Gamers Brawl quer adicionar mais 10 jogos com competições valendo dinheiro até 2027, revela CEO na BGS
Por
Julia Braz
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Em entrevista ao Combo Infinito na BGS 2026, Bruno Niro explica como funciona a plataforma, o sistema antifraude e os planos de expansão
A Gamers Brawl quer transformar a maneira como jogadores casuais participam de competições online. Durante a Brasil Game Show 2026, o Combo Infinito conversou com Bruno Niro, fundador e CEO da plataforma, para entender o funcionamento do serviço, os mecanismos de segurança e os planos de expansão para os próximos meses.
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Atualmente, a plataforma está disponível para PC e permite disputar competições em League of Legends e Counter-Strike. A proposta é oferecer uma experiência competitiva baseada no desempenho individual, permitindo que usuários participem de confrontos e recebam recompensas financeiras conforme os resultados.
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Gamers Brawl nasceu de uma brincadeira entre amigos
Durante a entrevista, Bruno Niro explicou que a ideia surgiu enquanto jogava Counter-Strike com amigos. As discussões sobre quem havia apresentado o melhor desempenho acabaram se transformando em uma oportunidade de negócio.
“A Gamers Brawl veio de uma brincadeira entre amigos. Eu jogo Counter-Strike. Então, toda partida que você perde, você põe a culpa em alguém. E a gente sempre brincava: ‘Então tá, na próxima partida, quem jogar melhor ganha dez reais’. A partir disso, tive uma ideia e comecei a pesquisar se existia um negócio nisso.”
O executivo, que possui mais de uma década de experiência como empreendedor, percebeu que grande parte do cenário competitivo estava concentrada em organizações profissionais e campeonatos de alto nível.
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Para ele, faltava uma alternativa para pessoas que trabalham, estudam e desejam experimentar competições sem precisar dedicar várias horas à preparação profissional.
“Hoje, o cenário é muito focado nas grandes competições, nos maiores atletas. Falta espaço para pessoas como nós, gamers casuais, que chegam do trabalho ou da faculdade cansados e querem jogar um joguinho, mas também sentir aquela sensação de um cenário mais competitivo.”
Segundo Niro, a intenção não é substituir os campeonatos tradicionais, mas democratizar o acesso às disputas e permitir que jogadores comuns testem suas habilidades.
Como funcionam as competições da Gamers Brawl?
O principal diferencial da plataforma está no formato 1×1. Diferentemente de um confronto tradicional, os participantes não precisam necessariamente jogar a mesma partida.
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Após instalar o aplicativo no computador e vincular uma conta de League of Legends ou Counter-Strike, o usuário pode desafiar um amigo ou procurar um adversário por meio do sistema de matchmaking.
Quando o confronto é definido, os participantes escolhem o valor da disputa e iniciam suas partidas normalmente. O sistema acompanha o desempenho de cada jogador e utiliza métricas específicas para determinar o vencedor.
“Você vai jogar a sua partida e o seu oponente vai jogar a partida dele. O resultado depende de pontos, que são atributos e métricas do que você faz durante a partida. Kill, assistência, vitória por round, tudo isso conta pontos. Quem faz mais pontos vence aquela disputa.”
Isso significa que um participante pode perder sua partida dentro de Counter-Strike ou League of Legends e, mesmo assim, vencer a disputa na Gamers Brawl, desde que apresente desempenho individual superior ao adversário.
Niro também destacou que as métricas são elaboradas para contemplar diferentes estilos de jogo. Em League of Legends, por exemplo, jogadores de suporte precisam ter oportunidades semelhantes às de personagens focados em eliminações.
“As nossas métricas são balanceadas justamente para que ninguém tenha que mudar sua gameplay ou forçar uma maneira diferente de jogar para vencer na Gamers Brawl. A gente não quer que isso atrapalhe a diversão durante a partida.”
CEO explica diferenças entre a plataforma e os sites de apostas
Como as competições envolvem dinheiro, também perguntamos ao executivo sobre as diferenças entre o modelo da Gamers Brawl e as plataformas tradicionais de apostas.
Segundo Niro, a empresa utiliza o conceito de Game Skill Monetization, ou monetização das habilidades nos games. A proposta é que os resultados dependam do desempenho dos próprios participantes, e não de palpites sobre eventos externos.
“Todas as nossas dinâmicas são feitas para que a vitória ou a derrota dependam da sua performance na partida. Você não está apostando em um evento futuro, em uma terceira pessoa. Você está jogando e usando as suas habilidades.”
O fundador afirma que o serviço procura manter a competição como parte do entretenimento e não incentivar que os usuários tratem a plataforma como uma fonte regular de renda.
Embora Niro diferencie o modelo das apostas de quota fixa, essa explicação representa o posicionamento da empresa e não substitui uma avaliação jurídica sobre o enquadramento das disputas com dinheiro.
Como a Gamers Brawl combate trapaças nos jogos?
Outro ponto abordado na entrevista foi a segurança das competições. Como o desempenho dos jogadores determina os resultados financeiros, a empresa desenvolveu um sistema antifraude baseado em aprendizado de máquina.
De acordo com Niro, essa ferramenta começou a ser construída antes mesmo do lançamento da versão beta da plataforma.
“A segurança e o mecanismo antifraude são a base da nossa credibilidade. Para colocar você para jogar contra outra pessoa, eu preciso garantir que esse outro jogador está jogando limpo.”
O sistema começa a analisar o usuário desde o momento em que sua conta é vinculada. Após essa primeira verificação, o comportamento passa a ser acompanhado durante as competições.
O algoritmo compara o desempenho atual com o histórico recente do participante, considerando diferentes indicadores e identificando alterações que possam sugerir o uso de programas ilegais ou outras formas de manipulação.
“Nosso machine learning faz uma análise de partidas anteriores e compara com o que o jogador está fazendo naquele momento. Se existem discrepâncias no comportamento, o antifraude pode agir de duas maneiras.”
Quando o sistema identifica uma irregularidade considerada evidente, ele pode interromper a disputa, desclassificar o participante e conceder a vitória ao adversário.
Em situações menos conclusivas, o resultado fica retido e recebe um alerta para avaliação humana. Caso a equipe confirme a fraude, o responsável pode ser banido, enquanto o adversário recebe seus créditos de volta e uma compensação.
Niro reconheceu que as tentativas de manipulação foram mais frequentes no início das operações. Entretanto, segundo ele, os problemas diminuíram conforme a comunidade passou a conhecer as consequências das infrações.
“No começo, muita gente tentou burlar o sistema. Hoje temos menos problemas. Não vou dizer que não existem, porque até a Valve e a Riot enfrentam cheaters e smurfs. Mas a gente trabalha muito para mitigar isso, porque é a base da credibilidade do nosso negócio.”
Parceria com a paiN Gaming busca aproximar a comunidade competitiva
A entrevista também abordou a parceria da Gamers Brawl com a paiN Gaming, uma das organizações mais conhecidas do cenário brasileiro de eSports.
Segundo o CEO, a colaboração foi motivada pela identificação entre as propostas das duas empresas e pelo interesse em fortalecer a comunidade de jogadores.
“Quando escolhemos um parceiro para estar próximo e atuar junto, escolhemos a paiN justamente porque eles têm um pensamento semelhante ao nosso sobre o cenário competitivo.”
Para Niro, a parceria também ajuda a apresentar o serviço a um público que já acompanha competições profissionais, mas que nem sempre encontra oportunidades de participar delas.
O executivo voltou a destacar que o objetivo da Gamers Brawl é preservar o entretenimento, mesmo quando existe uma recompensa financeira envolvida.
“A gente não quer que a pessoa jogue única e exclusivamente para ganhar dinheiro. Não é esse o nosso intuito. Queremos que as pessoas tenham uma experiência legal nesse cenário competitivo.”
Jogos de luta, corrida e mais títulos estão nos planos para 2027
Uma das principais novidades reveladas ao Combo Infinito envolve a expansão do catálogo. Atualmente restrita a League of Legends e Counter-Strike, a Gamers Brawl pretende alcançar novos públicos com modalidades competitivas de diferentes gêneros.
Questionado especificamente sobre a possibilidade de incluir jogos de luta, Bruno Niro confirmou que a equipe já mapeou novos títulos e estabeleceu uma meta para o próximo ano.
“A gente já tem mapeado alguns jogos. A ideia é trazer pelo menos dez títulos até o meio do ano que vem, de gêneros variados, não só FPS. Queremos trazer jogos de luta, de carro, de tênis, enfim, tentar pegar os maiores gêneros competitivos e colocar dentro da plataforma.”
Considerando o calendário apresentado durante a BGS 2026, a expectativa é adicionar pelo menos dez jogos até meados de 2027. Entretanto, a empresa ainda não confirmou quais títulos serão incluídos.
Além disso, a Gamers Brawl estuda expandir sua presença para dispositivos móveis. Atualmente, o aplicativo funciona apenas em computadores, mas a equipe pretende ampliar o alcance do serviço futuramente.
Com essas iniciativas, a empresa busca atrair jogadores de diferentes comunidades e oferecer novas modalidades de competição, mantendo o desempenho individual como principal critério para definir os resultados.
Por enquanto, os planos de expansão não possuem um calendário detalhado de lançamentos. Ainda assim, a entrevista mostra que a Gamers Brawl pretende crescer além dos jogos que deram início à plataforma.
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