenciei estes problemas que refletem a árdua tarefa do estúdio em desenvolver Tell Me Why em paralelo. Em adição, TM possui telas de carregamento infinitas para toda porta que você entrar. É incrível como toda vez que entramos ou saímos em qualquer que seja o estabelecimento uma tela de loading surge além das já habituais. Assim, esse exagero de telas de loadings quebra a imersão que o game tenta transmitir.

Afinal, Twin Mirror é tudo isso mesmo?

A Dontnod mais uma vez provou que mesmo com um gênero já enraizado consegue criar experiências distintas e Twin Mirror provocou muito bem isso tanto na narrativa quanto no gameplay. TM pode ser o início de uma nova postura do estúdio em criar aspectos distintos para seus futuros títulos dentro do seu gênero narrativo.

Twin Mirror é envolvente, misterioso e traz uma jogabilidade diferente de tudo que já vimos em games anteriores da Dontnod. No final, o título não é o mais do mesmo e sim um começo de derivados dentro do estilo de games que a Dontnod sabe fazer.

Confira mais análises clicando aqui.

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