EXCLUSIVO! CD PROJEKT RED revelou detalhes interessantes sobre de The Witcher 3: Remastered

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Já se passaram alguns dias desde o lançamento da versão remasterizada de The Witcher 3. Com uma excelente recepção critica, inclusive analisamos a novar versão e você doe conferir tudoue achamos aqui.

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Dito isso, tivemos a oportunidade de conversar com os porta-vozes oficiais envolvidos no desenvolvimento de The Witcher 3: Remastered. Entrevistamos Oleg Shatulo, Produtor Sênior de Publishing na CD PROJEKT RED, e Krisztián Váraljai, Diretor de Produção e Design de Jogos na Yigsoft.

Durante este bate-papo exclusivo para o Combo Infinito, abordamos na íntegra os motivos do novo relançamento, o respeito à comunidade com o upgrade gratuito, as tecnologias de última geração nos consoles e como o projeto pavimenta o caminho para a futura expansão Songs of the Past.

Dado que The Witcher 3: Wild Hunt já recebeu várias atualizações visuais e de qualidade de vida que pareciam um remaster, o que motivou a CD PROJEKT RED a criar esta versão Remastered?

Oleg Shatulo (CD PROJEKT RED): Houve alguns fatores que se juntaram no momento certo. Com a próxima expansão, Songs of the Past, em desenvolvimento, vimos uma oportunidade de revisitar The Witcher 3 de forma mais ampla e atualizá-lo tanto para os fãs de longa data quanto para os jogadores que o estão descobrindo pela primeira vez. Muitas pessoas ainda estão jogando o game, e queríamos ter certeza de que elas tivessem a melhor experiência possível. Ao mesmo tempo, novos jogadores continuam descobrindo The Witcher 3 — ele foi lançado há 11 anos, então, a esta altura, há toda uma nova geração de jogadores que está apenas começando sua jornada com o jogo.

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E sim — The Witcher 3 recebeu muitas melhorias ao longo dos anos, mas com o Remastered, queríamos adotar uma abordagem mais holística. Em vez de focar em recursos individuais ou atualizações visuais isoladas, olhamos para a experiência como um todo — desde o visual e a tecnologia até o combate, a progressão de personagens, a interface de usuário (UI) e a acessibilidade. O objetivo era modernizar o jogo de maneiras significativas, preservando tudo o que tornou The Witcher 3 especial em primeiro lugar.

Além das novas adições, um dos aspectos mais notáveis desta versão é que ela será gratuita para os proprietários atuais. Afastando-se dos padrões atuais da indústria, o que levou a CD PROJEKT RED a oferecer este upgrade sem custo adicional, e quanto a sua comunidade apaixonada influenciou essa decisão?

Oleg Shatulo (CD PROJEKT RED): Nossa comunidade certamente foi uma consideração importante. The Witcher 3 tem tido uma base de jogadores incrivelmente dedicada por mais de uma década, e muitos jogadores continuaram voltando ao game por meio de suas expansões, atualizações e relançamentos em novas plataformas. Então, de muitas maneiras, fazia sentido oferecer o Remastered como uma atualização gratuita. Se estamos trazendo o jogo para os padrões modernos para novos jogadores, queremos que todos que já o possuem também se beneficiem das mesmas melhorias.

Isso também é consistente com a forma como abordamos as melhorias técnicas em nossos jogos no passado — nunca cobramos dos jogadores existentes por elas. O Remastered é um projeto muito mais substancial, mas queríamos nos manter fiéis a essa abordagem.

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Posso estar enganado, mas vejo este remaster como uma ponte para a nova expansão, Songs of the Past. Houve alguma polinização cruzada entre os recursos introduzidos neste Remastered e o que veremos na expansão?

Krisztián Váraljai (Yigsoft): Embora sejam títulos separados com equipes e propósitos diferentes, estamos trabalhando em estreita colaboração com a equipe que desenvolve Songs of the Past na Fool’s Theory para garantir que eles possam utilizar totalmente todos os novos recursos e mudanças que estamos introduzindo no Remastered. Os dois projetos estão conectados no sentido de que Songs of the Past aproveitará todas as melhorias adicionadas com o remaster.

Já se passaram 11 anos desde que The Witcher 3: Wild Hunt chegou aos consoles pela primeira vez e se tornou o que é hoje, um verdadeiro Highlander dos RPGs que se recusa a desaparecer. O que você acha que torna o jogo tão atemporal?

Oleg Shatulo (CD PROJEKT RED): Acho que um dos maiores pontos fortes de The Witcher 3 sempre foi sua narrativa, e grandes histórias não envelhecem da mesma forma que a tecnologia envelhece. Os personagens, seus relacionamentos, as escolhas com as quais os jogadores se deparam e as consequências dessas escolhas podem ser tão atraentes hoje quanto eram há 11 anos.

Também há algo muito marcante no mundo de The Witcher. Ele tem sua própria atmosfera, uma lore incrivelmente rica e uma maneira particular de abordar dilemas morais — raramente oferecendo uma escolha simples entre o certo e o errado. É um mundo ao qual as pessoas querem voltar, seja para jogar novamente a história de Geralt ou para descobri-la pela primeira vez. Acho que isso é uma grande parte do motivo pelo qual o jogo perdurou por tanto tempo.

Houve algo que você não conseguiu realizar no lançamento original que finalmente pôde implementar ou refinar desta vez?

Krisztián Váraljai (Yigsoft): Grande parte da tecnologia que temos à nossa disposição hoje não estava disponível ou não era viável na época do lançamento original. Portanto, com o Remastered, pudemos adicionar muitas melhorias técnicas e visuais que nem sequer eram uma opção em 2015. Por exemplo, o Path Tracing não era comumente usado em renderização em tempo real naquela época. Estamos em uma geração diferente de consoles agora também — o Ray Tracing a 60 FPS nem estava em pauta em 2022, muito menos em 2015.

Esta nova versão apresenta linhas de voz gravadas novamente ou o áudio permanece idêntico ao lançamento original de 11 anos atrás?

Krisztián Váraljai (Yigsoft): A dublagem permanece inalterada em relação ao lançamento original — não gravamos novamente nenhum dos diálogos para o Remastered.

The Witcher 3: Complete Edition introduziu modos gráficos para os consoles da geração atual. Para esta versão Remastered, como estão configuradas as resoluções de alvo e os modos de desempenho para PS5, PS5 Pro, Xbox e Switch 2?

Krisztián Váraljai (Yigsoft): O Remastered introduz muitos novos recursos visuais, então naturalmente tivemos que refinar os modos gráficos em todos os consoles. Não importa em qual plataforma você esteja jogando, você verá uma qualidade visual significativamente melhorada, com as metas de desempenho originais mantidas sempre que possível. No PlayStation 5 Pro, fomos ainda mais longe — o Modo Ray Tracing está disponível a 60 FPS, enquanto no Modo Desempenho você pode atingir até 80–90 FPS quando usa uma tela compatível com HFR/VRR.

Com a Nvidia lançando o DLSS 5, como a CD PROJEKT RED vê essa nova tecnologia e sua integração nos jogos? Podemos esperar suporte oficial para DLSS 5 em The Witcher 3?

Krisztián Váraljai (Yigsoft): Não temos nada a compartilhar sobre isso.

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